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Plos automotivos brasileiros Angela Maria Medeiros M. Santos Caio MÆrcio `vila Pinhªo

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  • Plos automotivos brasileiros

    Angela Maria Medeiros M. Santos

    Caio Mrcio vila Pinho

  • PLOS AUTOMOTIVOSBRASILEIROSAngela Maria Medeiros M. SantosCaio Mrcio vila Pinho*

    *Respectivamente, gerente e engenheiro da Gerncia Setorial de IndstriaAutomobilstica e Comrcio e Servios do BNDES.Os autores agradecem a colaborao de Marlene Matta (Coped) e OscarQuental, da rea de Operaes Industriais 2 do BNDES. 3

    /26$872027,926

  • Em meados dos anos 90 iniciou-se um processode investimentos e de reorganizao geogrfica na in-dstria automobilstica. Este artigo procura apresentar asprincipais caractersticas de cada regio produtora deveculos, abordando o desenvolvimento dos novos plosautomobilsticos, que estaro em pleno funcionamentonos prximos dois anos. As novas plantas trazem formasde organizao da produo diferentes daquelas atento existentes, assim como novos fabricantes, o quepode levar a outras transformaes estruturais do parquefornecedor de autopeas.

    Plos Automotivos Brasileiros

    Resumo

    174

  • A produo de veculos no Brasil iniciou-se no final dosanos 50, com a implantao das fbricas da Volkswagen, Toyota,Ford (automveis e comerciais leves), Mercedes Benz, Scania (cami-nhes e nibus) todas em So Bernardo do Campo , GeneralMotors (automveis, comerciais leves, caminhes e nibus) emSo Caetano do Sul e Ford (caminhes) na cidade de So Paulo.

    Em que pese o alto grau de verticalizao dos fabricantesde veculos, caracterstico daquela poca, foi sendo criado um imen-so parque metal-mecnico de autopeas naqueles municpios, queviria a abranger, ainda, os municpios de Santo Andr e Diadema,entre outros.

    As montadoras esboaram seus primeiros movimentos embusca de outras regies fora do ABCD durante a dcada de 70,quando a Volkswagen e a Ford, atradas por incentivos municipais,dirigiram para a regio do Vale do Paraba a primeira expanso desuas atividades, instalando-se em Taubat e juntando-se, assim, General Motors, que j possua uma fbrica de motores em So Josdos Campos. Naquele momento, ainda no seria interessante sairdo Estado de So Paulo, tampouco distanciar-se do grande mercadoconsumidor da regio Sudeste, principalmente do eixo Rio de Janei-ro-So Paulo. Apesar disso, a Volvo viria a instalar sua fbrica decaminhes e nibus no Paran e a Fiat iria para Minas Gerais,embora mantendo-se prximas dos fornecedores de autopeas deSo Paulo.

    Observe-se que outros fabricantes mundiais de veculosestiveram presentes no Brasil durante os anos 60/70, ou produzindoou licenciando suas marcas, como Renault, Alfa Romeo, DKW, WillisOverland, Chrysler, Dodge e Kharmann-Ghia. A Honda e a Toyota,apesar de grandes produtoras mundiais de veculos, sempre es-tiveram representadas no Brasil como fabricantes de motocicletas ede comerciais leves, respectivamente.

    Na dcada de 90 esse panorama passa por uma significa-tiva mudana, em funo de diversos aspectos como a aberturacomercial e os programas de estabilizao das economias sul-ame-ricanas. A deciso de investimentos em novas unidades levou emconta o crescimento do mercado interno e a integrao Brasil-Argen-tina. Como pano de fundo, entretanto, tem-se a presso da concor-rncia mundial, direcionando as montadoras para reduzir custos eracionalizar as atividades, aumentar a variedade de produtos em

    BNDES Setorial, Rio de Janeiro, n. 10, p. 173-200, set. 1999

    PanoramaGeral

    175

  • plantas especializadas, assim como elevar sua participao no mer-cado mundial. A estratgia das montadoras, voltada para produzirprximo aos mercados e para a crescente internacionalizao, vembuscando aumentar a participao das empresas no mercado mun-dial, principalmente com investimentos nos chamados mercadosemergentes.

    Como ilustrao do parque automotivo brasileiro, so apre-sentadas na Tabela 1 informaes gerais dos principais fabricantesde veculos referentes a 1997, j que os dados de 1998 ainda nose encontram disponveis. Verifica-se que 1997 foi o ano de melhordesempenho do setor. Podem ser observados o porte (faturamentoe nmero de funcionrios) e a segmentao das empresas, bemcomo as reas disponvel e construda de seus empreendimentos.Esto sendo includas algumas informaes das novas plantas daChrysler, General Motors, Honda, Iveco, Mercedes Benz, Renault,

    Plos Automotivos Brasileiros176

    Tabela 1

    Fabricantes de Veculos: Informaes Gerais (Base 1997)

    EMPRESA UNIDADE DAFEDERAO

    PRODUTOS REATOTAL/REACONSTRUDA

    (Mil m2)

    NMERODE CON-CESSIO-NRIAS

    FATURA-MENTOLQUIDOEM 1997

    (R$ Milho)

    NMERO DEEMPREGADOS

    (31.12.97)

    Agrale Rio Grande do Sul Caminhes/nibus 192/47 192 48 505

    Fiat Minas Gerais Veculos de Passeio/ComerciaisLeves 2.246/562 421 6.265 23.908

    Ford So Paulo Veculos de Passeio/ComerciaisLeves/Caminhes/nibus 2.953/717 387 3.934 11.183

    GM So Paulo Veculos de Passeio/ComerciaisLeves/Caminhes 3.235/819 494 6.650 21.411

    Mercedes Benz So Paulo Caminhes/nibus 2.696/713 327 2.607 11.360

    Scania So Paulo Caminhes/nibus 350/130 35 900 2.922

    Toyota So Paulo Comerciais Leves 1.747/84 133 314 735

    VW So Paulo/Rio deJaneiro

    Veculos de Passeio/ComerciaisLeves/Caminhes/nibus 15.301/1.518 815 7.086 32.909

    Volvo Paran Caminhes/nibus 1.290/84 79 648 1.367

    NOVASPLANTAS

    UNIDADE DAFEDERAO

    PRODUTOS REATOTAL/REACONSTRUDA

    (Mil m2)

    INVESTI-MENTO

    (US$Milho)

    EMPREGOSDIRETOS

    Chrysler Paran Comerciais Leves 950/25 315 400

    Ford Bahia Veculos de Passeio -/- 1.300 2.500

    GM Rio Grande do Sul Veculos de Passeio 700 1.300

    Honda So Paulo Veculos de Passeio 1.700/100 150 400

    Iveco Minas Gerais Comerciais Leves/Caminhes 2.000/- 240 2.000

    Mercedes Benz Minas Gerais Veculos de Passeio 2.800/120 820 1.500

    Peugeot-Citron Rio de Janeiro Veculos de Passeio 3.000/150 600 2.500

    Renault Paran Veculos de Passeio 2.500/105 1.000 2.000

    Toyota So Paulo Veculos de Passeio -/- 150 350

    VW/Audi Paran Veculos de Passeio -/200 700 1.500

    Fontes: Anfavea e BNDES.

