Apostila te³rica - flauta doce - projeto aprendiz

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    05-Nov-2015
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Apostila utilizada nas aulas de flauta doce, no maanaim de Uberlandia, no ano de 2015. Voltado para a teoria musical, conhecimento do instrumento e pouca aplicação prática (pois outra apostila é utilizada para esse fim). Utilizada como caderno de exercícios e tem algumas avaliações no fim. Montada com imagens encontradas na internet.

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Projeto AprendizFlauta Doce SopranoAluno:________________________________________________ Ano:_______Professora: Ruth Marcela Winter Teixeira

HISTRIA DA FLAUTA DOCEVamos comear com a leitura de Gnesis 04:21 E o nome do seu irmo era Jubal; este foi o pai de todos os que tocam harpa e rgo.Algumas tradues dizem flauta ao invs de rgo, mas sabemos que esse representa o instrumento de sopro, j que o pai do rgo (Hidraulis), data da idade mdia.

o considerado o instrumento mais antigo que j foi encontrado, como nas imagens abaixo. O material delas de osso de abutre e tem cerca de 9000 anos de idade.

CLASSIFICAO DO NOSSO INSTRUMENTO

Os instrumentos so divididos basicamente em quatro famlias:*Cordas*Sopro*Percusso*Eletroacsticos ou eletroeletrnicos

1-Nomeie a famlia de cada um dos instrumentos abaixo:

Ento, j sabemos que nosso instrumento da famlia dos sopros, mas dentro da famlia dos sopros temos mais uma diviso. As madeiras e metais. Qual ser a classe do nosso instrumento, se o que utilizamos feito de resina?_______________________________

FAMLIA DA FLAUTA DOCE

Assim como ns, a flauta tem uma famlia, vamos conhec-la?

Outra diferena entre as flautas a diviso entre barroca e germnica. Alm da digitao em algumas notas serem diferentes, o som da barroca melhor afinado em todas as regies e tonalidades. Quem toca a flauta doce chamado de Dulcista.

PARTES DA FLAUTA

Na flauta doce temos 8 orifcios

COMO SEGURAR A FLAUTA DOCE

A mo esquerda cuida dos trs primeiros orifcios de cima com os dedos indicador, mdio e anelar, alm do orifcio de traz que o dedo tampa. A mo direita cuida dos orifcios de baixo com indicador, mdio, anelar e mindinho. Os orifcios da flauta so tapados com a polpa do dedo, com a mo a mais arredondada possvel.

EMBOCADURA

Repousa-se a flauta sobre o lbio inferior com os orifcios voltados para frente, e o lbio superior cobre apenas o necessrio para que o ar no vaze pela lateral. No se coloca o bico dentro da boca e no morde ou encosta os dentes no bico.

ARTICULAO

A articulao que mais usamos na flauta doce o T, usamos tambm o tucu e turu. A respirao se d com a abertura da boca no sentido vertical.

AFINAO

Confere-se principalmente em conjunto, executa a nota l na regio grave e regula-se abrindo ou fechando a 1 junta.

AQUECIMENTO

necessrio para sons mais afinados e para alcanar agudos. Tapa-se a janela e sopra no bocal com presso, mas com constncia, d para sentir o calor passando pelo corpo da flauta.

CUIDADOS COM A FLAUTA

Por ser de resina, ela no necessita de cuidados como a flauta de madeira, mas deve ser lavada com gua e sabo neutro periodicamente, mas cuidado pois a afinao fica alterada. Evite guardar a sua flauta quando estiver muito mida, para isso use uma flanela para seca-la, nada de ficar balanando a flauta e jogando saliva ao redor. importante tambm que as juntas sejam lubrificadas. Cuidado com tombos, pois a palheta pode sair do lugar.

INICIAO TEORIA

So sete as notas musicais: d, r, mi, f, sol, l e si

Som: tudo o que percebido pelo nosso ouvido

Msica: arranjo de sons e silncio de forma harmoniosa ao ouvido

Caractersticas da msica:Ritmo : pulsao da msica, temposMelodia: sons lineares, uma linha sHarmonia: agrupamento de notas, vrias notas executadas ao mesmo tempo

Propriedades da msica:Timbre: caracterstica particular do somAltura: grave ou agudoDurao: longo ou curtoIntensidade: forte ou fraco

NOTAO MUSICAL

A msica pode ser escrita de trs formas, atravs da partitura, com o nome de cada nota e usando o sistema de cifra.

CifraAlm dos acordes, pode representar uma nota.

DRMIFASOLLASI C D E F G A B

Partitura

Pauta ou pentagrama:

Linhas suplementares:

Clave:

Figuras Musicais:

Partes da figura:

Frmula de compasso:

Compasso:

Barra de compasso:

Barra final:

Ritornelo: Indica repetio de um trecho especficoPonto de aumento:

Compasso anacruse:

LEITURA DO DIAGRAMA DE FLAUTA

USO DA FLAUTA DURANTE O CULTO

INTRODUES

47 - teu sangue

C BC D C BAGAB C BC D C BAG

1107-Deus enviou seu filho amado (Est nas mos...)

