Artigo Sobre PCP

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    PROGRAMAO E CONTROLE DAPRODUO SOB ENCOMENDA UTILIZANDO

    PERT/CPM E HEURSTICAS

    Paulo Csar Augustus Mendes QuezadoCarlos Roberto de Oliveira Cardoso

    Universidade Federal do Cear - Depto. de Engenharia Mecnica

    e Produo - Cx. P. 12.144 email: quezado@dem.ufc.br

    Dlvio Ferrari TubinoUniversidade Federal de Santa Catarina PPGEP

    Cx. P. 476 email: tubino@eps.ufsc.br

    ABSTRACT:

    This paper proposes the application of the PERT/CPM method associated to heuristics for

    programming the production on demand. In the production on demand, the main issue to be

    addressed by the PCP is associated with alocation of multiple restricted resources, aiming at the

    deadlines. The PERT/CPM method, which is based on the concept of infinite resources, is

    traditionally employed in very large projects. In the industrial environment, however, the logics offinite resources prevails, which sometimes prevents the use of PERT/CPM. The present work

    considers the implementation of PERT/CPM associated to heuristics using the Delphi 3.0 language,

    under the optics of multiple restrictec resources or finite resources.

    KEYWORDS:

    Heuristics, Manufacturing Production, PERT/CPM.

    RESUMO:

    Este artigo prope a aplicao do mtodo PERT/CPM associado a heursticas na programao da

    produo sob encomenda. Na produo sob encomenda, a principal questo a ser resolvida pelo

    PCP, e em particular pelo seqenciamento das atividades, est ligada alocao dos recursos

    mltiplos restritos disponveis no sentido de garantir a data de sua concluso. Tradicionalmente, o

    mtodo PERT/CPM utiliza a lgica do recurso infinito, muito comum em grandes projetos de

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    natureza no estritamente fabril, tais como: projetos navais, aeroespaciais, projetos civis etc. No

    ambiente fabril, o que prevalece a lgica do recurso finito, o que dificulta a adoo do mtodo

    PERT/CPM. As etapas do trabalho consideram a implementao do mtodo PERT/CPM, associado

    a heurstica, em linguagemDelphi3.0, o qual utiliza a lgica dos recursos finitos.

    1. INTRODUO

    As atividades de produo, responsveis pela transformao dos recursos de Capital, Material e

    Humano em bens e servios de maior valor, constituem a base do sistema econmico de uma

    nao[MONKS, 1987]. Nos ltimos anos, estas atividades baseadas em modernas tcnicas de

    transformao, apoiadas na utilizao de computadores de elevadas capacidades de memria e

    velocidades de processamento e softwarescada vez mais acessveis e poderosos, contriburam para

    o ingresso da indstria numa era de automao sem precedentes[TURNER e outros, 1993].

    Observa-se ainda, uma revoluo nos paradigmas dos processos produtivos imposta pelas novas

    condies de mercado, em especial, pela globalizao da economia. Com o advento da poltica

    globalizante, verificou-se uma maior integrao entre os pases, grupos de pases ou entre

    continentes, com quedas de barreiras comerciais e, conseqentemente, acirradas disputas entre

    empresas concorrentes, modificando, portanto, as relaes de produo.

    Hoje, a produo de bens e servios exige, entre outras, a utilizao de tecnologias computacionais

    ou tecnologias que propiciem o aumento da qualidade e da produtividade; a implantao de

    sistemas flexveis de produo; a diminuio do tempo de inovao de produtos; variedade dos

    produtos; reduo do tamanho dos lotes de produo; aumento da taxa de utilizao de mquinas,

    equipamentos e mo-de-obra; reduo no tempo do ciclo de produo e, principalmente, a

    economia dos recursos, cada vez mais escassos[FREITAS FILHO e CUNHA, 1995][FREITAS

    FILHO, 1994] [CHENG, SILVA e LIMA, 1994]. Como conseqncia, o sistema de Planejamento,

    Programao e Controle da Produo se coloca como uma rea de deciso prioritria para osexecutivos na atualidade. Sua importncia cada vez mais ampliada e intensificada se se busca

    reduzir os custos associados aos estoques, aos nveis de utilizao da capacidade produtiva e a

    melhoria contnua dos nveis de servios oferecidos aos clientes, atravs de uma maior velocidade

    de entrega, um melhor ndice de pontualidade nos prazos acordados e um aumento de flexibilidade

    em relao s variaes da demanda e dos recursos produtivos[PEDROSO e CORRA, 1996].

