Betoneiras

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  • 1. BETONEIRAS Mquinas e equipamentos JORGE BADAUE

2. Conceito Uma betoneira ou misturador de concreto o equipamento utilizado para mistura de materiais, na qual se adicionam cargas de pedra, areia, cimento e gua, na proporo devida, de acordo com a finalidade da mistura 3. Tipos mvel na forma de transporte por caminho betoneira, com um sistema movido por uma correia de ao acoplada a um motor normalmente alimentado por um sistema de transmisso do veculo e hidrulico; fixa como conhecida no Brasil equipada com motor; 4. Tipos semi-fixa o mesmo que fixa porem pode ser fcilmente removida pois possui rodas; automtica movida por um motor sincronizada equipada com esteiras rolantes. 5. Classificao mtodo de descarga. Na betoneira basculante, a cmara de mistura, denominada tambor, se inclina para a descarga. Na betoneira fixa, o eixo permanece sempre horizontal e a descarga se faz invertendo o sentido de rotao do tambor (caso em que a betoneira se denomina de tambor reversvel), 6. Classificao betoneiras de eixo vertical, semelhantes em princpio a batedeiras de bolo; denominadas de betoneiras de ao forada, para diferenciar das betoneiras basculantes e das fixas, que se baseiam na queda livre e tombamento do concreto no interior do tambor. 7. Sistemas de mistura Os sistemas de mistura podem variar, sendo os mais comuns pivotantes (onde o tambor gira entorno de um eixo) ou rotativas (o tambor gira sobre roletes). As pivotantes funcionam atravs do giro do tambor e palhetas que cortam a "massa" a ser misturada, como em um liquidificador, j as rotativas provocam o turbilhonamento da mistura, com ps elevando e jogando o material, como em uma roda d'gua invertida. 8. Eficiencia A eficincia da mistura depende dos detalhes de projeto, mas a ao de descarga sempre boa, pois todo o concreto pode ser descarregado rapidamente sem segregao logo que o tambor basculado. Por esse motivo, esse tipo de betoneira tem preferncia para misturas com baixa trabalhabilidade e para aquelas com agregado com grande tamanho mximo. 9. Betoneiras de caamba As betoneiras de caamba oferecem a possibilidade de observar o concreto que est sendo misturado e, portanto, de ajustagem da mistura, em alguns casos. Elas so particularmente eficientes com misturas rijas e coesivas e so, portanto, muito usadas no preparo de concreto pr- moldado. 10. Betoneiras ERRADOERRADO CORRETO 11. Problema Nas betoneiras de tambor, no h raspagem das paredes durante a mistura, de modo que uma certa quantidade de argamassa permanece aderente e assim permanece at que se proceda limpeza da betoneira. Conclui-se que, no incio da concretagem a primeira mistura deve deixar uma grande proporo de argamassa na betoneira e, na descarga, deve haver uma grande proporo de partculas gradas apenas revestidas de argamassa. Rotineiramente, essa primeira betonada no deveria ser usada 12. Soluo Como alternativa, pode ser introduzida certa quantidade de argamassa na betoneira antes do incio da concretagem, procedimento que pode se denominar untamento ou revestimento da betoneira 13. Tamanho O tamanho nominal de uma betoneira representado pelo volume de concreto depois de adensado (BS 1305:1974), que pode ser de at metade do volume dos componentes soltos, antes da mistura. As betoneiras so feitas em uma grande variedade de tamanhos, desde 0,04 m3, para uso em laboratrio, at 13m3. 14. Tamanho Se a quantidade misturada representa menos do que um tero da capacidade nominal da betoneira, a mistura resultante pode no ser uniforme, e, naturalmente, a operao no seria econmica. Sobrecargas no excedendo 10% geralmente no so prejudiciais. 15. Uniformidade da mistura A eficincia da betoneira pode ser medida pela variabilidade da mistura descarregada em vrios recipientes sem interrupo do fluxo do concreto. 16. Uniformidade Por exemplo, um ensaio um tanto rigoroso da ASTM C 94-94 (formalmente aplicvel a caminhes betoneira) estabelece que devem ser tomadas amostras a cerca de 1/6 e 5/6 da capacidade da betoneira, e as diferenas entre as duas amostras no devem exceder os limites apresentados na tabela apresentada a seguir. 17. Limites de acordo com ASTM C94 94 Massa especfica do concreto 16kg/m3 Teor de ar incorporado 1% Abatimento 25mm (abatimento mdio at 100mm) 40mm (abatimento mdio entre 100mm e 150mm) Frao de agregado retido na 4,75mm 6% Densidade da argamassa sem ar 1,6% Resistncia compresso, 7 dias 7,5% 18. Coeficiente de variao Investigadores suecos mostraram que a melhor medida de uniformidade da mistura a uniformidade do teor de cimento: a uniformidade considerada satisfatria se o coeficiente de variao no exceder 6% para misturas com abatimento com pelo menos 20mm e 8% para misturas com menor trabalhabilidade. 