CONSEQUÊNCIAS E IMPLICAÇÕES DO BULLYING NOS

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    CONSEQUNCIAS E IMPLICAES DO BULLYING NOS ENVOLVIDOS E

    NO AMBIENTE ESCOLAR

    CONSECUENCIAS Y LAS IMPLICACIONES DEL BULLYING EM LOS

    INVOLUCRADOS Y EN LOS AMBIENTES ESCOLARES

    Kris Kristoferson Pereira

    RESUMO Agresses sejam elas fsicas ou psicolgicas sempre aconteceram no ambiente escolar, mas apenas nos ltimos anos, com a vasta divulgao da palavra bullying, que se passou a dar certa importncia ao assunto e, no apenas trat-lo como uma forma de brincadeira. A finalidade desse trabalho analisar as conseqncias desastrosas causadas nos alunos vtimas do bullying, bem como trazer informaes necessrias a sociedade, mais especificamente aos pais, professores e alunos, numa tentativa de propor solues para que aja o respeito mtuo entre os alunos e se combata essa prtica to malfica a sociedade. Palavras-chave: Agresses. Escolas. Vtimas. Pais. Sociedade.

    RESUMEN Asalto sean fsicos o psicolgicos ocurrido siempre en el mbito escolar, pero recientemente con la amplia difusin de la palabra bullying, es lo que sucedi para dar alguna importancia a la materia y no slo tratarlo como una forma de "juego". La finalidad de este artculo es analizar las consecuencias desastrosas entre los estudiantes vctimas de la intimidacin, as como informaciones necesarias para llevar a la sociedad, ms especficamente a padres, profesores y los estudiantes en una tentativa de proponer soluciones para que haya el respeto mutuo entre los alumnos y para luchar contra esta prctica tan mala para la sociedad. Palabras clave: Agresin. Escuelas. Vctimas. Padres. Sociedad.

    1 INTRODUO O ambiente escolar, onde acontecem s primeiras interaes sociais

    entre as crianas e jovens, sempre foi palco de situaes conflituosas e violentas entre os alunos. O problema com a violncia no ambiente escolar passou a ser estudado, recentemente no Brasil, segundo SPOSITO (2001), somente em meados de 1980, o compromisso e a preocupao contra a violncia escolar aconteceu, iniciou-se com uma anlise das depredaes e danos aos prdios escolares, e nos anos 2000 que se passou a promover

    Estudante do 5 perodo de direito -FNH - Faculdade Novos Horizontes Campus Santo

    Agostinho-BH e-mail: [email protected]

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    estudos sobre as relaes interpessoais agressivas, envolvendo alunos e a comunidade escolar.

    FANTE (2005, p.157), define violncia como todo ato, praticado de forma consciente ou inconsciente, que fere, magoa, constrange ou causa dano a qualquer membro da espcie humana.

    Dentre as inmeras violncias praticadas no ambiente escolar, existe uma que acontece geralmente entre os prprios alunos, que recebeu a definio de Bullying.

    Recorrendo ao dicionrio, encontraremos a seguinte definio para a palavra bully: individuo valento, tirano, mando, brigo. A expresso bullying, corresponde a um conjunto de atitudes de violncia fsica e/ou psicolgica, de carter intencional e repetitivo, praticado por um bully, que o agressor, contra uma ou mais vitimas que se encontram impossibilitadas de se defender.

    Existe a dificuldade em se traduzir, para a lngua portuguesa, a palavra bullying, devido a sua complexidade. De acordo com NETO:

    A adoo universal do termo bullying foi decorrente da dificuldade

    em traduzi-lo para diversas lnguas. Durante a realizao da Conferncia Internacional Online School Bullying and Violence, de maio a junho de 2005, ficou caracterizado que o amplo conceito dado palavra bullying dificulta a identificao de um termo nativo correspondente em pases como Alemanha, Frana, Espanha, Portugal e Brasil, entre outros. (LOPES NETO, 2005).

    Esse tipo de violncia conceituado como um conjunto de

    comportamentos agressivos, fsicos ou psicolgicos, como chutar, empurrar, apelidar, discriminar e excluir, que ocorrem entre colegas sem motivao evidente, e repetidas vezes, sendo que um grupo de alunos ou um aluno com mais fora, vitimiza outro que no consegue encontrar um modo eficiente para se defender (LOPES NETO, 2005):

    Em ltima instncia, significa dizer que, de forma natural,

    os mais fortes utilizam os mais frgeis como meros objetos de diverso, prazer e poder, com o intuito de maltratar, intimidar, humilhar e amedrontar suas vtimas. (SILVA 2010).

    A maioria dos alvos de bullying so aqueles alunos considerados diferentes dos demais, como exemplo citamos: ser um timo aluno, ser muito pequeno, usar culos, possuir atitudes afeminadas para os homens ou masculinizadas para as mulheres, entre outros. As agresses se do gratuitamente, pois a pessoa vitima do bullying, normalmente, no cometeu nenhum ato que motivasse as agresses.

    COSTANTINI (2004, p.69) explica que a prtica do bullying no so conflitos normais ou brigas que ocorrem entre estudantes, mas verdadeiros atos de intimidao preconcebidos, ameaas, que, sistematicamente, com violncia fsica e psicolgica, so repetidamente impostos a indivduos particularmente mais vulnerveis e incapazes de se defenderem, o que leva no mais das vezes a uma condio de sujeio, sofrimento psicolgico, isolamento e marginalizao.

