Cinesioterapia respirat³ria e espirometria de incentivo

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1. Discente: Mayara Rodrigues 2015 2. Os recursos manuais da fisioterapia respiratria compe um grupo de tcnicas de exerccios manuais especficos que visam: Preveno de distrbios ou complicaes pulmonares; Melhora ou reabilitao de uma disfuno toracopulmonar; Treinamento e recondicionamento fsico das condies respiratrias de um pneumopata. Condicionamento fsico e respiratrio a educao de um individuo sadio normal, como respirar corretamente, como forma de preveno no intuito de evitar que uma disfuno respiratria ou uma disfuno se instale. (COSTA,1999) 3. Bons resultados exigem: o conhecimento da fisiologia normal e anormal; a avaliao e seleo cuidadosa do paciente; definio clara dos objetivos teraputicos; Aplicao rigorosa dos mtodos adequados; e, Avaliao contnua do seguimento. 4. BENEFCIOS : Melhoram a aerao global e a coordenao V/Q; Aumentam a liberao do escarro e melhoram a funo pulmonar; Podem melhorar o condicionamento geral, a auto- estima, e a qualidade de vida do paciente; 5. Cuidados e precaues: Os exerccios podem ser cansativos e podem acarretar dessaturao de oxignio entre os pacientes com comprometimento pulmonar importante; Crianas pequenas e pacientes com limitaes neuromusculares apresentam restries quanto a THB com exerccios. 6. Tapotagem ou percusses Vibrao e Vibrocompresso Drenagem Postural Drenagem autognica Tcnica expiratria forada ou Huff Tosse Acelerao do fluxo expiratrio ou presso expiratria Shaking EDIC Desobstruo Rinofarngea retrgrada Glossopulso Retrgrada CAR ETGOL 7. Preveno de reteno de secrees Fibrose Cstica Bronquiectasia Bronquite crnica Sndromes Discinsicas Doena aguda (paciente imobilizado, paciente no ps-operatrio, exarcebaes da DPOC) Doena crnica (Fibrose cstica, distrbios neuromusculares) Tratamento de condies crnicas com secrees copiosas Secrees copiosas IRA com reteno de secrees Atelectasia lobar aguda Anormalidades V/Q causadas por pneumopatia Tratamento de condies agudas 8. Obstruo interna ou compresso externa da luz das VA (corpos estranhos, tumores, anomalias torcicas congnitas ou adquiridas); Obstruo interna (hipersecreo de muco, alteraes inflamatrias ou broncoespasmo, asma, brnquite crnica e infeces agudas); Doenas que alteram a depurao mucociliar normal ( fibrose cstica, Sndromes Discinsicas e bronquiestasia); Qualquer condio que afete os quatro componentes da tosse eficaz, como os distrbios msculo-esquelticos e neurolgicos (distrofia muscular, ELA, atrofia muscular, leso medular, miastenia grave, poliomielite e paralisia cerebral). 9. Envolve o uso da gravidade e da energia mecnica para auxiliar a mobilizar as secrees do trato respiratrio dos lobos ou dos segmentos pulmonares distais para as vias areas centrais, onde elas possam ser removidas atravs da tosse ou da aspirao. 10. Tcnica Identificao dos lobos e segmentos acometidos (ausculta); Posicionamento dessa regio; Alinhamento dos brnquios segmentares a favor da ao da gravidade; Em geral, o tempo total de tratamento no deve ser superior a 40 min. Outros autores referem que o tempo em cada posio pode variar de 15 a 60 minutos (YOKOTA et al., 2006) 11. Precaues: O paciente dever ser informado da posio que ir assumir; Usar roupas confortveis, apoiar-se sobre travesseiros e estar sobre uma maca que tambm oferea conforto; Uma escarradeira e/ou toalhas de papel devem estar prximos ao paciente/ Verificar se a ltima refeio ocorreu h mais de 2 horas; No caso de pacientes hospitalizados, cuidados com as sondas, cateteres, cabos, drenos, etc, e recomedam-se inclinaes menos acentuadas. 12. H uma tendncia de acmulo de secrees nas regies pulmonares basais (vias areas mais inferiores); Por esta razo, a posio mais utilizada na tcnica a de Trendelemburg (tronco com torx em posio mais inferior que o quadril); 13. IR; IAM; Fraqueza do diafragma; Hipertenso craniana; Instabilidade hemodinmica; Ps-operatrio de cirurgia de crnio; Abdome aberto; Dilise peritonial; Traumatismos torcicos; Edema agudo de pulmo; Tuberculose ativa; Pneumotorx ou derrame pleural no drenado; Leso medular instvel; Paciente sob VM; Uso de sonda nasogstrica; Hemoptise; RGE; Intolerncia ao posicionamento. 14. Complicaes Hipoxemia; Aumento da PIC; Hipotenso aguda durante o procedimento; Hemorragia pulmonar; Dor ou leso nos msculos, costelas ou coluna; Vmitos e aspirao; Broncoespasmo e Disritimias. 15. Sempre que observar uma resposta indesejvel: STOP STAY STABILIZE REGRA DO TRIPLO S 16. Envolvem a aplicao de energia mecnica sobre a parede torcica utilizando as mos. PERCUSSO: Ajuda a deslocar as secrees retidas. VIBRAO: Auxilia na movimentao das secrees em direo as vias areas centrais durante a expirao. 