Dia Dos Pais UER

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Ah! J sei... O melhor presente o meu carinho, meu respeito, meu amor e minha dedicao. A ele entregarei o meu corao".

Ningum to pobre que no tenha algo de bom para doar de si. Um gesto de amor, de carinho, valem muito mais do que qualquer presente material.

Valorizao da figura paterna atravs do reconhecimento das qualidades paternais, respeito s suas diferenas de opinies, gostos. Lembrar que os pais tambm tem defeitos, vcios e que eles podem ajud-los atravs do amor e do conhecimento da Doutrina Esprita (esclarecimento).

Finalizar o dilogo, concluindo que se houver amor, dilogo, respeito, se aceitarmos as diferenas uns dos outros, a convivncia se tornar boa e prazerosa; lembrando-se sempre que, no importa o tipo de relacionamento que tenha com seus pais, voc sentir falta deles quando partirem.

Terceiro momento:perguntar aos evangelizandos o que significa a palavraHONRAR. Aps escutar as respostas o evangelizador dever esclarecer que :respeitar, estimar, amar, reconhecer, venerar, acatar.

Quarto momento:pedir aos evangelizandos que expliquem o mandamento:Honrar pai e me.

Obs.:o evangelizador dever solicitar a opinio de todos os evangelizandos, dizendo que muito importante a opinio de cada um.

O mandamento: "Honrai a vosso pai e a vossa me" um corolrio da lei geral de caridade e de amor ao prximo, visto que no pode amar o seu prximo aquele que no ama a seu pai e a sua me; mas, o termo honrai encerra um dever a mais para com eles: o da piedade filial. Quis Deus mostrar por essa forma que ao amor se devem juntar o respeito, as atenes, a submisso e a condescendncia, o que envolve a obrigao de cumprir-se para com eles, de modo ainda mais rigoroso, tudo o que a caridade ordena relativamente ao prximo em geral. Esse dever se estende naturalmente s pessoas que fazem as vezes de pai e de me, as quais tanto maior mrito tm, quanto menos obrigatrio para elas o devotamento. Deus pune sempre com rigor toda violao desse mandamento.

Honrar a seu pai e a sua me, no consiste apenas em respeit-los; tambm assisti-los na necessidade; proporcionar-lhes repouso na velhice; cerc-los de cuidados como eles fizeram conosco, na infncia. Sobretudo para com os pais sem recursos que se demonstra a verdadeira piedade filial.(...)Trecho extrado de O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XIV, Piedade Filial

Aps escutar todas as opinies, o evangelizador deverCONCLUIRque nossos pais carnais merecem nosso respeito, por nos terem dado a oportunidade da vida na carne, que escola de crescimento para ns. Muitas vezes desejaramos que outros fossem nossos pais, porque nos aborrecemos com as exigncias com que nos educam. s vezes, no conseguimos compreender as atitudes deles, ou gostaramos que eles tivessem mais carinho e ateno para conosco. No entanto, no importa como eles sejam, devemos sempre agradecer-lhes por terem nos aceito como filhos.

Respeito e gratido devemos aos que, no sendo nossos pais carnais, nos tomaram sob sua tutela, em gesto de desprendimento, doando-se a ns, protegendo e amparando-nos.

Um guia turstico orienta os turistas que visitam pela primeira vez um determinado local, tendo ele transitado por diversas vezes naquele lugar, o guia conhece cada perigo do percurso e assim capaz de ajudar os turistas a evitar srios contratempos. De modo muito semelhante, os pais esto preparando os filhos para levarem vidas independentes. A partir de uma idade, muitos jovens j se acham capazes de tomarem sozinhos suas decises, acham que os seus pais j esto velhos demais, e at mesmo ultrapassados para lhes dizerem o que devem fazer, menosprezam a sabedoria e a experincia dos mais velhos. Esquecem-se de que os pais j aprenderam sobre alguns dos perigos da vida e experimentaram outros, e esto capacitados a ajudar seus filhos a evitar muitos erros srios, se os filhos aceitarem ser guiados por seus pais.

