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  • SNTESE DO ASSUNTOPROGRAMA IVROTEIRO N 20

    AS PENAS ETERNAS

    As tradies de' diversos povos registram a crena, muitasvezes intuitiva, de castigos para os maus e recompensas paraos bons, na vida de alm-tmulo. Diante da imortalidade daalma, com efeito, a razo e o sentimento de justia levam compreenso de 'que tratamento diferenciado deve ser dadoaos homens. pelas leis divinas; de' conformidade com anatureza das obras que executaram durante a vida no corpofsico. ,- .

    Todavia, a tese da eternidade das penas reservadas quelesque infringem as leis do bem e do amor, e, em conseqncia,a existncia do inferno, no resistem anlise objetiva.

    O raciocnio lgico conduz seguinte premissa: se o Espritosofre em funo do mal que praticou, sua infelicidade dever

    ser proporcional falta cometida. O homem, dentro das limitaes que caracterizam suavida, em especial se consideramos a teoria de uma nica experincia na matria, no teriacondies de perpetrar crimes cujas conseqncias se prolongassem ao infinito, de modo ajustificar a existncia de tormentos eternos.

    Cumpre considerar tambm que a condenao perptua no se coaduna com aidia crist da sublimidade, da justia e ,da misericrdia divinas. Jesus testemunhou aBondade eo Amor de Deus, ao afirmar que 0"( ...) Pai celeste (...)" no quer"( ...) que pereaum s (...)" (07) de seus filhos, e ao recomendar em outra oportunidade:"( ...) Amai os vossosinimigps e orai pelos que vos perseguem; para que vos tomeis filhos do vosso Pai celeste,porque Ele faz nascer o sol sobre maus e bons, e vir chuvas sobre os justos-e injustos. (...)Portanto, sede vs perfeitos como perfeito o vosso Pai celeste." (06)

    A razo, por outro lado, conduz considerao de que Deus um ser infinito em. suas perfeies. "( ...) impossvel conceber Deus de outra maneira, visto como, sem ainfinita perfeio, poder-se-ia conceber outro ser que, lhe' fosse superior. Para que seja nicoacima de todos os seres, faz-se mister que ningum possa exced-Io ou sequer igual-Io em

    , qualquer coisa. Logo, necessrio que seja de todo Infinito. (...)" (03) Sendo, portanto,infinitamente sbio, justo e misericordioso no se pode crer que tenha criado seres paraserem eternamente desgraados, em virtude de uma falta passageira, conseqncia naturalda imperfeio do homem. '

    A doutrina das penas eternas surgiu das idias primitivas de um Deus irado evingativo, a quem o homem atribuiu as caractersticas de sua inferioridade. O fogo eterno somente uma figura de que o homem se utilizou para materializar a idia do inferno, de modoa ressaltar sua crueldade, por considerar o fogo corno o suplcio mais atroz e que produz otormento mais efetivo. Tal sorte de conceitos serviu, em certo perodo da histria daHumanidade, para controlar as paixes da infncia da razo. Porm, no serve ao homemdo sculo da inteligncia, que nela no pode ver sentido lgico.

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