  • Toyota e Volkswagen/Audi, que j esto produzindo, da Peugeot-Ci-tron, em construo, e da Ford, ainda no iniciada.

    No Brasil, as avaliaes econmicas e financeiras e aconsolidao das relaes comerciais no Mercosul levaram as mon-tadoras a considerar a localizao de suas novas fbricas em regiesdistantes dos grandes centros consumidores, tendo, entretanto,mo-de-obra a um custo mais baixo e uma melhor qualidade de vida.

    Um dos aspectos mais importantes nessa deciso foi aadoo, pelas montadoras, de novos conceitos logsticos e de pro-duo de veculos para os projetos a serem implantados nessasregies. A radical terceirizao de partes e peas, com o advento dossistemistas e integradores de sistemas, foi posta em prtica naconcepo dessas novas fbricas. Com isso, o investimento diretonessas plantas est focado na linha de montagem e no controle dequalidade, diludo com seus fornecedores principais.

    Alguns dos itens at ento considerados negcios chavesdas montadoras j no se constituem em unanimidade, como atransmisso, a estamparia e a pintura. No caso da estamparia, exigida a proximidade do fornecedor em virtude das dificuldades parao transporte dos estampados, que so, em geral, peas grandes ebastante suscetveis a danos, empenos e corroso. A pintura, porsua vez, permanece localizada dentro da fbrica, mas sua adminis-trao pode ficar a cargo do fabricante do equipamento.

    O impacto da internacionalizao e da desverticalizao daproduo de veculos e da transferncia da engenharia para osfornecedores tem sido significativo sobre o setor de autopeas. NoBrasil, quando as peas eram desenhadas pela engenharia damontadora, encontravam-se produtores locais com as capacitaesnecessrias. Com a transferncia do desenho e da engenharia paraos fornecedores e com as polticas de compra centralizadas, asempresas localizadas no pas passaram a no mais competir direta-mente pelos pedidos principais, pois a empresa selecionada aquelaque participa do desenvolvimento do veculo.

    A prtica das polticas de follow sourcing e single sourcinge a procura, de forma crescente, de solues e desenhos dosfornecedores refletiram-se na indstria de autopeas, pois o forne-cedor deve estar em posio de ofertar para a maioria seno todasas fbricas de uma determinada montadora no mundo, esperando-seque esteja disponvel em cada regio. Mundialmente, o reflexo dessamudana na industria de autopeas tem sido a ocorrncia de umnmero crescente de fuses, aquisies de linhas de produtos e decolaboraes e acordos entre as empresas. No Brasil, as empresaslocais precisaram ter a mesma tecnologia que o fornecedor es-trangeiro para a mesma pea. Para tanto, vem sendo necessrio umacordo tecnolgico ou de capital com uma empresa estrangeira ou

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  • ainda vem ocorrendo a instalao do fornecedor estrangeiro noBrasil. Assim, vem se verificando a desnacionalizao de empresas,a realizao de joint ventures e a entrada dos grandes fabricantesmultinacionais detentores de tecnologia.

    A seguir, so apresentadas algumas caractersticas des-sas regies produtoras, com destaque para as novas. No foi abor-dado o plo da Bahia em funo das poucas informaes existentes.

    Concentrando mais de 40% das vendas de veculos deproduo nacional no pas (Grfico 1) e mais de 80% das unidadesindustriais de autopeas (Grfico 2), o Estado de So Paulo seria aescolha preferencial para instalao e expanso dos fabricantes deveculos.

    Plos Automotivos Brasileiros

    So Paulo

    178

    RJ10%

    MG

    9,5%

    ES

    1,6%

    Norte

    2,4%

    Nordeste

    11,3%

    Centro-Oeste6,1%

    Sul

    16,1%

    Outros

    35,9%

    SP

    43,0%

    Grfico 1

    Vendas de Veculos segundo Regio

    Fonte: Anfavea.

    Cidade de

    So Paulo

    30%

    ABCD

    17%

    Outros

    Estados

    17%Demais naGrande

    17%

    Interior do

    Estado

    19%

    So Paulo

    Grfico 2

    Distribuio Regional das Autopeas

    Fonte: Sindipeas.

  • O crescimento do setor industrial da regio do ABCDoriginou o estabelecimento de uma elite operria altamente qualifi-cada, mas tambm trouxe o crescimento do custo de vida local,repercutindo em presses salariais que, por sua vez, culminaram emuma mo-de-obra de custo significativamente mais elevado que noresto do pas, apesar de mais treinada.

    As altas doses de capital incorporadas pela indstria auto-mobilstica moderna, principalmente na forma de automao, visan-do ganhos crescentes de qualidade e produtividade, deixaram aregio com uma superoferta de trabalhadores qualificados para asnovas necessidades das montadoras. O resultado, especialmentepela rapidez com que foram implementadas essas mudanas, foi ocrescimento irreversvel do desemprego industrial na regio.

    Muitas empresas de autopeas encerraram suas ativida-des no ABCD, transferindo-se para o interior do estado ou para o sulde Minas Gerais. Observa-se no Grfico 3 que o nmero de traba-lhadores nas empresas de autopeas e nas montadoras vem caindodurante toda a dcada de 90, enquanto em Minas Gerais o nmerode pessoas empregadas pelos mesmos setores aumentou.

    Apesar disso, como pode ser visto no Grfico 4, a maiorparcela dos recursos dos recentes investimentos das montadoras foidestinada ao Estado de So Paulo, visando, sobretudo, moderni-zao das plantas existentes.

    As plantas existentes no Estado de So Paulo vm pas-sando por sucessivas etapas de modernizao, observando o cres-cimento dos ndices de automao e a implementao de diversosprogramas de terceirizao nessas fbricas. Aquelas localizadas naregio do Vale do Paraba foram planejadas e remodeladas de formaa terem maior participao de compras externas. Essas plantas so

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    0

    50

    100

    150

    200

    250

    300

    1990 1991 1992 1993 1994 19951996 1997 1998

    Total

    0

    10

    20

    30

    40

    MG(Em Milhares)

    Autopeas/MG

    Autopeas

    Fiat

    Automobilstica

    Grfico 3

    Funcionrios do Setor Automotivo 1990/98

    Fonte: Anfavea, Indi/MG e Sindipeas/MG.

  • praticamente dedicadas, produzindo, principalmente, os modeloscompactos. Pela elevada escala de produo, para o padro brasi-leiro, necessitam da instalao dos fornecedores em regio prxima planta, pelo significativo nmero de entregas dirias.

    Nas unidades instaladas na regio do ABC, mais verticali-zadas, so tambm realizados e previstos gastos em modernizaoe alguma transferncia de atividade produtiva para terceiros, obser-vando-se, no entanto, a comparao entre as linhas j instaladas ea oportunidade de ter ganhos ou no com essa transferncia.

    Essa transferncia de atividades, a fabricao de veculosmundiais e a poltica de compras das montadoras de follow sourcinglevaram tambm instalao de fabricantes estrangeiros de partese peas no estado j fornecedores daquela montadora em outrospases.