A falta de dilogo, a presuno de achar que sabe mais que os pais dificultam os relacionamentos, e so as causas mais provveis dos problemas familiares. Todo pai sabe a importncia de se conhecer o caminho, e deve saber que o exemplo sempre a melhor lio. importante ter algum que sirva de exemplo. Algum que, alm de apontar a direo, percorra o caminho junto. Assim, mais fcil vencer na vida. Caminhar juntos ter a certeza de que sempre poderemos contar com a mo amiga de nossos pais.

Quinto momento:contar a histriaAs Reflexes de Manoelzinho.

Sexto momento:anlise da histria, salientando a grandeza do lar, onde os pais, pelo idioma do exemplo, compartilham com os filhos as maneiras e os hbitos, as dificuldades e as alegrias.

Lembrar que, algumas vezes, no temos a capacidade de entender algumas atitudes de nossos pais, devido a nossa inexperincia, mas com o tempo vamos compreendendo que nossos pais querem sempre o melhor para ns. Se um fato nos parece errado, porque no estamos conseguindo ver a verdade, devemos pedir ento a Jesus que abra nosso entendimento para que possamos entender melhor a situao.

Stimo momento:aplicar a dinmicaVirtudes e defeitos.

Oitavo momento:concluso da dinmica.

Todos somos dotados de qualidades e defeitos, natural que seja assim, visto que estamos neste planeta para evoluir; auxiliando e aprendendo uns com os outros;

Devemos valorizar somente o lado positivo das pessoas, principalmente os de nossos familiares, para que possamos viver sempre em harmonia;

O melhor relacionamento no aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro e consegue admirar suas qualidades.

Nono momento:entregar para os evangelizandos pequenas tiras de papel sulfite, para que escrevam da seguinte forma:

Meu Pai ________(nome do pai)____________________________________________

Cada um dever completar com palavras, frases; com algumas das qualidades que mais lhe agrada em seu Pai, citada na dinmica. Dizer para cada evangelizando assinar o seu nome no final da frase.

Depois da frase pronta, pedir para que colem em pedaos maiores de papel color-set ou papel carto colorido, formando assim uma moldura em volta da frase.

Ao final da aula, cada evangelizando dever colocar sua frase no mural de evangelizao.

Prece de encerramento

Sugesto:terceiro ciclo.

Sugesto de aula enviada pela evangelizadora Sandra Ramos Medeiros, Campo Grande/MS.As reflexes de Manoelzinho

Manoelzinho era um bom menino, forte e bem disposto nos seus treze anos de idade. Adorava seus pais, mas sem saber definir com clareza a causa de seu amor filial aos dedicados pais de seis filhos, o ltimo com seis meses, um nenenzinho de colo.

Manoelzinho estava preocupado porque a evangelizadora de sua Escola de Evangelizao Esprita pediu que escrevesse sobre o mandamento: HONRAR PAI E ME, mas abordando o tema: O QUE OS SEUS PAIS FAZEM POR VOC E SEUS IRMOS?

Querendo escrever o seu trabalho, pensava: nossa casa boa, mas nos falta um automvel ou uma moto, e tambm participar de um clube com piscina e quadras de esportes

Assim pensando, ele relacionava a falta de um carro e a falta de ser scio de um clube, como ausncia de amor de seus pais por ele. Pensava ainda: como no gozamos dessas necessidades modernas, no sei como escrever sobre o que os meus pais fazem por ns.

Cansado, Manoelzinho pensou: vou dormir e deixar o trabalho da Escolinha para depois da excurso.

que no dia seguinte no haveria aula na sua Escola e, aproveitando a folga, a Escola Esprita de Evangelizao faria uma excurso aprazvel a um stio das redondezas. E foi dormir, porque o nibus sairia s seis horas da manh. s cinco horas da madrugada, Manoelzinho acordou ouvindo movimento na cozinha, levantando-se imediatamente.