19. Tempo de mistura Uniformidade da mistura 0.00 5.00 10.00 15.00 20.00 25.00 20 30 50 70 80 100 120 tempo da mistura - seg Resistnciacompreso- MPa 20. Tempo de mistura Ttulo do grfico 0.00 5.00 10.00 15.00 20.00 25.00 30.00 35.00 40.00 20 25 30 40 50 60 70 75 80 90 100 110 120 125 Tempo de mistura - seg Coeficientedevariao-% 21. Tempo de mistura Existem betoneiras modernas de grande capacidade que funcionam satisfatoriamente com tempos de mistura de 1 a minutos. Por outro lado, quando se usam agregados leves, o tempo de mistura no deve ser menor que 5 minutos, s vezes subdivididos em dois minutos para mistura do agregado com a gua, seguidos de 3 minutos depois da adio do cimento. 22. Tempo de mistura Em geral, o tempo necessrio para se obter uniformidade satisfatria depende de como os materiais se misturam durante o carregamento na betoneira: o carregamento simultneo benfico. 23. Mistura prolongada Considere-se agora o outro extremo mistura prolongada. Geralmente ocorre evaporao de gua da mistura resultando reduo de trabalhabilidade e aumento de resistncia. Um efeito secundrio a triturao do agregado, particularmente quando mole: assim, a granulometria do agregado se torna mais fina e a trabalhabilidade menor. O atrito produz um aumento da temperatura da mistura. 24. Mistura intermitente A mistura intermitente at cerca de 3 horas e, em alguns casos, at 6 horas, no prejudicial quanto resistncia e durabilidade, mas a trabalhabildade diminui com o tempo a menos que se impea a sada de umidade da betoneira. A adio de gua para restabelecer a trabalhabilidade, resulta uma reduo da resistncia do concreto. 25. Tempo de mistura 26. Ordem de mistura No existem regras gerais para a ordem de colocao dos materiais na betoneira, por isso depende das propriedades dos componentes e da betoneira. Geralmente, coloca-se antes uma pequena quantidade de gua, seguida de todos os materiais slidos, de preferncia colocados uniforme e continuamente. Se possvel, a maior parte da gua seria introduzida simultaneamente, adicionando-se o restante aps a colocao de todos os slidos 27. Ordem de colocao Se a gua ou o cimento forem colocados muito rapidamente ou estiverem muito quentes, existe o risco de se formarem pelotas de cimento com at 70mm de dimetro. Com betoneiras pequenas de laboratrio e misturas muito rijas, tem se mostrado conveniente colocar o agregado mido, depois uma parte do agregado grado e o cimento, depois a gua, e finalmente o restante do agregado grado, de modo a desfazer os ndulos da argamassa. 28. Ordem de carregamento 140 160 180 200 220 240 0 30 60 90 120 Tempo - mm Abatimento-mm (C) (A) (B) 29. trabalhabilidade Existem trs mtodos principais para a medida de trabalhabilidade: o ensaio vebe; o ensaio do fator de compactao (desenvolvido na Inglaterra, consiste na utilizao de dos reservatrios tronco-cnicos colocados um sobre o outro e de uma forma cilndrica colocada abaixo destes reservatrios. O reservatrio superior, preenchido com concreto e nivelado sem compactao. Por gravidade, o concreto acaba compactado no cilindro de volume conhecido, onde obtida a massa especfica e comparada com a obtida no ensaio Vebe). 30. Abatimento do concreto 31. Mistura do concreto O amassamento manual, conforme prescreve a NBR 6118/78, s poder ser empregado em obras de pequena importncia, onde o volume e a responsabilidade do concreto no justifiquem o emprego de equipamento mecnico, no podendo nesse caso, amassar, de cada vez, volume superior ao correspondente a 100 kg de cimento. 32. Mistura mecnica Para a colocao dos componentes na betoneira, tambm deve ser obedecida uma ordem, que : 1 - Agregado grado; 2 Parte da gua; 3 Agregado mido; Estes componentes retiram a argamassa aderida 4 - Cimento; 5- Restante da gua 33. Betoneiras Alguns cuidados devem ser tomados, a betoneira nunca deve estar seca, e, se possvel, j deve ter sido executada a imprimao ("sujar" a betoneira com argamassa de mesmo trao do que a usada no concreto). 34. Os fatores fundamentais na mistura mecnica 1. tempo de mistura 2. velocidade do equipamento 3. colocao dos materiais. 35. Qualidade da mistura Para obter-se um concreto de boa qualidade deve-se fazer uma mistura adequada. Considerar: Eficincia do Equipamento Estado de Conservao Tempo da Mistura Velocidade da Betoneira Ordem de Colocao dos Materiais na Betoneira 36. Manuteno da betoneira Para manter e proteger a betoneira siga as instrues abaixo: - Antes de efetuar qualquer limpeza, assegure-se sempre que o produto esteja desligado e o cabo e alimentao desconectado da rede eltrica; - Aps cada uso, retirar o excesso com gua; - Nunca bater no tambor com ferramenta que possa danificar a mesma. - Para perodos longos sem utilizao, recomenda- se proteger o equipamento com leo ou outro tipo de antiferrugem. 37. Recomendaes -Limpe sempre as peas, pinho e cremalheira, mantendo-as lubrificadas; - Ajustar temporariamente o pinho com a cremalheira para evitar desgaste excessivo; - Lubrificar o produto no incio de perodos de operao em todos os pontos de lubrificao (graxeiras);