    O ciclo de investimentos em novas unidades da indstriaautomobilstica reservou para o Estado de So Paulo as fbricas deveculos da Honda e da Toyota, ambas na regio de Campinas, e afbrica de motores da Volkswagen em So Carlos.

    Apesar de ter sido um dos primeiros fabricantes de veculosa instalar-se no pas, no final da dcada de 50, a Toyota permaneceuproduzindo apenas o utilitrio Bandeirante, e em pequena escala.Com a expanso do mercado brasileiro, a empresa decidiu construiruma planta em Indaiatuba para montar um modelo do segmento demdios, com capacidade para 30 mil veculos/ano. Os investimentosforam da ordem de US$ 150 milhes. O volume de produo inicialainda baixo, no justificando a instalao de fornecedores, pormtem sido noticiada a inteno da empresa de maximizar a nacionali-

    Plos Automotivos Brasileiros

    Toyota

    180

    Rio de

    Janeiro

    6%

    Paran

    23%

    Rio Grande

    do Sul

    5%

    Minas

    Gerais

    30%

    So Paulo

    36%

    Grfico 4

    Distribuio Regional dos Investimentos

    Fonte: Anfavea.

  • zao do carro produzido. bom lembrar que as empresas japone-sas so bastante desverticalizadas e, portanto, operam com altaparticipao de compras de fornecedores. Esse modelo deve sermantido no Brasil, o que pode facilitar sobremaneira a expanso daempresa no mercado nacional.

    A Honda inaugurou, em 1998, sua fbrica de veculos depasseio, com investimentos de US$ 150 milhes, no municpio deSumar, prximo a Campinas. A empresa optou pelo mximo decautela, iniciando sua produo com baixo ndice de nacionalizaoe produzindo um nico modelo, o qual j possui um espao impor-tante no segmento de carro mdio, juntamente com outro modelo daempresa comercializado no Brasil. De forma semelhante Toyota,estima-se que, medida que a empresa aumente o volume deproduo, crescer a participao de compras no pas, desenvolven-do inclusive fornecedores.

    O desenvolvimento do plo automotivo mineiro confunde-se com o crescimento da Fiat no Brasil, que se instalou, durante adcada de 70, no municpio de Betim e hoje responde por quase 30%dos veculos de passeio produzidos no pas, sendo o segundo maiorexportador do setor.

    Inaugurada em 1976, a fbrica foi atrada para MinasGerais e durante mais de 20 anos se configurou como o plo de umas montadora. No entanto, a disseminao industrial induzida pelafbrica da Fiat, para criao de um parque de autopeas mineiro,ocorreu de forma bastante lenta, at porque o grau de verticalizaoera alto e a escala de produo ainda no se mostrava atrativa. Poroutro lado, os fabricantes e fornecedores de peas poderiam trans-portar seus produtos desde So Paulo, mantendo estoques emnveis seguros, mas que hoje seriam absurdos para os padres dojust in time.

    O movimento que caracterizou o crescimento desse plo diferente daquele verificado para os atuais. O projeto de mineirizaono estava necessariamente ligado ao fornecimento de sistemas, atem funo da poca. Mais recentemente, esse quadro vem sealterando, com a definio de alguns fornecedores mundiais, verifi-cando-se a entrada em Minas Gerais de fabricantes de autopeas esistemistas para atender Fiat.

    Inicialmente, foram atrados fornecedores nacionais complantas no Estado de So Paulo, principalmente pelo fato de a Fiatdispor de um projeto para estreitar o relacionamento com os forne-

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    Honda

    Minas Gerais

    181

  • cedores, buscando parceiros. Num segundo momento, com o cres-cimento da escala de produo da Fiat, os fornecedores estrangeirostambm passaram a instalar-se em Minas Gerais e os produtoreslocais de autopeas expandiram suas plantas. Nesse processo,destacam-se os mecanismos de poltica industrial utilizados peloestado e, ainda, o relevante trabalho de mapeamento e caracteriza-o de suas diversas regies, realizado pelo Indi, como fatoresimportantes para atrao de empresas.

    Ao final da dcada de 90 mais duas montadoras instalaram-se em Minas Gerais: a Iveco, subsidiria da Fiat para caminhes ecomerciais leves, e a Mercedes Benz (agora Daimler Chrysler), como carro de passeio. Inclui-se tambm a implantao da Stola, des-tinada a fazer toda a estamparia e o fechamento da carroceria deuma pick-up da Fiat (Tabela 2).

    A indstria mineira de autopeas conta com mais de 150empresas, majoritariamente pequenas e mdias, com um faturamen-to de US$ 1,8 bilho em 1998 e 30 mil empregados. A Fiat, no mesmoano, teve um faturamento superior a US$ 6 bilhes, com 25 milempregados.

    Apesar dos quase 20 anos de produo no pas, somenteno incio dos anos 90 a Fiat procurou atrair efetivamente os fabrican-tes de autopeas para um, assim chamado, cinturo de fornecedo-res. Como mostra o Grfico 5, no final da dcada de 80 apenas 26%das compras da montadora mineira eram de fornecedores localiza-dos no prprio estado. A previso de que em 1999 sejam atingidos75%, sendo que 90% dos 188 fornecedores encontram-se em MinasGerais. A formao desse parque de autopeas ocorreu em duasregies principais:

    Grande Belo Horizonte, incluindo os municpios de Betim, Conta-gem, Sete Lagoas, Mateus Leme, Itabirito, Nova Lima, Igarap,Divinpolis, Itana, Par de Minas, Vespasiano e outros; e

    Plos Automotivos Brasileiros

    Fiat

    182

    Tabela 2

    Investimentos em Novas Unidades de Veculos

    MONTADORA VALOR (US$Milhes)

    VOLUME(Unidade/Ano)

    PRODUTO

    Fiat 500 250.000 Motores

    Fiat/Stola 240 45.000 Comerciais Leves

    Iveco 240 30.000 Comerciais Leves

    Mercedes Benz 820 40.000 Veculos de Passeio

    Fonte: BNDES.

  • sul de Minas Gerais, englobando os municpios de Pouso Alegre,Lavras, Itajub, Trs Coraes, Alfenas, Varginha, Ouro Fino,Santa Rita do Sapuca, Cambu, Extrema, Paraispolis, PassaQuatro, Cachoeira de Minas, entre outros.

    O interesse das empresas pela regio sul de Minas Geraisest na proximidade com as fbricas do Vale do Paraba, pois, almde contar com boa qualidade de vida e possibilidade de formao demo-de-obra nas universidades da regio, possui fcil acesso aosmercados de So Paulo e do Rio de Janeiro.

    A Fiat aumentou sua produo e participao no mercadosignificativamente nos ltimos anos. Esse crescimento vem aconte-cendo com o envolvimento de seus fornecedores, pois h uma des-verticalizao significativa da montadora, tendo, at ento, culmina-do na transferncia de montagem das cabines de comercial leve paraum fabricante. Diversas atividades j foram repassadas e, com esseprograma, a Fiat tambm vem obtendo reduo de custos, raciona-lizao do parque industrial e ganho de produtividade na montagem.

