Atenção Farmacêutica Aplicada À Farmácia Hospitalar - Farmácia Hospitalar - Caroline Tannus -...

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Disciplina Farmácia Hospitalar Caroline Tannus ATENÇÃO FARMACÊUTICA APLICADA À FARMÁCIA HOSPITALAR A atenção farmacêutica concebida como a forma pela qual o paciente recebe o melhor tratamento medicamentoso possível, é aplicável a todos os níveis de atuação do farmacêutico clínico, seja ele especializado em determinada área ou não. Observa-se, entretanto, que em hospitais menores, com estruturas organizacionais mais simples, a mudança de atitude do profissional em direção a atenção farmacêutica ocorre mais facilmente. Cabe ressaltar que a atenção farmacêutica não se limita ao âmbito hospitalar (pacientes hospitalizados), mas também se estende a pacientes ambulatoriais, casas de saúde, drogarias farmácias e a pacientes que recebem atendimento domiciliar. A adoção do sistema de atenção farmacêutica exige mudanças no comportamento profissional. Para aqueles que já praticam a farmácia clínica, essas mudanças são relacionadas apenas à atitude. Entretanto para os que estão presos a um sistema de distribuição de medicamentos, exige-se aperfeiçoamento dos conhecimentos e habilidades. Preparar o farmacêutico para o exercício dessa nova atribuição é passo fundamental para o sucesso de qualquer programa de atenção farmacêutica. A primeira atitude do profissional que vai iniciar um programa de atenção farmacêutica é estabelecer quais as atividades a serem desenvolvidas, as informações a serem solicitadas e de que forma isto será documentado, da maneira mais clara possível, com fácil acesso. O próximo passo e estabelecer um bom relacionamento com os demais integrantes da equipe multidisciplinar, especialmente médicos e enfermeiros, que tradicionalmente apresentam certa relutância quanto a presença do farmacêutico em um local anteriormente dominado por eles. O relacionamento tende a ser facilitado conforme o farmacêutico inicia seu trabalho e fornece informações sobre medicamentos, auxilia no monitoramento farmacocinético, faz relatos sobre reações adversas a medicamentos observadas, monitora a resposta aos tratamentos, realiza educação sanitária, entre outros. Assim como a assistência à saúde esta claramente definida em termos ao nível primário (unidades básicas de saúde — UBS), secundário hospital de caráter geral e terciário (hospitais e clínicas especializados), pode-se imaginar que a assistência e a atenção farmacêutica poderiam ser organizadas de forma semelhante. A atuação do farmacêutico na UBS, farmácias. drogarias, hospitais de caráter gerais e

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Slide da professora Caroline Tannus (dado em sala de aula) da Disciplina de Farmácia Hospitalar com o tema: Atenção Farmacêutica Aplicada À Farmácia Hospitalar

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Disciplina Farmácia Hospitalar Caroline Tannus

ATENÇÃO FARMACÊUTICA APLICADA À FARMÁCIA HOSPITALAR

A atenção farmacêutica concebida como a forma pela qual o paciente recebe o melhor

tratamento medicamentoso possível, é aplicável a todos os níveis de atuação do

farmacêutico clínico, seja ele especializado em determinada área ou não. Observa-se,

entretanto, que em hospitais menores, com estruturas organizacionais mais simples, a

mudança de atitude do profissional em direção a atenção farmacêutica ocorre mais

facilmente.

Cabe ressaltar que a atenção farmacêutica não se limita ao âmbito hospitalar

(pacientes hospitalizados), mas também se estende a pacientes ambulatoriais, casas de

saúde, drogarias farmácias e a pacientes que recebem atendimento domiciliar.

A adoção do sistema de atenção farmacêutica exige mudanças no comportamento

profissional. Para aqueles que já praticam a farmácia clínica, essas mudanças são

relacionadas apenas à atitude. Entretanto para os que estão presos a um sistema de

distribuição de medicamentos, exige-se aperfeiçoamento dos conhecimentos e

habilidades. Preparar o farmacêutico para o exercício dessa nova atribuição é passo

fundamental para o sucesso de qualquer programa de atenção farmacêutica.

A primeira atitude do profissional que vai iniciar um programa de atenção

farmacêutica é estabelecer quais as atividades a serem desenvolvidas, as informações a

serem solicitadas e de que forma isto será documentado, da maneira mais clara possível,

com fácil acesso. O próximo passo e estabelecer um bom relacionamento com os demais

integrantes da equipe multidisciplinar, especialmente médicos e enfermeiros, que

tradicionalmente apresentam certa relutância quanto a presença do farmacêutico em um

local anteriormente dominado por eles. O relacionamento tende a ser facilitado conforme

o farmacêutico inicia seu trabalho e fornece informações sobre medicamentos, auxilia no

monitoramento farmacocinético, faz relatos sobre reações adversas a medicamentos

observadas, monitora a resposta aos tratamentos, realiza educação sanitária, entre

outros.

Assim como a assistência à saúde esta claramente definida em termos ao nível primário

(unidades básicas de saúde — UBS), secundário hospital de caráter geral e terciário

(hospitais e clínicas especializados), pode-se imaginar que a assistência e a atenção

farmacêutica poderiam ser organizadas de forma semelhante.

A atuação do farmacêutico na UBS, farmácias. drogarias, hospitais de caráter gerais e

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especializados de forma integrada, certamente resultaria em benefício para a

população, com redução de gastos em saúde, pelo desenvolvimento das seguintes ações:

• Orientação sobre o uso correto de medicamentos;

• Educação sanitária de pacientes, especialmente nos casos de doenças crônicas,

com redução da morbidade e de reinternações por falta de adesão ao tratamento

ou reações adversas a medicamentos;

• Elaboração do perfil farmacoterapêutico para determinados pacientes e contato

com os profissionais prescritores;

• Comprometimento com os resultados dos tratamentos farmacológicos.

Nesse sentido, vários segmentos deveriam estar mobilizados para viabilizar essa ação

integrada, como, por exemplo: área acadêmica (atualizando os currículos dos cursos de

graduação em farmácia em relação a atenção farmacêutica: colaborando com a

implantação de cursos de educação continuada) órgãos de classe (aprimorando as

sistemáticas da fiscalização da prática profissional), área governamental (implementando a

inserção do profissional farmacêutico na equipe multidisciplinar da saúde: aprimorando as

políticas de saúde e de medicamentos).