Arcadismo - Estilo Iluminista
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ARCADISMO - ESTILO ILUMINISTA
A Arcádia e seus pastores - o mundo ideal.


O nome Arcádia remete ao semideus
Arcas, filho de Zeus e da ninfa Calisto. Na
Mitologia Grega, Arcádia era a morada do deus Pã, deus da natureza e padroeiro
dos pastores, considerada com
ideal de inspiração poética.

Os italianos, procurando imitar a lenda grega, criaram a
"Arcádia" em 1690 - uma academia literária que reunia os escritores com a finalidade
de combater o Barroco e difundir os ideais neoclássicos.
Para serem coerentes com certos princípios, como
simplicidade e igualdade, os cultos literatos árcades
usavam roupas e pseudônimos de pastores gregos e reuniam-se em parques e jardins para
gozar a vida natural.Frivolidade

O Cultismo se banalizara com sua preocupação excessiva da forma – acúmulo de ornamentos
de estilo, futilidades de assuntos, obscuridade. A reação é providenciada pelo Arcadismo, que
preconizava:a) livrar as letras do seu aspecto formal: que o
conteúdo se equilibrasse com a técnica da apresentação;
b) dar mais simplicidade e naturalidade à composição;
c) voltar à antiguidade clássica.

Características do Arcadismo
O Arcadismo constitui-se em uma forma de literatura mais simples, opondo-se aos exageros e rebuscamentos do Barroco,
expresso pela frase "Inutilia truncat" ("cortar o inútil"). Os temas também são simples e comuns aos seres humanos, como o amor,
a morte, o casamento, a solidão. As situações mais freqüentes apresentam um pastor abandonado pela amada, triste e queixoso. É a "Aurea mediocritas" ("mediocridade áurea"), que simboliza a
valorização das coisas cotidianas, focalizadas pela razão.Os autores retornam aos modelos clássicos da Antiguidade greco-
latina e aos renascentistas, razão pela qual o movimento é também conhecido como neoclássico. Os seus autores
acreditavam que a Arte era uma cópia da natureza, refletida através da tradição clássica. Por isso a presença da mitologia pagã,
além do recurso a frases latinas.

Inspirados na frase do escritor latino Horácio "Fugere urbem" ("fugir da cidade"), e imbuídos da teoria do "bom selvagem" de
Jean-Jacques Rousseau, os autores árcades voltam-se para a natureza em busca de uma vida simples, bucólica, pastoril, do "locus amoenus", do
refúgio ameno em oposição aos centros urbanos dominados pelo Antigo Regime, pelo Absolutismo monárquico.
Cumpre salientar que essa busca configurava apenas um estado de espírito, uma posição política e ideológica, uma vez que esses autores viviam nos centros urbanos e, burgueses que eram, ali mantinham os seus interesses econômicos. Por isso justifica falar-se em "fingimento poético" no arcadismo fato que transparece no uso dos pseudônimos
pastoris.Além disso, diante da efemeridade da vida, defendem o "Carpe diem",
pelo qual o pastor, ciente da brevidade do tempo, convida a sua pastora a gozar o momento presente.
Quanto à forma, usavam muitas vezes sonetos com versos decassílabos, rima optativa e a tradição da poesia épica.

O Arcadismo é uma escola literária surgida na Europa no século XVIII, razão por que também é denominada como Setecentismo ou
neoclassicismo. O nome "Arcadismo" é uma referência à Arcádia, região bucólica do Peloponeso, na Grécia antiga, tida como ideal de
inspiração poética.A principal característica desta escola é a exaltação da natureza e de
tudo o que lhe diz respeito. Por essa razão muitos poetas do Arcadismo adotaram pseudônimos de pastores gregos ou latinos.
Caracteriza-se ainda pelo recurso a esquemas rítmicos mais graciosos.Numa perspectiva mais ampla, expressa a crítica da burguesia aos
abusos da nobreza e do clero praticados no Antigo Regime.Adicionalmente os burgueses cultuam o mito do homem natural em
oposição ao homem corrompido pela sociedade, conceito originalmente expresso por Jean-Jacques Rousseau, na figura do “bom
selvagem”.