    Inicialmente, a atrao de fornecedores para Minas Geraisno estava necessariamente ligada a fornecedores de sistemas, atmesmo por no haver um parque de autopeas em suas vizinhanas,como as montadoras localizadas em So Paulo, mas sim a umaestratgia de reduzir custos de logstica e estoques, bem comopermitir um melhor acompanhamento e avaliao desses fornecedo-res. Muitas empresas instaladas em So Paulo estabeleceram uni-dades em Minas Gerais atradas pela poltica da empresa de melhorrelacionamento com seus fornecedores.

    Houve uma distribuio dos fornecedores de forma a me-lhor atender s necessidades da Fiat. Por exemplo, aqueles ins-talados em rea prxima linha de montagem so fabricantes deprodutos com limitaes de peso, tamanho, custo de embalagem ou

    BNDES Setorial, Rio de Janeiro, n. 10, p. 173-200, set. 1999 183

    3526

    8469

    90

    75

    0

    50

    100

    1989 1998 1999

    % de Fornecedores % de Compras

    Grfico 5

    Fornecedores em Minas Gerais

    Fonte: Fiat.

  • custo de transporte, como o caso de painis, tanque de combustvel,assentos, escapamentos, pintura, estamparia e pra-choques. Emuma segunda etapa, as empresas fornecedoras nacionais passarama realizar joint ventures com estrangeiras, por exigncia das mon-tadoras, de modo a obter a tecnologia daquele fornecedor do mesmoveculo na Europa.

    Mais recentemente, houve mudana nessa poltica de atra-o no sentido de que novas unidades de fornecedores mundiais daFiat, ligados ao desenvolvimento de veculos no exterior, passarama ser instaladas no pas, assim como se verifica a expanso de linhasde produtos de importantes fabricantes j instalados, alm de outrasempresas do grupo Fiat. Por outro lado, em funo da estratgia daempresa de estabelecer parcerias com fornecedores para a famliaPalio, carro mundial de desenvolvimento coordenado pela filial bra-sileira, tem-se que os fornecedores para esse veculo no Brasil so,em grande nmero, tambm fornecedores mundiais.

    A Iveco uma empresa do grupo Fiat Spa, de atuao naAmrica Latina restrita Argentina at instalar-se no municpio deSete Lagoas, em Minas Gerais, atendendo estratgia da Fiat deentrar no mercado brasileiro de caminhes. A Iveco ir produzir umafamlia de caminhes leves, a Iveco Daily, e uma de comerciais leves,a Fiat Ducato, com capacidade total para 30 mil veculos/ano. NaArgentina seriam produzidos o caminho mdio EuroCargo e ospesados EuroTech e EuroTrakker, complementando assim as linhasda empresa.

    Os investimentos na fbrica de Sete Lagoas so da ordemde US$ 220 milhes, incluindo uma fbrica de motores, no mesmomunicpio, com capacidade para 35 mil motores anuais, que iroequipar os modelos produzidos. Estima-se que o ndice de naciona-lizao dos veculos atinja entre 70% e 80% em 2001.

    A planta da empresa dever ser bastante enxuta, concen-trando-se nas atividades de carroceria, pintura e montagem. Algunsfornecedores que devero ficar prximos fbrica j esto sendocontactados e, em alguns casos, vm sendo firmados contratos.

    A fbrica da Mercedes Benz est localizada em Juiz deFora, com investimentos de US$ 820 milhes, tendo sido inauguradaem abril de 1999. A previso de que sejam produzidos 70 milveculos no ano 2000.

    Plos Automotivos Brasileiros

    Iveco

    Mercedes Benz

    184

  • A planta do Classe A bastante desverticalizada e compostapelas unidades de fechamento de cabine, pintura e montagem. O ndicede nacionalizao do veculo dever ser em torno de 70%, com a plantaem pleno funcionamento. Estima-se que 15% da produo ser direcio-nada para a Amrica Latina, principalmente o Mercosul.

    De um total estimado de 140 fornecedores do Classe A,40% esto no exterior, mais especificamente na Alemanha, e 60%no Brasil, sendo que 26 no prprio Estado de Minas Gerais. Dentrodo parque industrial ficaro localizados 10 fornecedores, listados naTabela 3. A maioria deles j possui plantas no pas e apenas trs sonovos. As empresas instaladas no terreno da fbrica so de controlede capital estrangeiro, constando entre os principais fornecedoresapenas trs de capital nacional.

    A atuao do Estado do Rio de Janeiro, no recente ciclode expanso da indstria automobilstica, pode ser consideradabastante modesta para quem ocupa a posio de segundo mercadodo pas. O estado ainda no possui um significativo nmero deempresas do setor automotivo e a fbrica de caminhes da Volkswa-gen, no municpio de Resende, funcionando desde 1995, ainda temseus fornecedores, basicamente, localizados em So Paulo.

    Em 1997, a Peugeot-Citron decidiu implantar uma fbricano municpio de Porto Real que dever contribuir para o crescimentodo setor na regio.

    BNDES Setorial, Rio de Janeiro, n. 10, p. 173-200, set. 1999

    Rio de Janeiro

    185

    Tabela 3

    Fornecedores do Classe A em Juiz de Fora

    FORNECEDOR PRODUTO

    Continental Montagem de Conjuntos Roda/PneuLear BancosCBA/Alusuisse Suporte de PainelJohnson Controls Interior da CabineMagna Peas PlsticasSanta Marina VidrosDelphi Chicotes EltricosMagneti Marelli EscapamentoThyssen Suporte Integral do MotorBundy Tubos de Combustvel

    Fonte: Mercedes Benz, Seminrio.

    Tabela 4

    Investimentos em Novas Unidades de Veculos

    MONTADORA VALOR(US$ Milhes)

    VOLUME(Unidade/Ano)

    PRODUTO

    Peugeot-Citron 600 70.000 Veculos de PasseioVW 250 24.000 Caminhes e nibus

    Fonte: BNDES.

  • Se a ciso da Autolatina, por um lado, deixou a Ford semum bom produto no segmento de veculos de passeio, por outro,tambm deixou a Volkswagen sem ter onde produzir seus cami-nhes. Com um projeto revolucionrio para a poca, foi implantadauma fbrica de caminhes em Resende, formando o assim chamadoConsrcio Modular.

    Esse conceito de produo, que consiste em repassar aum pequeno grupo de fornecedores (sistemistas) a montagem departes do caminho e do nibus, como chassi e suspenso, rodas efreio, motor e transmisso, painel de instrumentos e cabine completa,instalados ao longo da linha de montagem, vem sendo adaptado eutilizado nas novas fbricas de veculos de passeio em construono Brasil. Os principais participantes do consrcio de Resende solistados na Tabela 5.

    Tabela 5

    Fornecedores do Consrcio Modular de Resende

    EMPRESA SISTEMA

    Iochpe Maxion Chassi, Sistema de Freio, Caixa de Direo e CardanRockwell Suspenso e EixosRemon Rodas e PneusMWM Motor e TransmissoCummins Motor e TransmissoDelga Tamet Estamparia Pesada CabineJohn Durr PinturaVDO Painel de Instrumentos, Bancos e Revestimentos

    Fonte: BNDES.