    Os traumas causados pelo bullying nos alunos vitimados podem ter conseqncias terrveis em toda sua vida. Conta nos FANTE (2005, p.62), a ao malfica do bullying traumatiza o psiquismo de suas vitimas, provocando

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    um conjunto de sinais e sintomas muito especficos, caracterizando uma nova sndrome, denominada de Sndrome de Maus Tratos repetitivos, onde a criana estar predisposta a reproduzir a agressividade sofrida ou a reprimi La, comprometendo, assim, o seu processo de socializao.

    Nesse trabalho, usaremos pesquisas bibliogrficas em livros, artigos, jurisprudncias, jornais, entre outros, para auxiliar nos no desenvolvimento e concluso do tema proposto.

    2 O PERIGO NAS ESCOLAS CHAMADO: BULLYING. Conforme destaca FANTE (2005), o bullying um fenmeno to antigo quanto prpria escola. Porm, o assunto s passou a ser objeto de estudo por volta da dcada de 1970, na Sucia.

    E em pouco tempo, o tema contagiou todos os demais pases escandinavos, no final de 1982, na Noruega, trs crianas, com idade entre 10 e 14 anos, suicidaram, e as investigaes do caso, apontaram, como principal motivao da tragdia, os maus tratos a que essas crianas sofreram por parte de seus colegas de escola.

    Dan OlweusI, pesquisador da Universidade de Berger, Noruega, iniciou ento nessa poca um estudo com milhares de estudantes, quase quatrocentos professores e cerca de mil pais de alunos. O que Olweus queria, era avaliar as taxas de ocorrncia e as formas pelas quais o bullying atingia a vida escolar das crianas e dos adolescentes da Noruega.

    Os resultados da pesquisa de Olweus (2010), evidenciaram que um em cada sete estudantes estava envolvido em caso de bullying. Em 1993, Olweus publicou o livro Bullying at School, que apresenta e discute o problema, os resultados de sua pesquisa, projetos de interveno e uma relao de sinais e sintomas que ajudam a identificar, no s as vitimas, mas tambm os agressores.

    O resultado das pesquisas de Olweus repercutiu em vrios pases, que a partir da, atentaram para esse fenmeno, que toma cada vez mais aspectos preocupantes quanto ao seu crescimento.

    Pesquisas relatam, que de 5% a 35% das crianas em idade escolar estejam envolvidas em condutas agressivas no ambiente escolar. Para Fante (2005), o bullying ocorre em todas as escolas do mundo, com maior ou menor incidncia e independentemente das caractersticas culturais, econmicas e sociais do aluno, por isso a grande preocupao dos pesquisadores em buscar solues para o problema, que existe em escala mundial.

    Dan Olweus (SILVA, 2010), ao analisar o tema polmico chamado bullying, orienta que pais e professores devem estar atentos ao comportamento das crianas e dos adolescentes, considerando os possveis papeis que cada um pode desempenhar em uma situao de bullying.

    Identificando os alunos que so vtimas, agressores ou espectadores, que a escola e as famlias dos envolvidos podem elaborar estratgias e traar aes efetivas contra essa prtica.

    De acordo com a cartilha do Conselho Nacional de Justia podemos concluir sobre os dados tratados neste captulo. (SILVA 2010, pg. 7).

    I SILVA 2010, pg.110

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    ANEXO A:

    CARTILHA BULLYING PROFESSORES E PROFISSIONAIS DA ESCOLA.II

    QUAIS SO AS FORMAS DE BULLYING? NORMALMENTE, EXISTEM MAIS MENINOS OU MENINAS QUE COMETEM

    BULLYING?

    As formas de bullying so:

    Verbal (insultar, ofender, falar mal, colocar apelidos pejorativos, zoar)

    Fsica e material (bater, empurrar, beliscar, roubar, furtar ou destruir pertences da vtima)

    Psicolgica e moral (humilhar, excluir, discriminar, chantagear, intimidar, difamar)

    Sexual (abusar, violentar, assediar, insinuar)

    Virtual ou Cyberbullying (bullying realizado por meio de ferramentas tecnolgicas: celulares, filmadoras, internet etc.) III

    Estudos revelam um pequeno predomnio dos meninos sobre as meninas. No entanto, por serem mais agressivos e utilizarem a fora fsica, as atitudes dos meninos so mais visveis. J as meninas costumam praticar bullying mais na base de intrigas, fofocas e isolamento das colegas. Podem, com isso, passar despercebidas, tanto na escola quanto no ambiente domstico.

    2.1 Os protagonistas desta triste realidade

    As vtimas na maioria das vezes preferem guardar segredo, ate que se sintam seguras, pois temem que o agressor fique sabendo da denuncia e se vingue. LOPES NETO (2005) confirma assim:

    (...) o silncio s rompido quando os alvos sentem que sero ouvidos, respeitados e valorizados.

    II ANEXO A

    III Uma das formas mais agressivas de bullying, que ganha cada vez mais espaos sem fronteiras o cyberbullying ou bullying virtual. Os ataques ocorrem por meio de ferramentas tecnol