Contexto histórico socialO século XVIII, também referido como “Século das
Luzes”, representa uma fase de importantes transformações no campo da cultura europeia. Na Inglaterra e na França forma-se uma burguesia que passa a dominar economicamente o Estado, através
de um intenso comércio ultramarino e da multiplicação de estabelecimentos bancários,
assenhoreando-se mesmo de uma parte da atividade agrícola. Paralelamente, a antiga Nobreza arruína-se, e o Clero, com as suas intermináveis polêmicas, traz o descrédito às questões teológicas. Em toda a Europa
a influência do pensamento Iluminista burguês se alastra.

Na França, em 1751, começam a ser publicados os volumes da Enciclopédia, que reunia pensadores como Voltaire,
Diderot, D'Alembert, Montesquieu, Rousseau, e que pode ser considerada o símbolo da nova postura intelectual.
A segunda metade do século é marcada pela Revolução Industrial na Grã-Bretanha, pelo aumento da
urbanização de modo geral, e pela independência dos Estados Unidos (1776). Esta, por sua vez,
irá inspirar movimentos de revolta em muitas colônias da América Latina como por exemplo a Inconfidência Mineira,
no Brasil.Na Itália essa influência assumiu feição particular. Conhecida
como Arcadismo, inspirava-se na lendária região da Grécia antiga. Segundo a lenda, a Arcádia era dominada pelo deus Pã e habitada por pastores que, vivendo de modo simples e
espontâneo, se divertiam cantando, fazendo disputas poéticas e celebrando o amor e o prazer.

O século XVIII, em Portugal, é marcado pela crescente divulgação das ideias iluministas, principalmente a partir do apoio que elas tiveram dos governantes D. João V e de seu sucessor D. José I.
O objetivo desses governantes era modernizar a nação, promovendo um conjunto de reformas políticas, econômicas e
culturais capazes de satisfazer os anseios da burguesia mercantil e colonialista e, ao mesmo tempo, equiparar Portugal
novamente às grandes nações europeias. O executor desse projeto de restauração da vida e da cultura
portuguesa foi o ministro Marquês de Pombal, também adepto das ideias iluministas. Para cumprir sua missão de ´´iluminar`` a
nação, Pombal contou com o apoio de diversos intelectuais e cientistas portugueses, em grande parte com formação
estrangeira. Deste grupo destacava-se o Pe. Luís Antônio Verney, cujo projeto de reforma pedagógica, em parte
aproveitada por Pombal, mudou significativamente o cenário científico e artístico português.

Em 1790, foi fundada a Academia de belas Artes, logo após denominada Nova
Arcádia. Esta, três anos mais tarde, publicava algumas obras poéticas de seus
sócios sob o título Almanaque das Musas. Os membros mais importantes
dessa associação foram o brasileiro Domingos Caldas Barbosa, famoso nos ambientes aristocráticos por sua obra
lírica, o poeta satírico padre Agostinho de Macedo e o poeta lírico e satírico Manuel
Maria Barbosa Du Bocage.

Bocage é a maior figura do Arcadismo português. Descendente de família francesa, nasceu em Setúbal (1765). Sua vida é um não acabar de aventuras. Assentou praça na Marinha, com quatorze anos. Fez viagem para o Oriente, levou vida licenciosa na Índia. Em 1789 desertou e passou a vida errante. Viajou para Macau e, na China, reabilitou-se, conseguindo voltar a Portugal no ano de 1790. Lá chegando, sofreu uma grande desilusão ao encontrar sua ´´Gertrúria``(pseudônimo de Gertrudes da Cunha de Eça) casada com seu irmão mais velho, Gil Francisco. Infeliz no amor, sem carreira e com dificuldades financeiras, dedicou-se à vida boêmia e à poesia, tendo publicado, em 1791, o primeiro volume de Rimas.