17. Observaes A eficcia da percusso e da vibrao como adjuvantes da drenagem postural permanece controversa. No existe consenso sobre o que representa a fora ou a frequncia corretas dessas tcnicas. So parte dos tratamentos na maioria do estudo clnicos 18. A percusso realizada sobre o lobo o segmento que esta sendo drenado. Idealmente deve percutir num padro circular sobre a rea localizada por 3 ou 5 minutos. 19. Neto et. al (2004), em um estudo de caso, comparando os efeitos da tapotagem e do aparelho Flutter na transportabilidade e viscoelasticidade do muco brnquico, em um paciente com bronquiectasia, encontraram que a tapotagem foi menos eficaz que o aparelho na fluidificao do muco. 20. uma manobra intencional que ensinada, supervisionada e monitorizada. Objetivo: Visa mimetizar as caractersticas da tosse espontnea eficaz, para auxiliar no controle voluntrio para auxiliar no controle voluntrio sobre o refluxo e para compensar as limitaes fsicas que podem comprometer esse reflexo. 21. TCNICA Instruo do posicionamento adequado Instruo do controle da respirao Exerccios para fortalecer os mm da respirao 22. Indicaes Auxilio na remoo de secrees retidas nas VA centrais Presena de atelectasia; Profilaxia contra complicaes pulmonares ps operatrias; Parte rotineira da THB de pacientes com: Fibrose cstica, bronquiectasia, bronquite crnica, infeco pulmonar necrosante e leso medular; Parte integrante de outras THB, como na drenagem postural, terapia com PEP e a espirometria de incentivo; Obteno de amostras de escarro para anlise diagnstica. 23. Contra indicaes So relativas: Incapacidade de controlar a possvel transmisso de infeco de pacientes suspeitos ou confirmados como possuidores de patgenos transmissveis; Hipertenso intracraniana ou aneurisma intracraniano; Reduo da perfuso arterial coronariana; A tosse com presso sobre o epigstrio pode estar contra indicada em casos de maior probabilidade de regurgitao/aspirao, patologia abdominal aguda, aneurisma da aorta abdominal, hrnia hiatal, gravidez, pneumotrax no tratado. Osteoporose 24. Riscos e complicaes Reduo da perfuso arterial coronariana Disturbios visuais(hemorragia retineana) Pneumotrax espontneo Reduo da perfuso cerebral Broncoespasmo Acessos de tosse Incontinncia Leso muscular Dor torcica Fadiga Dor incisional Deslocamento de linha central Fratura de costela Anorexia, vmitos Parestesia Cefalia RGE 25. Monitorizao Resposta do paciente escarro expectorado aps a tosse Rudos respiratrios observar sinais ou sintomas neurolgicos aps a tosse Observar presena de disritimia ou alteraes hemodinmicas 26. uma modificao da tosse dirigida, na qual o paciente instrudo a emitir o som huff, huff, huff, rapidamente com a boca aberta, sendo que o som audvel originado na garganta 27. Consiste de uma expirao forada realizada a alto,mdio ou baixo volume pulmonar, obtida graas a uma contrao energtica dos msculos expiratrios, essencialmente os abdominais, e qualificada como ativa na criana maior. Na criana pequena: realiza-se uma presso manual traco-abdominal passiva. Indicaes: Pode ser realizada como uma continuao das expiraes lentas quando as secrees tiverem-se se concentrado nos grandes troncos brnquicos para serem levadas ao espao aerodigestivo. Estalidos de baixa frequncia. (POSTIAUX,2004) 28. Contudo, h algum tempo, as indicaes da TEF foram se reduzindo de forma significativa devido as numerosas contra-indicaes e limitaoes que a mesma apresenta. Apresenta um conjunto de efeitos secundrios como deletrios como: aumento do tnus da musculatura lisa brnquica, hipoxemia, atelectasias entre outras. (POSTIAUX,2004) A TEF DEVE SER RETARDADA O MXIMO POSSVEL NO PROCESSO DE HIGIENE BRNQUICA, DEVER SER EVITADA NOS PROCESSOS DE OBSTRUO COM UM COMPONENTE DE ATELECTASIA, DOENTES FRGEIS OU FADIGVEIS. 29. Definio: Manobras inspiratrios lentas e profundas; Decbito lateral/ supralateral; Inspirmetros de incentivo. Objetivos: Expanso regional dos espaos areos perifricos; Hiperinsuflao relativa do pulmo supralateral; Dimetro transversal do trax. (POSTIAUX,2004) 30. Indicaoes: Presena de rudos respiratrios brnquicos, rudos respiratrios normais diminudos, estalidos de alta frequncia no quadro das afeces pulmonares em que a obstruo dos espaos areos perifricos dominante fisiopatolgica (Pneumonia, atelectasia) Contra indicaes: A falta de cooperao, a dor resultante de afeco pleural concomitante e a hiperreatividade brnquica. (POSTIAUX,2004) 31. Manobra de inspirao forada para desobstruir a rinofaringe; Criana com menos de 24 meses; Introduz o soro nas narinas da criana, mantendo a sua cabea em ligeira extenso. Aguarda-se pelo final da sua expirao para lhe fechar a boca com a mo, induzindo uma inspirao forada ou fungar; Reduz a tosse e febre, restabelecendo a ventilao nasal, bem-estar geral do beb e retorno alimentao normal. (POSTIAUX,2004) 32. uma manobra plicada na criana pequena que no consegue expectorar. Depois da projeo das secrees pela tosse no fundo da cavidade bocal, uma das mos do fisioterapeuta segura a cabea da criana, em que o polegar se apoia no maxilar inferior, na base da lngua, impedindo a deglu