    Apesar de estar instalada desde a dcada de 60 na Argen-tina, com uma importante participao naquele mercado, somentecom a implementao do Mercosul foi que a Peugeot-Citron decidiuter uma planta no Brasil, onde ir produzir, no municpio de PortoReal, os modelos Peugeot 206 e Citron Xsara, veculos que irodisputar os segmentos de compactos e mdios, respectivamente. Apresena da Peugeot-Citron na Amrica do Sul est resumida naTabela 6, com as respectivas capacidades instaladas.

    O valor total do investimento estimado em US$ 600milhes. A produo final projetada de 70 mil veculos/ano. A plantadever iniciar a produo em 2001, atingindo plena capacidade apartir de 2003. A PSA pretende exportar 20% das unidades produzi-das no Brasil, principalmente para a Argentina. O ndice de naciona-lizao dever chegar a 75% em 2003.

    Quanto ao parque de fornecedores, a Peugeot procuraatrair para Porto Real alguns de seus fornecedores mundiais, sempre

    Plos Automotivos Brasileiros

    VolkswagenCaminhes

    Peugeot-Citron

    186

  • contando com a Ecia e a Bertrand Faure, grandes fabricantes mun-diais de autopeas e sistemas de interior (bancos, painis, lateraisde porta, assoalhos etc.), respectivamente, e que fazem parte doGrupo PSA. A fbrica de Porto Real ter, inicialmente, apenas asatividades de fechamento da carroceria, pintura e montagem final,seguindo os padres das novas plantas mundiais.

    Um fato importante foi o acordo firmado entre a Peugeot ea Renault para fornecimento dos motores de mil cilindradas doPeugeot 206, no perodo de 2001 a 2005, que sero produzidos nafbrica da Renault em So Jos dos Pinhais. A importncia desseacordo que so poucos os casos de veculos de passeio de umamontadora equipados com motores de outra.

    Antes do atual perodo de investimento, o Paran jcontava com as plantas da Volvo (caminhes e nibus) e da NewHolland (tratores agrcolas). Em funo dos produtos e das res-pectivas escalas implantadas, houve desenvolvimento de um peque-no parque local de fornecedores, ligado basicamente Volvo e NewHolland.

    Na fase recente de novos investimentos, o Paran estrecebendo vrias empresas estrangeiras, fabricantes de veculos ede autopeas. O estado, longe de rivalizar com So Paulo, vemdiversificar a oferta colocando modelos de concepo recente nomercado, ao contrrio daqueles produzidos no ABC.

    Os investimentos das montadoras atraram seus fornece-dores, na grande maioria novos no Paran e, em alguns casos, nopas. Destaca-se, ainda, a implantao de fbricas de motores, queno caso de automveis so tradicionalmente produzidos pelas pr-prias montadoras. Essas novas plantas caracterizam-se por serembastante enxutas, tanto em termos de operaes industriais comoorganizacionais, com poucos nveis hierrquicos. De modo geral, sorealizadas internamente apenas as operaes de pintura e monta-gem, exceo da Volkswagen, que tambm inclui a estampariapesada. Os principais fornecedores ficam no terreno ou em torno da

    BNDES Setorial, Rio de Janeiro, n. 10, p. 173-200, set. 1999

    Paran

    187

    Tabela 6

    Presena da Peugeot-Citron na Amrica do Sul

    Argentina Produo de Veculos Peugeot (120 mil unidades/ano)Uruguai Montagem, em Regime CKD, de Veculos Citron (trs

    mil unidades/ano)Brasil Filial Comercial da Peugeot, desde 1992, e um

    Importador da CitronChile Montagem, em Regime CKD, de Veculos Peugeot

    (seis mil unidades/ano)

    Fonte: PSA.

  • fbrica. Alm de fabricantes de autopeas, essas empresas estotrazendo para o pas firmas prestadoras de servios, como logstica,alimentao e administrao de condomnios industriais.

    Essas montadoras instalaram-se no pas com uma es-tratgia baseada em um mercado comum para o Mercosul e aAmrica Latina. Ao produzirem modelos de mesma plataforma, tmfornecedores comuns que trabalham tanto para unidades no Brasilcomo na Argentina e, em alguns casos, com plantas em ambos ospases.

    O nmero de novos fornecedores no estado situa-se emtorno de 45, dos quais cinco j esto presentes no pas. De modogeral, observa-se que a maioria dos principais fornecedores dasmontadoras do mesmo pas de origem: a Volkswagen, a Renaulte a Chrysler trazem, respectivamente, fornecedores alemes, fran-ceses e norte-americanos.

    A implantao de mais de uma montadora, com volumesignificativo, tem a possibilidade de atrair fornecedores para o es-tado, e a instalao de novas fbricas pode coloc-lo em um novopatamar. Como no Paran devero chegar novos fornecedores, queno possuem subfornecedores locais, ainda h uma perspectiva demaior aproveitamento das empresas locais, alm das vantagens decusto e logstica. Existe ainda, portanto, um nmero de fornecedoresno conhecidos, pois alguns desses fabricantes tambm poderotrazer seus fornecedores.

    Plos Automotivos Brasileiros188

    Tabela 7

    Investimentos: Veculos

    INVESTIMENTO(US$ Milhes)

    VOLUME(Veculo/Ano)

    PRODUTO

    Volvo 395 7.000 Caminhes Pesados

    Chrysler 315 12.000 Pick-Ups

    Renault 1.000 120.000 Carro Mdio/Pequeno

    Audi/VW 750 160.000 Carro Mdio/Pequeno

    Fonte: BNDES.

    Tabela 8

    Investimentos: Motores

    INVESTIMENTO(US$ Milhes)

    VOLUME DE PRODUO(Motores/Ano)

    Tritec (Chrysler/BMW) 659 400.000

    Renault 120 300.000

    Detroit Diesel 130 11.000

    Fonte: BNDES.

  • A Volvo, com mais duas plantas na Amrica Latina, contacom 199 fornecedores interligados s trs fbricas e capacitadospara integrar o sistema global de suprimento do grupo. A empresainvestiu no desenvolvimento de um parque de fornecedores, possuin-do 32 no Paran com capacitao global. As compras feitas noestado representam 20% do total de compras de peas no pas. Almdisso, a montadora vem realizando investimentos no estado, comouma unidade de produo de cabines e uma nova unidade deusinagem de motores.

    Os investimentos da montadora esto concentrados naEuropa e na Amrica do Sul. A fbrica construda dentro de umalgica do Mercosul, em que cada uma das unidades da Renault setornar especializada em uma rea, o que permitir uma economiade escala, dividindo-se em: a) montagem do Twingo no Uruguai; b)caixa de cmbio no Chile; c) fabricao do Clio I, R19, Mgane, Trafice Kangoo na Argentina; e d) fabricao dos modelos Mgane, Scnice Clio II e motores no Brasil. A empresa produz na Amrica Latinalinhas que compartilham um nmero grande de componentes, comoo Mgane e o Scnic.