Em Lisboa, Bocage conviveu com a boa sociedade, foi amigo dos
bons literatos de então, e cultivou crescente número de desafetos.
Entrou para a Nova Arcádia com o pseudônimo Elmano Sadino
(Elmano é o anagrama de Manuel; Sadino é homenagem ao rio Sado,
que passa pela terra natal do poeta). Sua permanência no grupo foi, no entanto, curta: logo passou
a alimentar hostilidades com antigos confrades (Agostinho Macedo e Nicolau Tolentino),
atacando-os fortemente em seus textos satíricos. Frequentou o
botequim das Parras onde pontificava.

Em Lisboa, Bocage conviveu com a boa sociedade, foi amigo dos bons literatos de então, e cultivou crescente número de desafetos. Entrou para a Nova
Arcádia com o pseudônimo Elmano Sadino (Elmano é o
anagrama de Manuel; Sadino é homenagem ao rio Sado, que
passa pela terra natal do poeta). Sua permanência no grupo foi,
no entanto, curta: logo passou a alimentar hostilidades com
antigos confrades (Agostinho Macedo e Nicolau Tolentino),
atacando-os fortemente em seus textos satíricos. Frequentou o
botequim das Parras onde pontificava.

Acusado de ideias suspeitas (mação), mais a influência de inimigos, foi
preso e processado pela Inquisição. Condenado, gastou o tempo na
prisão, traduzindo autores franceses e latinos. Depois de algum tempo na
cadeia, muda de ideia e escreve poemas de arrependimento. Teve momentos de grande ponderação, principalmente quando sua irmã, viúva, foi sustentada por ele. Para
tanto, aceitou emprego de um livreiro que lhe encomendara traduções.
Morreu em 1805, aos 40 anos, vítima de um aneurisma.
Como poeta satírico, Bocage ironizou contemporâneos seus, assim como o
clero e a nobreza decadente. Se o poeta é criticado por muitos pelo tom abusivamente obsceno e erótico de
seus sonetos satíricos, é, entretanto, elogiado por seu espírito repentista.
Levando um velho avarentoUma pedrada num olho,Pôs-se-lhe no mesmo instanteTamanho como um repolho.
Certo doutor, não das dúzias,Mas sim médico perfeito,Dez moedas lhe pediaPara livrar o defeito.
Dez moedas! (diz o avaro)Meu sangue não desperdiço:Dez moedas por um olho!O outro dou eu por isso.

Bocage cultivou todas as formas líricas: odes, canções, elegias, idílios, cantatas, cançonetas,
epigramas, endrechas, alegorias, apólogos, glosas. Foi exímio na composição de fábulas. Também tinha projetos para a épica e para dramaturgia: desejava
cantar, na épica, o descobrimento do Brasil e escrever uma tragédia sobre Vasco da Gama. Mas
esses projetos não se realizaram. O destaque da obra de Bocage concentra-se na poesia lírica dos
sonetos. É considerado exemplar, colocando-se ao lado de Camões e de Antero de Quental, trindade
superior do soneto nas letras portuguesas. Bocage foi espírito erradio, esbanjador de talento (daí a imagem falsa e injusta que a lenda popular tenta cultivar). Foi o poeta mais sentimental e vibrante do seu tempo.

Em alguns momentos, o
lirismo de Bocage revela a orientação do academicismo do século XVIII: a
presença dos pseudônimos
pastoris da mitologia; a ânsia
pelo lócus amoenus, que
simbolizava a fuga à vida citadina
(fugere urbem); e, enfim, as regras
básicas do arcadismo.
Olha, Marília, as flautas dos pastores Que bem que soam, como estão cadentes! Olha o Tejo a sorrir-se! Olha, não sentes
Os Zéfiros brincar por entre flores?
Vê como ali beijando-se os Amores Incitam nossos ósculos ardentes!
Ei-las de planta em planta as inocentes, As vagas borboletas de mil cores.
Naquele arbusto o rouxinol suspira, Ora nas folgas a abelhinha pára,
Ora nos ares sussurando gira:
Que alegre campo! Que amanhã tão clara! Mas ah! Tudo o que vês, se eu te não vira,
Mais tristeza que a morte me causara.

