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Evangelho do Dia 25/12/11 Mundo Catlico (www.mundocatolico.org.br) Pg.1

DDoommiinnggoo,, 2255 ddee ddeezzeemmbbrroo ddee 22001111 Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, 1 Semana do Saltrio, Livro I, cor Branca

Santos: Anastcia de Roma (virgem e mrtir), Eugnia de Roma (virgem, mrtir, filha de So Filipe, tambm mrtir), Pedro, o Venervel (abade de Cluny), Alberto Chmielowski (bem-aventurado), Jacopone de Todi (franciscano, autor do hino Stabat Mater, bem-aventurado)

Missa da Noite

Antfona: Alegremo-nos todos no Senhor: hoje nasceu o salvador do mundo, desceu do cu a verdadeira paz! (Sl 2,7)

Orao: Deus, que fizestes resplandecer esta noite santa com a claridade da verdadeira luz, concedei que, tendo vislumbrado na terra este mistrio, possamos gozar no cu sua plenitude. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Esprito Santo.

I Leitura: Isaias (Is 9, 1-6)

Foi-nos dado um filho

1O povo, que andava na escurido, viu uma grande luz; para os que habitavam nas sombras da

morte, uma luz resplandeceu. 2Fizeste crescer a alegria, e aumentaste a felicidade; todos se

regozijam em tua presena como alegres ceifeiros na colheita, ou como exaltados guerreiros ao

dividirem os despojos. 3Pois o jugo que oprimia o povo - a carga sobre os ombros, o orgulho dos

fiscais - tu os abateste como na jornada de Madi. 4Botas de tropa de assalto, trajes manchados

de sangue, tudo ser queimado e devorado pelas chamas. 5Porque nasceu para ns um menino,

foi-nos dado um filho; ele traz aos ombros a marca da realeza; o nome que lhe foi dado :

conselheiro admirvel, Deus forte, pai dos tempos futuros, prncipe da paz. 6Grande ser o seu

reino e a paz no h de ter fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reinado, que ele ir consolidar

e confirmar em justia e santidade, a partir de agora e para todo o sempre. O amor zeloso do

Senhor dos exrcitos h de realizar estas coisas. Palavra do Senhor!

Comentrio da I Leitura

CChheeggoouu aa ssaallvvaaoo ppaarraa ooss ppoobbrreess ee oopprriimmiiddooss

No ano 732 a.C. Teglat-Falasar III, rei da Assria, tomou os territrios de Zabulon e Neftali,

pertencentes ao Reino do Norte. A situao do povo descrita por Isaas como lugar de trevas e

pas tenebroso (9,1). Para esse povo dominado, sem identidade e liberdade, o profeta anuncia a

salvao que se aproxima.

O texto de hoje descreve em trs momentos a libertao desses territrios dominados: 1. Luz

que brilha: Isaas faz ver que est para nascer nova aurora (9,1), como no incio da criao,

quando Deus fez a luz (Gn 1,3), pondo ordem no caos; 2. A libertao se traduz, concretamente,

no fim da opresso inimiga, possibilitando ao povo crescer e viver em paz e alegria. A satisfao

do povo libertado semelhante alegria experimentada durante uma colheita abundante;

como a alegria de repartir os despojos da guerra, onde o povo no s faz festa porque derrotou o

inimigo, mas sobretudo porque, mediante o despojo, reconquistou para si o que o opressor lhe

havia roubado brutal e violentamente (v. 2). Terminando a guerra, acaba tambm a opresso:

Deus quebra a canga que oprimia o povo, a carga que sobre ele pesava, quebrando a vara do

capataz (v. 3). O equilbrio restabelecido, a justia volta a vigorar. A vitria dos pobres e

oprimidos recorda o episdio de Madi (cf. Jz 7,15-25), quando Gedeo, organizando e liderando

um punhado de pessoas, desbaratou numeroso exrcito. Isaas continua descrevendo a vitria

dos pobres: eles iro fazer uma grande fogueira com os smbolos da opresso: as botas dos

soldados e os mantos embebidos de sangue (v. 4). 3. O nascimento de um menino que ir trazer

a libertao para o povo. Esse o motivo central, que explica e realiza o que at agora tinha sido

anunciado.

Evangelho do Dia 25/12/11 Mundo Catlico (www.mundocatolico.org.br) Pg.2

As esperanas dos pobres e oprimidos reflorescem a partir desse nascimento. O v. 5 descreve,

em primeiro lugar, a caracterstica do menino-esperana para o povo sofrido: ele traz sobre os

ombros o manto de rei. Em segundo lugar, mostra qual a identidade dessa personagem. Seu

nome d a conhecer suas aes em favor do povo: Conselheiro Maravilhoso, Deus Forte, Pai

para Sempre, Prncipe da Paz. Esse nome estranho, de significado profundo, traduz a prtica

do novo rei: ser mais sbio que Salomo, capaz de fazer justia ao povo (Conselheiro

Maravilhoso); ser mais forte que Davi, defendendo o povo das ameaas externas, pois tem a

prpria fora de Deus (Deus Forte); ser lder que supera a liderana de Moiss, conduzindo o

povo vida definitiva (Pai para Sempre); mediante sua liderana, o exerccio da justia e a

defesa do povo, criar a paz-plenitude dos bens (Prncipe da Paz). a sntese de tudo o que

aconteceu de bom no passado do povo de Deus.