    A unidade ter a capacidade mxima inicial de 120 milveculos e foi concebida para obter flexibilidade, objetivando reduzirao mnimo os custos de logstica e de estoque. As operaeslimitam-se a funilaria, pintura e montagem, enquanto a estamparia,a manuteno e a montagem de subconjuntos so terceirizadas,estando os fornecedores instalados no mesmo terreno ou nas ime-diaes. Esto previstos cinco fornecedores no terreno da fbrica:Bertrand Faure (assentos), Ecia (sistema de exausto e coluna dedireo), SAS Sommer Alliberti Siemens (montagem de drivingposition e painis laterais), Vallourec (montagem de eixos, rodas epneus) e PPG (pintura). Ainda devero instalar-se, no mesmo local,empresas prestadoras de servios.

    Com relao aos fornecedores, destacam-se, entre os 100estimados, 50 principais, dos quais 24 esto se instalando emCuritiba. Do total adquirido no pas, as empresas localizadas noestado devero fornecer 64% das peas do Scnic, enquanto 34%sero fabricadas em So Paulo e 2% em outros estados. A maiorparte dos fornecedores instalados na regio opera em sincronia coma Renault e muitos esto vindo para o pas apostando no Mercosul.Os principais fornecedores so apresentados na Tabela 9.

    A Renault trabalha com a perspectiva de aumentar o nvelde contedo nacional e de Mercosul, prevendo superar o ndice de60% estabelecido pelo Regime Automotivo. Com a fbrica de moto-res em funcionamento, dever ser alcanado um nvel de nacionali-

    BNDES Setorial, Rio de Janeiro, n. 10, p. 173-200, set. 1999

    Volvo

    Renault

    189

  • zao de componentes da ordem de 70% para o Scnic e de 85%para o Clio II. Sobre os fornecedores, pode-se comentar:

    entre os 50 principais fornecedores diretos, h trs empresasbrasileiras (duas delas em joint ventures) e 20 so novas no pas; e

    entre os fornecedores do Clio na Europa e aqueles listados comopreferenciais (Otima) contam-se 20 fornecedores.

    O relacionamento da Renault com seus fornecedores ba-seia-se em uma poltica de follow sourcing e single sourcing em quese destacam:

    um grupo de fornecedores mundiais que costuma acompanhar aRenault a todo lugar, possui status privilegiado (lista de fornece-dores Otima), responsvel pelo desenvolvimento de produtos efornece os maiores sistemas da Renault; e

    fornecedores nicos (single sourcing) para determinadas peas epara cada faixa de modelo.

    Plos Automotivos Brasileiros190

    Tabela 9

    Principais Fornecedores da Renault: Planta de Curitiba

    FORNECEDOR PRODUTO

    Bertrand Faure AssentosBorlem Rodas de Ao e de AlumnioBosch Limpador de Pra-Brisa DianteiroCofap AmortecedoresDenso Ar-Condicionado e AquecedorDHB Bombas e Direo HidrulicaEcia Colunas de Direo e EscapamentosGoodyear PneusKoyo/SMI Perdriel Montagem da DireoMagnetti Mareli Retrovisores e Painel de InstrumentosMichelin PneusPeguform Pra-Choques e ParalamasPPG PinturaSAS Montagem do CockpitSiemens Auto Injeo e HabitculoSiemens Cabos ChicotesSimoldes Painis de PortasSommer Alliberti Painis de Controle e Forro das PortasSanta Marina VidrosThera EstampadosValeo Trmico Ar-Condicionado e AquecedorValeo Electronic Alternadores e Motores de ArranqueValeo Embreagens e LimpadoresValeo Cibie Faris e Lanternas DianteirasVallourec Montagem de Mdulos de SuspensoVarga Sistema de Freios

    Fontes: Sindipeas e Sindimetal.

  • A Chrysler possui outras plantas na Amrica Latina einiciou vendas no Brasil em 1996, porm sua unidade de produode comerciais leves foi inaugurada somente em 1998. umaplanta que opera com inovaes e com conceitos de clulas deproduo coordenadas, que se reportam diretamente gerncia,eliminando assim nveis hierrquicos e dando maior responsa-bilidade ao funcionrio dentro do processo. tambm desvertica-lizada, no sentido de que so realizadas na montadora apenas apintura e a montagem.

    A empresa inicialmente previu um volume significativo deimportao de componentes, como motor, caixa de cmbio e car-roceria, tendo em vista a escala de produo e tambm o fato deainda no ter uma base fornecedora no pas. A inaugurao dafbrica de motor da Detroit Diesel, que tambm fornecer para afbrica argentina, dever contribuir para a reduo do nvel deimportao. O ndice de nacionalizao inicial de 50%, devendocrescer para 60% posteriormente, conforme o Regime Automotivo.A montadora possui 24 fornecedores diretos e conta com grandesfabricantes mundiais acompanhando os investimentos, como DetroitDiesel, Dana, Lear e PPG, com os quais trabalha com contratos alongo prazo.

    A Dana tem um papel relevante nessa fbrica, uma vez quedever fornecer 70% da pick-up com seu chassi rodante (rollingchassis), um mdulo com mais de 200 componentes, incluindoestrutura do veculo, eixos (traseiro e de transmisso), suspenso,sistema de direo e freios, tanque de combustvel, rodas e pneus.Dessa estrutura, a maior parte em valor vem de So Paulo, mas umgrande nmero de componentes proveniente dos Estados Unidos.

    A necessidade de reduzir os custos de estoque e delogstica poder incentivar o desenvolvimento de fornecedores nopas, desde que a produo cresa, havendo mesmo uma oportuni-dade de aumentar o fornecimento local. Note-se que um fornecedorlocal daria muito mais flexibilidade ao sistemista para atender sflutuaes do mercado ou reprogramaes de compra, o que no permitido pela importao de componentes e partes. Sobre os prin-cipais fornecedores (Tabela 10) anunciados da Chysler pode-secomentar:

    10 so fornecedores da empresa na Europa e nos Estados Unidos;

    duas empresas so nacionais, incluindo uma joint venture;

    quatro so novas no pas;

    a grande maioria j possui fbricas em So Paulo; e

    a grande maioria de origem norte-americana.

    BNDES Setorial, Rio de Janeiro, n. 10, p. 173-200, set. 1999

    Chrysler

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  • A Chrysler, junto com a BMW, est investindo tambm emuma fbrica de motores para exportao, a Tritec, que deverproduzir 400 mil motores/ano para os carros da Chrysler nos EstadosUnidos e Rover na Inglaterra. A produo est prevista para comearem outubro de 2000.

    Com uma produo prevista de 160 mil veculos/ano, entreo Audi A3 e o Volkswagen Golf, o projeto prev a implantao de umparque de fornecedores junto fbrica, que operaro em regime dejust in sequence. , assim como as demais do estado, uma plantaconcebida de forma mais atual, portanto desverticalizada e queprocura assegurar flexibilidade s operaes repassando para osseus sistemistas a tarefa de gerenciar a entrega das demais partese componentes. A fbrica, que ter as atividades de estamparia,fechamento da cabine, pintura e montagem final, ir operar de formasemelhante a um condomnio industrial, assim como a unidade eminstalao da General Motors no Rio Grande do Sul.

