DISPONÍVEIS? AUMENTA - Aditivos Ingredientes .utilizados em quantidades maiores; e os edulcorantes

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INOVAO: VELOCIDADE QUE S

AUMENTANovos sabores, verses econmicas, produtos com convenincia e

praticidade para o consumidor

A indstria de alimentos e bebidas tem o desafio de oferecer novos pro-dutos ao mercado com uma velocidade cada vez maior. uma caracterstica do setor sempre apresentar novidades ao consumidor, seja lanando um novo sabor, uma verso mais econmica, uma nova embalagem ou, at mesmo, lanando novas categorias.

Visando atender esta demanda de diferenciao dos produtos, as empresas buscam tecnologias e recursos. Existe a necessidade de renovar constantemente seus insumos, processos de fabricao, assegurar os investimentos em P&D e ter colaboradores dedicados as ativida-des de inovao.

Para acompanhar este ritmo, comum que as empresas de alimentos busquem o apoio principalmente de for-necedores de ingredientes. Com o apoio de quem produz as matrias-primas fica mais fcil reduzir o tempo de desen-volvimento, buscar eficcia de custo e

atingir com mais agilidade a inovao e diferenciao. Uma das maneiras mais eficazes de integrar esses objetivos a participao nas feiras de negcios.

As feiras assumem um papel es-tratgico crucial no planejamento de marketing para atingir os objetivos e metas das empresas. As vantagens so o aumento das vendas, reduo do custo no contato com o cliente, novos clien-tes, fidelizao de clientes, promover a marca, lanamento das inovaes e benchmarking.

Os eventos, uma vez que renem as tecnologias mais recentes, acabam sendo uma tima fonte de atualizao dessas novidades. Alm disso, se consti-tuem como um dos meios mais econ-micos e eficientes de se fazer negcios e conquistar mercado, proporcionando de uma forma rpida e real a aproximao com o cliente em um espao de ampla oferta de produtos e informao. O evento permite o contato direto com

potenciais clientes, clientes habituais, representantes, distribuidores, concor-rentes e fornecedores.

Em funo de todo esse cenrio, normalmente as feiras do setor de ingredientes alimentcios acontecem anualmente em todo o mundo. Algu-mas delas so: Fi Europe e Hi Europe alternadas a cada ano, IFT, Fi China, Fi Asia, Fi Turquia e Hi Japo. No Brasil, as opes ficam entre Fi South America e CPhI South America, InCosmetics, Vitafoods, e FCE.

Para a indstria de ingredientes alimentcios, expor em uma feira de negcios permite a promoo de pro-dutos, ampliao da carteira de clientes e exposio direta com compradores e fornecedores. Nesse mesmo espao estaro reunidos empresrios, profissio-nais e clientes do setor. Alm disso, as feiras permitem conhecer de imediato a reao do cliente com relao ao novo produto.

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FEIRAS DE NEGCIOS

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ADOANTES QUAIS OS TIPOS

DISPONVEIS?Adoante uma substncia que adoa os alimentos assim como o acar, mas administrado em menores quantidades, j que adoa mais do que a sacarose. Tambm conhecido como edulcorante, o adoante pode ser artificial, no contendo calorias, ou natural,

contendo menor quantidade de calorias que o acar.

DEFINIO E CLASSIFICAO

Os adoantes, tambm chamados de edulcorantes, so substncias que apresentam em geral um poder adoan te muito superior ao da sacaro-se (acar) e, por isso, so utilizados em quantidades bem menores quando comparados com o acar.

Os adoantes podem ser classifi-cados de vrias maneiras, geralmente com base em sua origem e valor ca-lrico. A legislao da CEE, o Codex Alimentarius, e alguns autores es-pecialistas no assunto classificam a sacarose e seus substitutos em dois grandes grupos: os edulcorantes nutri-tivos, ainda chamados de adoantes de corpo, que fornecem energia e textura aos alimentos e, geralmente, contm o mesmo valor calrico do acar, sendo utilizados em quantidades maiores; e os edulcorantes no nutritivos, ainda chamados de edulcorantes intensos, que fornecem somente doura acen-tuada, no desempenham nenhuma outra funo tecnolgica no produto final, sendo utilizados em quantidades muito pequenas; so pouco calricos ou efetivamente no calricos.

Os edulcorantes calricos, ou nutri-tivos, subdividem-se, em carboidratos e derivados, tais como os acares refinados, HFCS (High Frutose Corn Syrup), frutose, glicose, mel, lactose, maltose, poliis e outros, e por outro lado, os peptdeos e derivados, como aspartame, alitame e outros. Embora sejam tecnicamente calricos, alguns deles no trazem nenhuma caloria para os seus consumidores, devido as baixssimas quantidades usadas.

Tanto os carboidratos quanto os poliis so muito usados como agentes de volume ou agentes de corpo, para conferir textura aos alimentos que se-ro adoados. A sua presena tambm importante para conferir praticidade nas aplicaes de uso domstico. Nos adoantes lquidos, o agente de corpo a gua.

