CASTIGOS, SIM. PENAS ETERNAS, NƒO

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  • CASTIGOS, SIM.PENAS ETERNAS, NO.

    "Enquanto existir o mal entre os homenssubsistiro os castigos;"

    Plato, O Livro dos Espritos, 1889

    "O Espiritismo no exclui os castigos, que constituema sano das leis divinas impostas humanidade".

    Bezerra de Menezes, cap. LXXXIV, Estudos Filosficos, Edicel , So Paulo, Brasil, 1977.

    Pesquisa, Planejamento, Composio e Diagramao: Elio Mollo

  • Os castigos, as penas e a Justia Divina - 2

    CASTIGOS, SIM. PENAS ETERNAS, NO.

    TEXTOS EXTRADOS DA CODIFICAO QUE JUSTIFICAM OS CASTIGOS DIVINOS E QUEPODEM SER TEMPORRIOS, OU SEJA:"O homem sofre sempre a conseqncia de suas faltas ; no h uma s infrao lei de Deusque fique sem a correspondente punio. A severidade do castigo proporcionada gravidadeda falta. Indeterminada a durao do castigo, para qualquer falta; fica subordinada aoarrependimento do culpado e ao seu retorno a senda do bem; a pena dura tanto quanto aobstinao no mal; seria perptua, se perptua fosse a obstinao; dura pouco, se pronto oarrependimento. Desde que o culpado clame por misericrdia, Deus o ouve e lhe concede aesperana. Mas, no basta o simples pesar do mal causado; necessria a reparao, pelo queo culpado se v submetido a novas provas em que pode, sempre por sua livre vontade, praticaro bem, reparando o mal que haja feito .

    O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO - CAPTULO XXVII - Pedi e obtereis - item 21

    MAS, QUE REPELEM AS PENAS ETERNAS.Que o castigo? A conseqncia natural, derivada desse falso movimento; uma certa soma de

    dores necessria a desgost-lo da sua deformidade, pela experimentao do sofrimento. O castigo oaguilho que estimula a alma, pela amargura, a se do brar sobre si mesma e a buscar o porto desalvao. O castigo s tem por fim a reabilitao, a redeno . Quer-lo eterno, por uma falta no eterna, negar-lhe toda a razo de ser.

    Oh! Em verdade vos digo, cessai, cessai de pr em paralelo, na sua eterni dade, o Bem, essnciado Criador, com o Mal, essncia da criatura. Fora criar uma penalidade injustificvel. Afirmai, aocontrrio, o abrandamento gradual dos castigos e das penas pelas transgresses e consagrareis aunidade divina, tendo unidos o sentimento e a razo.

    Comunicao de Paulo, Apstolo dada na questo 1009 de O LIVRO DOS ESPRITOS

  • Os castigos, as penas e a Justia Divina - 3

    Castigos sim, penas eternas no.EXPIAO, pena que sofrem os Espritos como

    punio das faltas cometidas durante a vida corporal . Aexpiao, sofrimento moral, ocorre no estado deerraticidade, como o sofrimento fsico ocorre no estadocorporal. As vicissitudes e os tormentos da vida corporalso ao mesmo tempo, provas para o futuro e expiao dopassado.

    Texto extrado do livroInstrues prticas sobre as Manifestaes Espritas , obra de Allan Kardec

    Textos extrados de O Livro dos Espritos, obra codificada por Allan Kardec

    178. Podem os Espritos encarnar em um mundo relativamente inferior a outro onde j viveram? Sim, quando em misso, com o objetivo de auxiliarem o progresso, caso em que aceitam

    alegres as tribulaes de tal existncia, por lhes proporcionar meio de se adiantarem.178a) - Mas, no pode dar-se tambm por expiao? No pode Deus degredar para mundos

    inferiores Espritos rebeldes?Os Espritos podem conservar -se estacionrios, mas no retrogradam. Em caso de

    estacionamento, a punio deles consiste em no avanarem, em recomearem, no meio conveniente sua natureza, as existncias mal empregadas.

    178b) - Quais os que tm de recomear a mesma existncia?Os que faliram em suas misses ou em suas provas.195. A possibilidade de se melhorarem noutra existncia no ser de molde a fazer que certas

    pessoas perseverem no mau caminho, dominadas pela idia de que podero corrigir-se mais tarde?Aquele que assim pensa em nada cr e a idia de um castigo eterno no o refrearia mais do que

    qualquer outra, porque sua razo a repele, e semelhante idia induz incredulidade a respeito de tudo.Se unicamente meios racionais se tivessem empregado para guiar os homens, no haveria tantoscpticos. De fato, um Esprito imperfeito poder, durante a vida corporal, pensar como dizes; mas, libertoque se veja da matria, pensar de outro modo, pois logo verificar que fez clculo erra do e, ento,sentimento oposto a esse trar ele para a sua nova existncia. assim que se efetua o progresso e essaa razo por que, na Terra os homens so desigualmente adiantados. Uns j dispe de experincia que aoutros falta, mas que adquiriro pouco a pouco. Deles depende o acelerar -se-lhes o progresso ouretardar-se indefinidamente.

    O homem, que ocupa uma posio m, deseja troc -la o mais depressa possvel. Aquele, que se achapersuadido de que as tribulaes da vida terrena so conseqncia de su as imperfeies, procurar garantir para siuma nova existncia menos penosa e esta idia o desviar mais depressa da senda do mal do que a do fogoeterno, em que no acredita.