Dentro desta temática, outro procedimento típico
da poesia árcade de Bocage é a comparação
entre a mulher amada e a natureza. Evidentemente, como seria de se esperar,
o resultado de tal processo é a constatação da beleza incomparável
da mulher. Encontramos, ainda, textos em que a
alegria dos amantes é tão grande que pode
despertar a inveja dos próprios deuses.

Grato silêncio, trêmulo arvoredo,Sombra propícia aos crimes e aos amores,Hoje serei feliz! – Longe, temores,Longe, fantasmas, ilusões do medo.
Sabei, amigos Zéfiros, que cedoEntre os braços de Nize, entre estas flores,Furtivas glórias, tácitos favoresHei de enfim possuir: porém segredo!
Nas asas frouxos ais, brandos queixumesNão leveis, não façais isto patente,Que nem quero que o saiba o pai dos numes:
Cale-se o caso a Jove onipotente,Porque se ele o souber, terá ciúmes,Vibrará contra mim seu raio ardente.

No entanto, a solidão, a desilusão amorosa, o
sentimento de desamparo e a dor de
viver contagiaram de tal maneira a sua poesia
que ela acabou se afastando da estética
árcade para se enveredar no campo
dramático e confessional, que
inseriu Bocage num contexto pré-romântico.
Os sonetos mais expressivos de Bocage
têm uma forte atmosfera pessoal, de confissão egocêntrica, de uma dramaticidade
subjetiva intensa.
Meu ser evaporei na vida insana Do tropel de paixões, que me arrastava. Ah! Cego eu cria, ah! mísero eu sonhava
Em mim quase imortal a essência humana.
De que inúmeros sóis a mente ufana Existência falaz me não dourava!
Mas eis sucumbe Natureza escrava Ao mal, que a vida em sua origem dana.
Prazeres, sócios meus e meus tiranos! Esta alma, que sedenta em si não coube,
No abismo vos sumiu dos desenganos.
Deus, ó Deus!... Quando a morte à luz me roube Ganhe um momento o que perderam anos,
Saiba morrer o que viver não soube.

Poesia de ritmos cadentes e
imaginação, muitas vezes com
ressonâncias profundas do soneto de Camões, e muitas vezes ressoando nos
dramáticos sonetos de Antero de Quental.
Poesia de angústias e desesperos. O lócus amoenus árcade é
substituído por um lócus horrendus, com
a natureza espelhando a dor e o sofrimento expressos
pelo eu lírico.
Fiei-me nos sorrisos da ventura, Em mimos feminis, como fui louco! Vi raiar o prazer; porém tão pouco Momentâneo relâmpago não dura.
No meio agora desta selva escura, Dentro deste penedo úmido e oco
Pareço, até no tom lúgubre e rouco, Triste sombra a carpir na sepultura.
Que estância para mim tão própria é esta! Causais-me um doce e fúnebre transporte,
Áridos matos, lôbrega floresta.
Ah! não me roubou tudo a negra sorte: Inda tenho este abrigo, inda me resta
O pranto, a queixa, a solidão e a morte.

Poesias de confidências com a noite, poemas de
amor e de medo sombriamente misturados,
poemas de horror da morte e da morte como
amor. O arrebatamento e o senso de
autodilaceração demonstram quanto sua
poesia já antecipa a atmosfera lúgubre e noturna dos ultra-
românticos. Também o uso reiterado dos
vocativos desvairados extrapola o equilíbrio e a contenção próprias de um
texto neoclássico.
Ó retrato da Morte! Ó Noite amiga, Por cuja escuridão suspiro há tanto! Calada testemunha de meu pranto,
De meus desgostos secretária antiga!
Pois manda Amor que a ti somente os diga Dá-lhes pio agasalho no teu manto;
Ouve-os, como costumas, ouve, enquanto Dorme a cruel que a delirar me obriga.
E vós, ó cortesãos da escuridade, Fantasmas vagos, mochos piadores,
Inimigos, como eu, da claridade!
Em bandos acudi aos meus clamores; Quero a vossa medonha sociedade,
Quero fartar o meu coração de horrores.