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    Na produo sob encomenda ou processos por projeto, o principal fator a ser resolvido pelo

    Planejamento, Programao e Controle da Produo, especialmente no seqenciamento das

    atividades, o problema da alocao dos recursos mltiplos restritos disponveis, no sentido de

    assegurar a data de concluso do projeto[TUBINO, 1997]. No entanto, a produo sob encomenda

    de bens e/ou servios desenvolvida para um cliente especfico. Ou seja, espera-se, de incio, amanifestao dos clientes, definindo, em seguida, os produtos a serem fabricados, j que estes no

    podem, a priori, ser produzidos para estoque. Isto faz com que as empresas que trabalham com

    produo sob encomenda tenham grandes dificuldades em seqenciar a produo, na tentativa de

    conciliar uma elevada taxa de utilizao e produtividade dos recursos produtivos com os prazos de

    entrega acordados com os clientes. Outro problema, no menos importante, a insatisfao do

    cliente pelo no cumprimento dos acordos assumidos, notadamente, o prazo de entrega. Em casos

    extremos, o cliente pode suspender o pedido, repassando-o a outro fornecedor ou aplicar multas.

    2.AMBIENTES GENRICOS DE PRODUO SOBENCOMENDA

    A produo sob encomenda desenvolvida para um cliente especfico e cada pedido, quase sempre,

    refere-se a um bem diferente daquele que foi produzido instantes antes. Isto faz com que as

    empresas que trabalham com produo sob encomenda tenham grandes dificuldades em seqenciar

    a produo, j que difcil prever o que, o quando ou como ser feita a produo no perodo

    seguinte. Na prtica, todas estas informaes somente ficam definidas com a chegada do pedido. Apartir dele, o roteiro de produo delineado, os materiais e demais itens componentes so

    encomendados e a produo se inicia[NUNES e outros, 1996]. Abaixo, pode-se localizar a

    produo sob encomenda no universo dos vrios tipos de estrutura de produo[COSTA, 1996].

    FLUXO GENRICO DE PLANEJAMENTO E PRODUO AO LONGO DO TEMPO

    PROJETO DOPRODUTO

    DEFINIODO ROTEIRO

    DEFABRICAO

    COMPRA DEMATERIAIS

    FABRICAODE ITENSBSICOS

    MONTAGEMFINAL DE

    SEMIACABADOS

    ESTOQUE CLIENTE

    A A A A A A X

    B B B B B Xb - b b b X

    C C C C XD D D X

    E E XF X

    Fig. 1- Estruturas de produo definidas a partir do instante de chegada do pedido.

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    O ponto A caracteriza aquelas empresas que se propem a produzir uma linha de produtos

    aberta. Isto , no sabem, a priori, o que vo produzir. Neste caso, via de regra, h uma grande

    diversidade de produtos a ser produzida e, portanto, a variedade de produtos fabricada hoje, pode

    no ser a produzida amanh. Mais ainda, o ritmo de produo pouco ou no repetitivo; os tempos

    totais de produo so relativamente longos; h grande nmero de instrues de trabalho; aquantidade de produtos produzida , muitas vezes, pequena; os recursos produtivos so sub-

    utilizados, apresentando, conseqentemente, elevada capacidade ociosa e os recursos produtivos e

    os mtodos de trabalho apresentam elevada dificuldade de padronizao. Este o caso tpico das

    empresas fabricantes de moldes, matrizes e ferramentas; das empresas fabricantes de mquinas e

    equipamentos especiais, entre outras.

    O ponto B caracteriza as empresas que trabalham com projetos fornecidos pelo cliente. Aqui,

    como no caso anterior, os roteiros de produo, a compra de materiais e a fabricao so definidostambm somente a partir do recebimento do pedido. O fornecimento do projeto, por parte do

    cliente, simplifica as tarefas de planejamento e controle e diminui o tempo total de fabricao. Este

    o caso tpico das empresas de usinagem, por exemplo, que produzem pequenas peas de

    reposio, pequenos equipamentos etc, sob desenho. O ponto b descreve as empresas que alm de

    receberem o projeto, recebem, tambm, os materiais para processamento. Constitui um caso ainda

    mais simplificado que o anterior. o caso, por exemplo, das empresas prestadoras de servios ou

    oficinas de reparos cuja gesto tende a concentrar-se na especificao do servio e na produo,

    propriamente dita.

    O ponto C caracteriza as empresas que se propem a produzir uma linha fechada de produtos

    ou servios. Linha esta, em geral, extensa e heterognea. Como normalmente existe um catlogo

    fechado de produtos, mesmo antes do recebimento dos pedidos, seus respectivos projetos e

    processos de fabricao j so conhecidos. No entanto, como a lista de produtos catalogados

    extensa e heterognea, no usual proceder estocagem prvia das matrias-primas e itens

    componentes mais dispendiosos para todos os produtos em catlogo. Como, em geral, apenas um

    pequeno percentual desta lista est sendo fabricado e este percentual varivel a cada instante de

    tempo, em termos de mix de produo, definir quais as matrias-primas e quais os itens

    componentes devem ser estocados para atender aos pedidos uma tarefa bastante complicada. Na

    prtica, h uma tendncia no sentido de aguardar a confirmao dos pedidos para se efetuar as

    compras. Ou seja, o processo de compras, ou sua parte mais expressiva, somente disparado aps a

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    solicitao ou pedido do cliente ser confirmado, o que evita o risco ou o inconveniente de uma