    199. Por que to freqentemente a vida se interrompe na infncia?A curta durao da vida da criana pode representar, para o Esprito que a animava, o

    complemento de existncia precedentemente interrompida antes do momento em que devera terminar, esua morte, tambm no raro, constitui provao ou expiao para os pais.

    224. Que a alma no intervalo das encarnaes?Esprito errante, que aspira a novo destino, que espera.224a) - Quanto podem durar esses intervalos?Desde algumas horas at alguns milhares de sculos. Propriamente falando, no h extremo

    limite estabelecido para o estado de erraticidade, que pode prolongar -se muitssimo, mas que nunca perptuo. Cedo ou tarde, o Esprito ter que volver a uma existncia apropriada a purific -lo das mculasde suas existncias precedentes.

    224b) - Essa durao depende da vontade do Esprito, ou lhe pode ser imposta como expiao? uma conseqncia do livre-arbtrio. Os Espritos sabem perfeitamente o que fazem. Mas,

    tambm, para alguns, constitui uma punio que Deus lhes inflige. Outros pedem que ela se prolongue, afim de continuarem estudos que s na condio de Esprito livre podem efetuar -se com proveito.

    231. So felizes ou desgraados os Espritos errantes?Mais ou menos, conforme seus mritos. Sofrem por efeito das paixes cuja essncia

    conservaram, ou so felizes, de conformidade com o grau de desmaterializao a que hajam chegado.

  • Os castigos, as penas e a Justia Divina - 4

    Na erraticidade, o Esprito percebe o que lhe falta para ser mais feliz e, desde ento, procura os meiosde alcan-lo. Nem sempre, porm, permitido reencarnar como fora de seu agrado, representandoisso, para ele, uma punio.

    DA VIDA ESPRITA

    Escolha das provas258. Quando na erraticidade, antes de comear nova existncia corporal, tem o Esprito

    conscincia e previso do que lhe suceder no curso da vida terrena?Ele prprio escolhe o gnero de provas por que h de passar e nisso consiste o seu livre -

    arbtrio.258a) - No Deus, ento, quem lhe impe as tribulaes da vida, como castigo?Nada ocorre sem a permisso de Deus , porquanto foi Deus quem estabeleceu todas as leis que

    regem o Universo. Ide agora perguntar por que decretou Perguntai, ento, porque Ele fez tal lei ao invsde outra. Dando ao Esprito a liberdade de escolher, Deus lhe deixa a inteira responsabilidade de seusatos e das conseqncias que estes tiverem. Nada l he estorva o futuro; abertos se lhe acham, assim, ocaminho do bem, como o do mal. Se vier a sucumbir, restar -lhe- a consolao de que nem tudo se lheacabou e que a bondade divina lhe concede a liberdade de recomear o que foi mal feito. Demais,cumpre se distinga o que obra da vontade de Deus do que o da do homem. Se um perigo vosameaa, no fostes vs quem o criou e sim Deus . Vosso, porm, foi o desejo de a ele vos expordes, porhaverdes visto nisso um meio de progredirdes, e Deus o permitiu.

    262. Como pode o Esprito, que, em sua origem, simples, ignorante e carecido de experincia,escolher uma existncia com conhecimento de causa e ser responsvel por essa escolha?

    Deus lhe supre a inexperincia, traando -lhe o caminho que deve seguir, como fazeis com acriancinha. Deixa-o, porm, pouco a pouco, medida que o seu livre -arbtrio se desenvolve, senhor deproceder escolha e s ento que muitas vezes lhe acontece extraviar -se, tomando o mau caminho,por desatender os conselhos dos bons Espr itos. A isso que se pode chamar a queda do homem.

    262a) - Quando o Esprito goza do livre -arbtrio, a escolha da existncia corporal dependersempre exclusivamente de sua vontade, ou essa existncia lhe pode ser imposta, como expiao, pelavontade de Deus?

    Deus sabe esperar, no apressa a expiao. Todavia, pode impor certa existncia a um Esprito ,quando este, pela sua inferioridade ou m -vontade, no se mostra apto a compreender o que lhe seriamais til, e quando v que tal existncia servir para a purificao e o progresso do Esprito, ao mesmotempo que

    263. O Esprito faz a sua escolha logo depois da morte?No, muitos acreditam na eternidade das penas, o que, como j se vos disse, um castigo.264. Que o que dirige o Esprito na escolh a das provas que queira sofrer?Ele escolhe, de acordo com a natureza de suas faltas, as que o levem expiao destas e a

    progredir mais depressa. Uns, portanto, impem a si mesmos uma vida de misrias e privaes,objetivando suport-las com coragem; outros preferem experimentar as tentaes da riqueza e do poder,muito mais perigosas, pelos abusos e m aplicao a que podem dar lugar, pelas paixes inferiores queuma e outros desenvolvem; muitos, finalmente, se decidem a experimentar suas foras nas lut as quetero de sustentar em contato com o vcio.

    273. Ser possvel que um homem de raa civilizada reencarne, por exemplo, numa raa deselvagens?

    ; mas depende do gnero da expiao. Um senhor, que tenha sido de grande crueldade paraos seus escravos, poder, por sua vez, tornar -se escravo e sofrer os maus tratos que infligiu a seussemelhantes. Um, que em certa poca exerceu o mando, pode, em nova existn