Os adoantes no nutritivos podem ser substncias artificiais ou naturais, geralmente centenas de vezes mais doces do que o acar, mas que no oferecem nenhum poder energtico, tal como acessulfame-k, ciclamato, sacarina, sucralose e vrios outros.

Existe tambm uma categoria especial de adoantes composta por substncias obtidas de extratos vege-

tais. Algumas delas so amplamente usadas comercialmente, como a es-tvia (esteviosdeo), a glicirrizina e a taumatina, por exemplo, os trs sendo considerados como nutritivos.

A definio usada pela FDA, agencia norte-americana que regula produtos alimentcios e farmacuticos, mais precisa, uma vez que estabelece como edulcorantes no nutritivos aqueles que apresentam menos de 2% do valor calrico da sacarose por unidade equi-valente de capacidade adoante. Assim, neste caso, tanto o aspartame como o edulcorante protico taumatina (4kcal/g) podem ser considerados no nutritivos por apresentarem valor cal-rico por unidade de doura de aproxi-madamente 0,02kcal/g e 0,002kcal/g, respectivamente.

O Quadro 1 apresenta a classifi-cao geral dos adoantes.

PRINCIPAIS TIPOS E SUA AO NOS ALIMENTOS

Os adoantes podem ser artificiais, no contendo calorias, ou naturais, con-tendo menor quantidade de calorias que o acar. Dentre os adoantes artificiais, encontram-se o aspartame, a sacarina, o

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ADOANTES

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QUADRO 1 - CLASSIFICAO GERAL DOS ADOANTESNutritivos

No nutritivos Extratos vegetaisCarboidratos & Derivados Peptdeos & Derivados

Sacarose e derivados Alitame Acessulfame-K 3-acetato-de(+)- dihidroquercetina

Frutose Aspartame Ciclamato Curculina

Glicose Neotame Dihidrochalconas Estvia

Lactose e seus produtos de hidrlise Frutooligossacardeos Filodulcina

Tagatose L-acares Glicirrizina

Poliis (eritritol, isomalte, lactitol, maltitol, manitol, sorbitol, xilitol, hidrolisado de amido hidrogenado e xarope de glicose hidrogenado

Sacarina Hernandulcina

Xaropes de glicose ou xaropes de milho (HFCS, xarope de maltose) Sucralose

Mabinlina

Miraculina

Mogrosdeo

Monelina

Osladina

Oximas

Pentadina

Rubososdeo

Taumatina

ciclamato, a sucralose e acessulfame-k. Dentre os adoantes naturais, temos a frutose, o sorbitol, o manitol, o xilitol e a estvia ou esteovdeo.

O ASPARTAME

O aspartame o tipo mais utilizado entre os adoantes, tendo capacidade de adoar 200 vezes mais do que a sacarose. Seu valor energtico de 4 calorias/gra-mas. Deve ser evitado por pessoas que sofrem de fenilcetonria, pois contm fenilalanina em sua composio.

O aspartame o ster metlico de dois aminocidos, a fenilalanina e o cido glutmico, ou seja, ster metlico de L-aspartil-L-fenilalanina. A molcula de aspartame composta de 39,5% de cido asprtico, 50% de fenilalanina e 10,5% de ster metlico. Pode ser sintetizado a partir do cido asprtico

e do ster metlico da fenilalanina por mtodo qumico, que resulta em outros produtos secundrios, ou com maior especificidade, por sntese enzimtica. A L-fenilalanina obtida por fermen-tao, sendo que sua produo pode ser acelerada e de menor custo utilizando -se clulas imobilizadas.

O aspartame tem o sabor do a-car. O perfil de doura o que mais se aproxima ao da sacarose, apesar de desenvolver-se mais lentamente e persis-tir por mais tempo. No deixa qualquer sabor residual amargo, qumico ou me-tlico, frequentemente associados aos demais edulcorantes. Sua doura 120 a 220 vezes superior a da sacarose. Para refrigerantes pode-se considerar o valor de 180. A doura relativa ou potncia (concentrao de sacarose dividida pela do aspartame a igual doura) varia com o sistema alimentar utilizado.

O aspartame geralmente mais potente a baixas concentraes e em produtos temperatura ambiente do que em produtos gelados ou quentes. Fatores como pH e presena de outros aditivos podem afetar a potncia do aspartame.

O aspartame acentua o aroma e prolonga a percepo do sabor das

frutas, principalmente de frutas cidas. A intensificao mais efetiva com sabores naturais do que com artificiais. Pode, contudo, potencializar tambm o gosto amargo. Devido ao alto poder adoante, so necessrias quantidades mnimas para produzir a doura deseja-da, reduzindo a ingesto calrica. Seu valor calrico 4kcal/g, no entanto, assumindo doura relativa de 180, o valor calrico por unidade de doura de aproximadamente 0,02kcal/g.

O aspartame pouco solvel em gua, sendo que a solubilidade aumenta a medida que o pH diminui ou que a temperatura aumenta. A solubilidade mxima a pH 2,2. Para um nvel timo de dissoluo, recomenda-se temperatura de 40C e pH de 4. Como alternativa, o aspartame pode ser pr-dissolvido e