O subjetivismo, a valorização da vida
interior, a autocomiseração, o tom confessional –
são essas as novidades
introduzidas por Bocage. Mas isso não significa que Bocage
tivesse passado ao largo das grandes
questões que agitaram o século XVIII. Em vários
poemas, percebemos a defesa das
liberdades e das conquistas
burguesas, que caracterizaram o ideário iluminista.
Liberdade, onde estás? Quem te demora? Quem faz que o teu influxo em nós não caia?
Porque (triste de mim!), porque não raia Já na esfera de Lísia a tua aurora?
Da santa redenção é vinda a hora A esta parte do mundo, que desmaia.
Oh!, venha… Oh!, venha, e trêmulo descaia Despotismo feroz, que nos devora!
Eia! Acode ao mortal que, frio e mudo, Oculta o pátrio amor, torce a vontade,
E em fingir, por temor, empenha estudo.
Movam nossos grilhões tua piedade; Nosso númen tu és, e glória, e tudo, Mãe do gênio e prazer, ó Liberdade!

Não é difícil perceber em Bocage um modelo de
versatilidade poética de seu tempo. Na Academia, um público douto e esnobe a exigir requinte, frieza de
composição, cultura clássica; fora da Nova Arcádia, no calor das ruas, o clima
propício para a denúncia da hipocrisia social, da
corrupção, da politicagem – temas que jamais
apareceriam nos poemas ditados pelas normas
conservadoras do Arcadismo. Com admirável precisão, o
poeta punha o dedo acusador nas chagas sociais de um
país de aristocracia decadente, aliada a um clero
igualmente corrupto, jungidos ambos a uma política interna
e externa altamente anacrônica para aquele
momento.
"Pavorosa ilusão da Eternidade, Terror dos vivos, cárcere dos mortos; De almas vãs sonho vão, chamado Inferno, Sistema da política opressora Freio que a mão dos déspotas, dos bonzos, Forjou para boçal credulidade; Dogma funesto, que o remorso arreigas

O poeta revelou a sua faceta espiritual ao traduzir, em
várias e expressivas composições, a sua
confiança na benevolência de Deus e da Virgem Maria. A índole religiosa de Bocage
vem também contrariar a imagem deturpada que as
pessoas, menos atentas, têm da obra deste poeta.
Consciente do abismo em que frequentemente caía,
implorava diversas vezes o auxilia da Virgem
Santíssima.
Tu, por Deus entre todas escolhida, Virgem das virgens; Tu, que do assanhado
Tartáreo monstro com Teu pé sagrado Esmagaste a cabeça entumecida;
Doce abrigo, santíssima guarida De quem Te busca em lágrimas banhado, Corrente com que as nódoas do pecado Lava uma alma que geme arrependida;
Virgem, de estrelas nítidas c’roada, Do Espírito, do Pai, do Filho Eterno,
Mãe, Filha, Esposa e, mais que tudo, amada:
Valha-me o teu poder e amor materno; Guia este cego, arranca-me da estrada
Que vai parar ao tenebroso inferno!

Bocage, árcade, já é romântico por
temperamento. Se em sua obra encontramos deuses,
Olimpo e muita retórica há, todavia, pureza de emoções,
busca e libertação. Um misto de valores
neoclássicos e pré-românticos, revelando com nitidez a transitoriedade da época em que viveu (1765 a 1805), período marcado por
grandes transformações sociais e culturais, advindas
sobretudo da Revolução Francesa e do florescimento
do Romantismo.