    A poltica da montadora com relao a seus fornecedoresestabeleceu que a maioria das empresas fosse definida na Europa.Alm disso, trabalha com um nico fornecedor para cada famlia depeas, por modelo. Nesse sentido, observa-se que a sua poltica

    Plos Automotivos Brasileiros

    Audi/VW

    192

    Tabela 10

    Principais Fornecedores: Campo Largo

    FORNECEDOR PRODUTO

    Alpine Rdios

    Blindex Vidro

    Cofap Amortecedores

    Dana Rolling Chassis

    Detroit Diesel Motor

    Delphi Direo Hidrulica

    Eaton Sistema de Direo

    Goodyear Pneus

    Hayes Rodas

    ITT Sistema de Freios

    Lear Assentos

    Meritor Rodas

    Moura Baterias

    PPG Pintura

    Solvay Tanque de Combustvel

    Walker Escapamentos

    Fonte: Sindipeas.

  • reduzir tempo e custos no desenvolvimento de produtos. O nmerototal de fornecedores estimado em torno de 110, sendo que 13esto instalados no terreno da fbrica e os principais devero ficarno Paran.

    A empresa tambm j d incio a suas atividades com umndice de nacionalizao entre 30% e 40%, dependendo do modelo,porm com um plano de nacionalizao do Golf e do A3 que prevalcanar entre 70% e 75% no final de 1999. Dentre os fornecedoresprincipais, destacam-se:

    dois so nacionais, porm nenhum entre os sistemistas;

    nove j possuem fbricas em So Paulo; e

    16 so novos no estado e 14 no pas.

    BNDES Setorial, Rio de Janeiro, n. 10, p. 173-200, set. 1999 193

    Tabela 11

    Principais Fornecedores da Audi/VW

    EMPRESA PRODUTO

    Arteb/Hella Mdulo Frontal

    ATH Albarus Semi-Eixos

    Pirelli Rodas e Pneus

    Brose Mdulo da Porta

    Continental Pneus

    Coppo Espuma Moldada para Assentos e Encostos

    Delphi Packard Electric Chicotes

    Draftex Vedaes

    Edscha Dobradias e Freios de Mo

    Heidmann Mecnica de Caixa e Cmbio

    Johnson Controls Assentos

    Kautex do Brasil Tanque de Combustvel

    Kuster Portas Completas

    Krupp Metalrgica Eixos e Quadro Auxiliar

    Krupp Presta Colunas de Direo

    Peguform Pra-Choques

    Rutgers Mantas de Isolamento Acstico

    Rufas Montagem do Chassi

    Sekurit Saint Gobain Vidros

    SAS Montagem do Cockpit

    Siemens Sistemas Eltricos

    Tenneco/Walker Sistema de Emisso de Gases

    THC Mangueira

    Weidman Cap

    Fonte: Sindimetal.

  • O estado possui um representativo parque metal-mec-nico, assim como tradicionais fabricantes de veculos comerciais emquinas agrcolas. A indstria de autopeas agrega em torno de200 empresas, sendo a grande maioria de pequeno e mdio porte,embora tambm registrem-se empresas de grande porte e fornece-doras de montadoras, principalmente motores, eixos e direo.

    De modo geral, essas empresas de autopeas esto vol-tadas para o segmento de mquinas agrcolas e veculos pesados.Alm disso, dada a distncia geogrfica com as montadoras exis-tentes em So Paulo e Minas Gerais, elas tm tido pouca participaocomo fornecedores de primeira linha ou mesmo realizado vendaspara o mercado original dos veculos de passeio, atuando sobretudono mercado de reposio. Essas empresas de pequeno e mdioporte, por atuarem sobretudo na reposio, tm escapado das pres-ses e exigncias das montadoras quanto qualidade, custos epreo.

    Os investimentos para produo de veculos no estado soapresentados na Tabela 12.

    A instalao dessas montadoras, assim como de seussistemistas mundiais, deve impactar o setor de autopeas existenteno s em funo do maior potencial de mercado que passar aexistir, mas tambm da necessidade de se modernizarem ou atmesmo se expandirem, de forma a atender s novas demandas.

    Em razo dos novos investimentos e da existncia de umparque local, vem sendo realizado um trabalho conjunto entre em-presas, universidades, institutos de pesquisa e governo, de forma acapacitar as empresas locais para atender s demandas dessasnovas plantas e permitir maior participao da produo local.

    Tambm em funo da implantao de novos fabricantese de integradores de sistemas no estado, procurou-se traar umdiagnstico das empresas locais, com o objetivo de torn-las capa-citadas para integrar a cadeia produtiva. Segundo um estudo reali-zado pelo Nitec/UFRGS e pela Compet/Fiergs, de um total de 200empresas, 50 a 70 estariam dentro de um padro adequado deoperao ou prximo dele, com capacidade para alcan-lo.

    Plos Automotivos Brasileiros

    Rio Grandedo Sul

    194

    Tabela 12

    Investimentos: Veculos

    EMPRESA US$ PRODUO OBJETIVO

    General Motors 600 150.000 Fbrica para a Produode 150 Mil Veculos/Ano

    Navistar 68 1.200 Fbrica para a Produode 1.200 Caminhes/Ano

    Fonte: BNDES.

  • Encontra-se em fase de implantao uma unidade des-tinada produo de um carro compacto, com produo prevista de150 mil veculos. A planta, concebida segundo modernos conceitosde produo, apontada como experimental quanto sua organiza-o, na forma de um condomnio industrial, caracterizando-se pelalocalizao dos principais fornecedores de sistemas dentro do pr-prio terreno, embora haja uma separao fsica entre estes e a fbricamontadora (Tabela 13). Contempla ainda a contratao de empresasprestadoras de servios, como, por exemplo, administrao de con-domnio, logstica etc. uma fbrica desverticalizada e realizarinternamente as atividades de estamparia, pintura e montagem.

    O nmero total de fornecedores estimado em torno de150. Os de primeira linha, instalados no terreno da fbrica, so 17, ea grande maioria destes j est presente no pas com plantas emSo Paulo. Destaque-se quanto a esses fornecedores:

    trs so de capital nacional, sendo uma joint-venture;

    as plantas localizadas no condomnio industrial da montadorarealizam as montagens dos conjuntos; e

    duas empresas so novas no estado e no pas.

    Esses fornecedores diretos, em funo de terem suas plantasoriginais em So Paulo, devero trazer, pelo menos inicialmente, pease partes produzidas naquelas fbricas e tero estoques mais elevados.Porm, h a necessidade de desenvolverem localmente subfornecedo-res, com o objetivo de reduzir custos de logstica e de estoque. Nessesentido, h oportunidade para o crescimento de fornecedores da regio.