Me, voc j est acordada?

H muito tempo, meu filho. J ia lhe chamar. Olha, o caf est prontinho e tambm as torradas que fiz aproveitando o po dormido. Alm disso, fiz sanduches para voc levar, juntando tambm algumas laranjas e bananas.

(Manoelzinho comeou a refletir sobre as obrigaes de sua me: Quanto servio, quantos deveres to cedo)

E papai, aonde est?

Seu pai j tomou o caf e foi para o trabalho. Ele saiu mais cedo para ir a p, aproveitando a fresca da manh. necessrio economizar a passagem de nibus

(Manoelzinho voltou a refletir, agora sobre o sacrifcio de seu pai).

Est na hora de ir, me, disse Manoelzinho, beijando-a.

Da a minutos, Manoelzinho, j dentro do nibus, apreciava a cidade na sua madrugada, quando viu o seu pai caminhando com outras pessoas, alegremente, rumo ao trabalho.

(Manoelzinho tornou aos seus pensamentos ntimos, meditando no sacrifcio de seu pai, para fazer economia de passagem de nibus).

O dia de Manoelzinho e seus colegas durante a excurso foi timo, proporcionando a todos muita alegria e proveito, com jogos esportivos, msica elevada e, como ponto alto, um teatro da Parbola do Filho Prdigo.

Quando o nibus voltava, cerca de sete horas da noite, passando nas imediaes do trabalho de seu pai, ele o viu novamente, regressando das horas extraordinrias, a p.

(Manoelzinho juntou as suas reflexes mais esse exemplo vivo de seu pai)

Muito tempo depois que Manoelzinho j se encontrava em casa, chegou seu pai, visivelmente cansado, mas com um grande sorriso para o filho e um beijo terno na esposa.

J era tarde, por isso Manoelzinho foi dormir, cansado e com um pouco de dor no estmago.

Seus pais ficaram na cozinha conversando, enquanto sua me passava nova leva de fraldas do nen.

No quarto, Manoelzinho comeou a suar frio e sentir a boca amarga Choroso, procurou os seus genitores, que, aflitos, o ajudaram a vomitar.

Um ch quentinho foi prontamente preparado por sua me, enquanto o seu pai se mantinha ao seu lado, solidrio, orando em silncio.

Tudo serenado, recolheram-se para merecido descanso. Na cama, quase dormindo, Manoelzinho ainda teve tempo de refletir.(refletir sobre o carinho que acabava de receber de seus queridos pais.)

s seis horas da manh seguinte, Manoelzinho levantou-se com fome, aguado pelo aroma do caf que enchia toda casa.

Seus bons pais, quando o viram se alegraram muito, perguntando os dois a um s tempo:

Voc est bem, Manoelzinho?

Alegres, tomaram caf juntos.

Me, pai, disse Manoelzinho, eu j sei o que escrever para fazer o meu trabalho sobre o mandamento HONRAR PAI E ME

O que, filho, de que voc est falando?

Devo fazer uma composio sobre o Mandamento, mas com o ttulo: O QUE OS SEUS PAIS FAZEM POR VOC E SEUS IRMOS?

Mas por que s agora voc sabe o que vai escrever?

Levantando-se e abraando aos dois no mesmo carinho, Manoelzinho, quase chorando, confessou:

Porque s agora percebo o quanto vocs, queridos pais, se sacrificam em favor de ns todos deste abenoado lar, enchendo-o de alegria, bom nimo, abnegao, renncia, amor, trabalho e dedicao

Continuou, contendo as lgrimas:

- Porque s agora eu vejo que os verdadeiros bens so os do amor e da dedicao que enchem nossa casa e felicitam a nossa famlia.

Obrigado meus queridos pais, por tudo de bom que fazem por ns, agora eu sei que devo honr-los, mas com muito amor