Caderno Incendio

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    na questo da preveno tm diminudo signicavamente em relaoao PIB, e atos criminosos de incendirios e de terrorismo vm dandouma nova dimenso segurana contra incndio em todo o mundo.

    Atualmente grande a demanda por engenheiros, pesquisadores etcnicos em segurana contra incndio, e falta de mo de obra no mer-cado internacional uma realidade que precisa ser suprida.

    1.2 A Segurana Contra Incndio e Pnico no Brasil

    Na dcada de 70 iniciou-se no Brasil os primeiros estudos relavos se-gurana contra incndio, tendo sido implantado o laboratrio de seguranacontra incndios no Instuto de Pesquisas Tecnolgicas (IPT) do Estado de

    So Paulo, patrocinado pela JICA - Japan Internaonal Cooperaon Agency,que resultou em instalaes de ensaios de fumaa e teste materiais frenteao fogo, sendo este uma referncia em nvel nacional.

    Em Braslia, tambm com ajuda da JICA houve a implantao de umLaboratrio de Invesgao Cienca e Incndio.

    Na implantao dos laboratrios e na formao dos tcnicos, houveapoio signicavo do NBS - Naonal Bureaux of Standards, hoje NIST -Naonal Instute for Standards and Tecnology.

    Nos lmos quarenta anos, a populao brasileira dobrou e aliado aisto, ela migrou dos campos para a cidade, ocasionando um incrementoindustrial, a diversicao comercial e uma alta capacidade de prestaode servios.

    Neste cenrio, naturalmente surge o aumento dos riscos de incn-dio dentre outros, com a necessidade de reao da sociedade frente aestes riscos. Devido falta de infraestrutura de nosso pas para reagir

    a algumas necessidades, este crescimento desenfreado e por vezesdesestruturado no que tange a segurana contra incndios, faz comque tenhamos que melhorar a regulamentao preventiva contraincndio, melhorar os equipamentos de segurana contra incndioe principalmente investir na formao dos engenheiros, arquitetos,bombeiros, tcnicos e na educao da populao no que tange se-gurana contra incndio e pnico.

    A segurana contra incndio um problema que deve ser encaradodesde o momento em que se planeja uma cidade, uma indstria, umprdio comercial, um local de reunio de pblico, enm qualquer local

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    de trabalho, devendo nalizar no prprio lar.

    As ocorrncias, mais frequentes de incndio, tanto pequenascomo grandes, so nas edificaes residenciais, sendo que alguns ex-

    emplos de incio de ignio verifica-se em: vazamento de gs de boti-jes com exploses, curtos-circuitos em instalaes eltricas por ex-cesso de carga, manuseio de explosivos e outros produtos perigososem locais no adequados, esquecimento de ferro de passar roupa,foges e eletrodomsticos ligados, entre outros.

    A preveno de incndio compreende uma srie de medidas, taiscomo a determinada distribuio dos equipamentos de deteco e com-bate a incndio, o treinamento de pessoal, a vigilncia connua, a ocupa-o das edicaes considerando o risco de incndio, a arrumao gerale a limpeza, visando impedir o aparecimento de um princpio de incn-dio, dicultar a sua propagao, detect-lo o mais rapidamente possvel,e facilitar o seu combate ainda na fase inicial.

    No Brasil as perdas por incndios em edicaes tm aumentado emimportncia, visto que os sinistros vm envolvendo cada vez maiores ris-cos, em face da urbanizao brasileira. Com o consequente aumento dosriscos de incndio, ser necessrio um invesmento cada vez maior narea de segurana contra incndio e pnico.

    1.3 Normas Regulamentadoras

    A preveno de incndios sob o aspecto legal de responsabilidadedo Corpo de Bombeiros, no Brasil, conforme art. 144 da CF/88 e tam-bm, de acordo com o art. 48 da Constuio do Estado do Paran.

    O Corpo de Bombeiros adota o Cdigo de Preveno de Incndiose Normas Brasileiras para a execuo da preveno contra incndios,

    atravs de vistorias tcnicas.

    O Cdigo de Preveno de Incndios xa os requisitos mnimos deproteo contra incndios, exigveis em todas as edicaes, tendo emvista a segurana de pessoas e bens.

    A Associao Brasileira de Normas Tcnicas (ABNT) o Frum Nacio-nal de Normalizao. As Normas Brasileiras, cujo contedo de respon-sabilidade dos Comits Brasileiros (CB) dos Organismos de NormalizaoSetorial (ONS) e das Comisses de Estudos Especiais Temporrias (CEET),so elaboradas por Comisses de Estudos (CE), formadas por represen-

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    tantes dos setores envolvidos, delas fazendo parte: produtores, consu-midores e neutros (universidades, laboratrios e outros).

    Os projetos de Norma Brasileira, elaborados no mbito dos CB - ONS

    e CEET, circulam para votao nacional entre os associados da ABNT edemais interessados.

    Os Comits Brasileiros que mais interessam ao Corpo de Bombeiros o CB-02 (Comit Brasileiro de Construo Civil), CB-09 (Comit Brasileirode Combusveis) e o CB-24 (Comit Brasileiro de Proteo Contra Incn-dio), visto que as normas elaboradas por estes Comits complementamo Cdigo de Preveno de Incndios e do uma denio mais completae especca das normas de preveno contra incndios.