O v. 6 descreve as conseqncias da administrao justa: haver um reino sem limites,

realizando assim as promessas feitas a Davi. Como poder tal reino se manter? Qual a fora que

o sustenta de forma perene? O prprio texto nos d a resposta: esse reino vai durar para sempre

porque fundado na administrao do direito e da justia.

O texto messinico de Isaas se encerra afirmando que esse o projeto que Deus pretende ver

realizado no mundo (v. 6b). O Novo Testamento leu esse texto luz do nascimento, morte e

ressurreio de Jesus, porque tal espcie de realeza no encontrou ressonncia nos reis de Jud e

Israel. O orculo ficava aberto, na expectativa-esperana. Lendo-o luz do nascimento de Jesus,

os cristos constatam j possuir a realizao da promessa. Contudo, permanece aberta a

pergunta: por que o povo de Deus continua oprimido? Por que ainda no chegamos a fazer uma

grande fogueira de tudo o que sinal de opresso e morte? [Vida Pastoral n. 269, Paulus 2009]

Salmo: 95(96),1-2a.2b-3.11-12.13 (R/.Lc 2, 11)

Hoje nasceu para ns o Salvador, que Cristo, o Senhor

Cantai ao Senhor Deus um canto novo, cantai ao Senhor Deus, terra inteira! Cantai e bendizei

seu santo nome!

Dia aps dia anunciai sua salvao, manifestai a sua glria entre as naes, e entre os povos do

universo seus prodgios!

O cu se rejubile e exulte a terra, aplauda o mar com o que vive em suas guas; os campos com

seus frutos rejubilem e exultem as florestas e as matas.

Na presena do Senhor, pois ele vem, porque vem para julgar a terra inteira. Governar o mundo

todo com justia, e os povos julgar com lealdade.

II Leitura: Carta de Paulo a Tito (Tt 2, 11-14)

Manifestou-se a bondade de Deus

para toda a humanidade

Carssimo: 11a graa de Deus se manifestou trazendo salvao para todos os homens. 12Ela nos

ensina a abandonar a impiedade e as paixes mundanas e a viver neste mundo com equilbrio,

justia e piedade 13aguardando a feliz esperana e a manifestao da glria do nosso grande

Deus e salvador, Jesus Cristo. 14Ele se entregou por ns, para nos resgatar de toda maldade e

purificar para si um povo que lhe pertena e que se dedique a praticar o bem. Palavra do

Senhor!

Evangelho do Dia 25/12/11 Mundo Catlico (www.mundocatolico.org.br) Pg.3

Comentrio da II Leitura

AA mmaanniiffeessttaaoo ddee JJeessuuss ccaatteeqquueessee ppaarraa aa vviiddaa ccrriisstt

A carta a Tito foi escrita provavelmente pelos anos 64-65. Tito, seu destinatrio, o delegado

pessoal de Paulo na ilha de Creta. Paulo conta com ele para organizar a comunidade de Creta e

lutar contra os que falseiam a palavra de Deus. O Evangelho foi anunciado, as comunidades

foram fundadas e, algumas dezenas de anos mais tarde, apareceram os verdadeiros problemas.

Alguns cristos misturaram o Evangelho com teorias propagadas por grupos judaicos Por outro

lado, tambm os costumes relevados do paganismo se infiltram na comunidade, falseando a

moral. preciso recordar aos cristos que a salvao foi trazida por Cristo, e tambm traar as

grandes linhas do comportamento para a vida particular e social (Bblia Sagrada Ed. Pastoral

Paulus, 2002, p. 1540).

Para Paulo, o ponto de partida a manifestao da graa de Deus que, em Jesus Cristo, trouxe a

salvao para todas as pessoas (2,11). O evento central de nossa f repercute na prtica dos

cristos, tornando-se catequese para a vida crist. Vivendo em meio sociedade estabelecida,

que contrasta com o projeto de Deus, e sem fugir dos desafios que ela apresenta, os cristos so

convocados a viver a novidade de vida prpria do evangelho. A novidade possui um aspecto de

ruptura: abandonar a impiedade e as paixes mundanas, ou seja, romper com os esquemas e

propostas de vida apresentados pelo status quo, o modo de viver paganizado que no traduz a

sociedade justa e fraterna desejada por Deus e inaugurada por Jesus Cristo; mas possui tambm

carter construtivo: viver no mundo com equilbrio, justia e piedade (v. 12). Essas trs

expresses (equilbrio, justia e piedade) sintetizam o modo de viver sintonizado com o projeto

de Deus. Portanto, a comunidade crist no s rompe os esquemas inquos, mas vive a justia do

Deus vivo (piedade), prolongando dessa forma a prtica de Jesus.

A tenso entre a ruptu