    BNDES Setorial, Rio de Janeiro, n. 10, p. 173-200, set. 1999

    General Motors

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    Tabela 13

    GM: Fornecedores Instalados no Terreno da Fbrica

    EMPRESA PRODUTO

    Arteb IluminaoVDO Painel de InstrumentosCofap Arvin Sistema de EscapamentoBosal Gerobrs Jogo de FerramentasDelphi Suspenso Dianteira e TraseiraSanta Marina VidrosIPA /Soplast Tanque de CombustvelTI Bundy Tubos de Freio e CombustvelGoodyear Rodas e PneusLear Bancos, Acabamentos, Portas e TetoValeo Trmico Sistema de ArrefecimentoPolypron Estampados de Pequeno PorteZamprogna Corte e Tratamento de AoSogefi Filtros de ArInylbra Tapetes e Isolao TermoacsticaFanaupe Elementos de FixaoPelzer Systems Peas Injetadas em Plstico

    Fontes: Sindipeas e Nitec.

  • Com uma escala de produo pequena, a fbrica foi inau-gurada em junho de 1998, atravs de acordo operacional com aAgrale para a fabricao de caminhes mdios e pesados. A Navistarrealiza apenas a operao de montagem e inicia a produo com umndice de nacionalizao baixo. Est investindo para ampliar o con-tedo local de seu produto, pretendendo alcanar um ndice de 50%.Tambm est prevista para este ano a produo de cabines paraveculos pesados, que vm sendo importadas.

    A maior parte dos investimentos da empresa ser des-tinada produo de cabines e motores. Quanto a esse ltimo item,foi criada a Maxion International, uma joint venture entre a Maxion ea Navistar International, prevendo-se, inclusive, a expanso da pro-duo de motores.

    O impacto dos novos investimentos na regio tradicionalde produo de veculos ainda no pode ser avaliado, mas deveroser considerados no futuro o nvel de emprego na regio e a reduoda participao na produo total de veculos do pas. As novasfbricas esto estabelecendo um novo patamar de produtividade quedever ser buscado pelas plantas mais antigas, implicando maioresinvestimentos em modernizao.

    No caso de autopeas estima-se que, pelo menos a curtoe mdio prazos, no ocorrer uma reduo significativa de participa-o, pois So Paulo ainda deve permanecer como o grande centrode fabricao de peas e componentes, que sero montados pelossistemistas instalados nos demais estados. Ao se realizar um para-lelo com o crescimento do parque mineiro, importante lembrar otempo dessa implementao, assim como o expressivo aumento daproduo local, alm, claro, de uma estratgia de atrao defornecedores.

    Quanto s novas regies, a avaliao tambm prematura,porque necessrio aguardar a plena operao das novas plantase a normalizao do mercado brasileiro. Os impactos regionais sode difcil mensurao a curto prazo, porm podem ser esperados: agerao de empregos local, a elevao da renda da regio e osganhos derivados de investimentos de infra-estrutura, comuns aoutras atividades. Os novos projetos guardam aspectos semelhan-tes, como a descentralizao para o Sudeste e o Sul exceo daplanta da Ford na Bahia e as oportunidades para desenvolvimentode fornecedores locais.

    De modo geral, as montadoras instaladas no pas tmprojetos de construo de grandes unidades e, em sua maioria, seroseguidas por seus fornecedores, j presentes tambm no Brasil. Com

    Plos Automotivos Brasileiros

    NavistarInternational

    Concluso

    196

  • relao aos novos fabricantes de veculos, os europeus esto inves-tindo em plantas de escala significativa e, de modo geral, seusfornecedores mundiais esto inaugurando unidades no pas. Com oobjetivo de aumentar suas participaes no mercado global, princi-palmente na Amrica do Sul, adotam uma estratgia comum para oMercosul, buscando a integrao das plantas do Brasil e da Argen-tina. As novas plantas procuram maior racionalidade, realizandoapenas as atividades de estamparia, fechamento e pintura da cabinee montagem final do veculo, transferindo o maior nmero possvelde operaes para os fornecedores.

    Para atender a esses novos conceitos de produo dasmontadoras, verificam-se tambm a entrada e o fortalecimento degrandes fabricantes mundiais de autopeas no pas. Vrios j es-tavam presentes, porm esto alargando suas linhas de atuao econsolidando-se nos novos espaos. A maioria instalou-se com umaperspectiva de mercado integrado do Mercosul e at mesmo daAmrica do Sul. Muitos so grandes fabricantes mundiais que hojeconstituem-se em um grupo to atuante como as montadoras deveculos, em funo da absoro de inmeras atividades anterior-mente realizadas por elas.

    So esperadas mudanas no setor de autopeas, poden-do-se observar que dever crescer o nmero de fabricantes dedeterminado produto, uma vez que cada montadora tende a trazerfornecedores diferentes. H tambm expectativa de mudanas norelacionamento com as montadoras. medida que os fornecedoresglobais participantes de um grupo que acompanha a montadoraem diversos pases e responsveis pelo desenho e desenvolvimentode produto passam a instalar unidades no pas, deve ser es-tabelecido, ento, um novo relacionamento. De porte econmicosignificativo e com contratos de venda realizados mundialmente,esses fabricantes globais devem obter um relacionamento diferen-ciado, como, por exemplo, contratos de longo prazo, tamanho decompras garantido e compartilhamento de ganhos de produtividadenas margens de lucro.

    Tendo em vista o nvel inicial de importao dos sistemistaspara atender s maiores plantas, bem como a necessidade deaumentar a participao das compras locais, em funo de obtermenores estoques, reduo de custos de logstica e maior flexibili-dade de operao, acredita-se que h espao para o desenvolvimen-to de empresas locais, atendendo no s s montadoras, mas,principalmente, aos novos fornecedores diretos instalados no pas.

    Nesse aspecto, as melhores oportunidades para os forne-cedores locais estariam nas pequenas e mdias empresas, que so,em sua maioria, de capital nacional. Para isso precisariam se ade-quar, em termos de qualidade e capacidade de produo, para

    BNDES Setorial, Rio de Janeiro, n. 10, p. 173-200, set. 1999 197

  • atender aos sistemistas e aos novos fabricantes que esto se ins-talando nos diversos plos.

    O BNDES tem apoiado diversos desses projetos de implan-tao, expanso e modernizao de montadoras e fabricantes deautopeas, destacando a relevncia desses empreendimentos en-quanto geradores de empregos, formadores de mo-de-obra qualifi-cada e multiplicadores do conhecimento e da atividade econmica,ancorando o surgimento de novos plos industriais.

    Por fim, cabe destacar a posio privilegiada do Brasil nocenrio mundial da indstria automobilstica, considerando o desem-penho do setor aps a estabilidade das economias sul-americanas.No perodo 1993/97, quando foram definidos os investimentos, oBrasil apresentou uma taxa de crescimento mdia de 12% a.a. naproduo de veculos, enquanto o mundo crescia a 3,5%. Apesar dasflutuaes de demanda, o potencial do mercado interno o principalobjetivo dos investimentos recentes.

    Esses investimentos comprovam a importncia estratgicado Brasil, em particular, e do Mercosul, em geral, para alguns dosmaiores fabricantes mundiais, no s pelo potencial existente demercado, mas tambm por ser uma regio de cultura ocidental, commo-de-obra qualificada, disponibilidade de matrias-primas, capa-cidade exportadora e um grande parque metal-mecnico instalado.

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