    Dentre as normas brasileiras ulizadas pelo Corpo de Bombeiros doEstado do Paran, destacamos:

    NBR 5419 Proteo de estruturas contra descargas atmosfricas;

    NBR 8660 Revesmento de piso Determinao da intensidadecrca do uxo de energia trmica;

    NBR 9077 Sadas de Emergncia em Edicios;

    NBR 9441 Execuo de sistemas de deteco e alarme de incn-

    dio;

    NBR 9442 Materiais de construo Determinao do ndice depropagao supercial de chama pelo mtodo do painel radiante;

    NBR 10897 Proteo contra incndio por chuveiro automco;

    NBR 10898 Sistema de iluminao de emergncia;

    NBR 11742 Porta corta-fogo para sadas de emergncia;

    NBR 13523 Central predial de gs liqefeito de petrleo;NBR 14024 Centrais prediais e industriais de gs liqefeito de petr-leo com sistema de abastecimento a granel;

    NBR 14432 Exigncias de resistncia ao fogo de elementos constru-vos de edicaes;

    NBR 14880 - Sadas de emergncia em edicios - Escadas de segu-rana - Controle de fumaa por pressurizao;

    NBR 15514 - rea de armazenamento de recipientes transportveis

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    de gs liqefeito de petrleo (GLP), desnados ou no comercializa-o - Critrios de segurana.

    Outro parmetro a ser adotado Cdigo de Posturas do Municpio.

    Em Curiba, por exemplo, adota-se a Lei 11.095 de 08 de julho de 2004,que o Cdigo de Posturas e Obras do Municpio de Curiba.

    Existem rgos que legislam sobre assuntos especcos, como ocaso da Agncia Nacional do Petrleo (ANP) e o Departamento Nacio-nal de Combusveis (DNC) que tratam das instalaes de produo, ma-nipulao, armazenamento, distribuio e comrcio de gases e lquidoscombusveis.

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    2. ISOLAMENTO DE RISCODE EDIFICAES

    As edicaes podero ser classicadas em diversos aspectos, quan-do adotadas Normas Brasileiras e o Cdigo de Preveno de Incndios doEstado do Paran, sendo que os aspectos aqui mencionados se referem construo e ao risco de incndio.

    2.1 Quanto ConstruoQuanto construo as edicaes so classicadas em:

    a) Combusveis: edicaes construdas total ou parcialmente em

    madeira.

    b) Resistentes ao fogo: edicaes construdas com materiais queopem resistncia ao fogo, tais como ferro, alvenaria de jolos eoutros.

    c) Incombusveis: edicaes construdas totalmente em concreto.

    2.2 Quanto ao Risco de Incndio

    Quanto ao risco de incndio as edicaes so classicadas em:a) Risco Leve (RL): ocupaes de potencial calorco sul.

    b) Risco Moderado (RM): ocupaes de potencial calorco limitado.

    c) Risco Elevado (RE): ocupaes de potencial calorco intenso.

    Para um melhor conhecimento da classicao das edicaes quan-to ao risco de incndio, considerando a sua ocupao, dever ser consul-tado os Anexos, pg. 74.

    Para o dimensionamento da rea de risco de uma edicao, consid-era-se como rea de risco todo local coberto ou no, onde possa ocorrerincndio, sendo que sero computadas como rea de risco as reas co-bertas, ainda que edicadas em material incombusvel ou resistente aofogo, e as reas descobertas so computadas como rea de risco quandoulizadas como depsito de materiais combusveis.

    As reas de risco so classicadas em: isoladas, comparmentadas eincorporadas.

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    c) rea de Risco Incorporada

    rea de risco incorporada aquela que no possui isolamento, tor-nando possvel a propagao do fogo a outras reas de risco.

    O risco predominante funo dos riscos de incndio existentes,quancados em rea quadrada (m), excetuando se os locais de ar-mazenagem e depsitos, quancados em volume (m), sendo que serdeterminado pelo maior valor encontrado.

    Para o dimensionamento de preveno de incndios, considera-se:

    As reas de riscos isoladas podero ser dimensionadas em sepa-rado e peculiar a cada agrupamento de reas isoladas;

    As reas de riscos comparmentadas podero ter seus dimen-

    sionamentos executados sobre o risco especco de cada reacomparmentada, sendo que o sistema prevenvo ser denidoem razo da somatria destas reas, podendo os sistemas serdimensionados, quando os comparmentos no ultrapassarem1.000 m, para a classe de risco imediatamente inferior a deter-minada na Tabela de classicao quanto ocupao;

    E as reas de riscos incorporadas tero seus dimensionamentosexecutados sobre o risco especco de cada rea, obedecidas as

    exigncias mnimas do risco predominante.

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    ATIVIDADE PRTICA

    Considere um supermercado com 1.000 m, construdo em al-venaria de jolos, que esteja em um mesmo terreno que um restaurantetambm construdo em alvenaria de jolos e com 600 m, sendo a dis-tncia entre o supermercado e o restau