GGABBC BAABA((G))

1119- Deixou o esplendor (Tudo perde o valor...)

BBC BG((A))ABC BAG

TOM E SEMITOM

Semitom o menor intervalo entre dois sons (St)Tom a soma de 2 semitons (T)

ALTERAO OU ACIDENTE

o sinal colocado antes da nota para modificar sua entoao. So eles:

Podem aparecer de trs formas:

Fixo:

Ocorrente:

Precauo:

SINAIS GRFICOS

Oitava: uma nota especifica, em uma regio mais baixa ou mais alta. Indicado por um 8va.....

D.C. al Fine (Da capo al fine): Do princpio ao fim

Fine: Fim

Casa 1 e casa 2: aparece geralmente depois do ritornelo quando o fim do primeiro trecho no igual ao segundo.

Coda: Marca um trecho especfico

To coda: indica que se deve voltar ao trecho marcado com o coda.

Segno: Marca um trecho aonde vai voltar no meio da msica

8 ad libidum: oitava a vontade

% : repetir o trecho anterior

LIGADURA

Existem dois tipos de ligadura: Ligadura de prolongamento: os sons ligados so iguais e no devem ser repetidos na execuo. Toca-se o primeiro e segura at o fim da ultima figura ligada.

Ligadura de frase: os sons ligados so diferentes, na execuo no se interrompe o som. Inicia um novo sopro na primeira nota e segura esse sopro at a ultima nota ligada.

DO RE MI FA SOL LA SI DOA mesma funo se executa o ver a palavra Legato.

SINAIS GRAFICOS

Staccato (destacado): os sons devem ser articulados de modo seco. Pode aparecer a palavra staccato, a abreviao stac ou um ponto acima da nota.

Fermata: um sinal que vem acima ou abaixo da nota. Deve ser prolongada a durao do som, vontade. Estando sobre uma pausa recebe o nome de suspenso.

Marcato: as notas so atacadas com muito vigor. ^

Tenuto: sustenta o som rigorosamente at o fim da figura. _

Decrescente: so bem atacadas no comeo, mas logo depois suavizadas. >

SINAIS DE INTENSIDADESo os sinais ou palavras que determinam o grau de intensidade do som. So inmeros, segue os mais usados:

SINAIS DE ANDAMENTOAndamento a velocidade da msica. O metrnomo o instrumento que mede/marca a durao. A unidade de medida usada o B.P.M. (batidas por minuto). Ele pode ser indicado por palavras ou por marcao de uma figura e a velocidade. Alguns para conhecimento:

Junto com o andamento s vezes pode-se aparecer algum termo para alterar o andamento.

E as vezes, em algum trecho especfico o andamento vai ser alterado, para isso temos alguns termos:

QUIALTERASSo grupos de notas que alteram a subdiviso normal de um tempo ou compasso. A quiltera no precisa ser composta de figuras de mesmo valor, podem ser valores diferentes ou pausas. Ela pode aumentar ou diminuir o nmero de notas. Podem ser representados por (usaremos o 3 como exemplo):

ACENTO METRICOPor causa dele reconhecemos se um compasso binrio, ternrio e quaternrio. Basicamente a primeira parte o tempo forte e os demais fracos.

CONTRATEMPOChamamos assim quando as notas executadas ficam no tempo fraco e as pausas no tempo forte. Ela desloca o acento mtrico.

ESCALA CROMTICASequencia de 12 semitons consecutivos.

ESCALA DIATONICA a sucesso de 8 sons consecutivos com intervalos de tom e semitom.

GRAUS DA ESCALACada nota da escala recebe um nome de grau. Na diatnica temos:

I-Tnica *II- SupertnicaIII- MedianteIV- SubdominanteV- Dominante *VI- SuperdominanteVII- Sensvel ou subtnicaVIII- Tnica *

MODOS DA ESCALAVamos pincelar aqui que as escalas podem ser maiores ou menores e dentro da menor ainda temos trs divises, natural, harmnica e meldica.

ARMADURA DE CLAVEJ sabemos que na armadura de clave ficam os acidentes # ou b. Cada um tem uma sequencia fixa para aparecer. A sequencia de sustenidos fa, do, sol, re, la, mi e si. E a sequencia de bemol si, mi, la, re, sol, do e f.

7764 O Senhor te guiar (com uso de 3, j que a segunda nota deveria ser um si)

C D C F E F D C D C D F F G E E E D D CF E F D D D D E F F G E E D CA A Bb C F F G A D D E F A G E D CF F G F F F A G A G A Bb CBb A G F F E F D+ C Bb A G F E G F

ESCALAS MAIORES COM SUSTENIDO

Usamos como modelo a escala de D maior

Divide os tetracordes e a partir do segundo voc tem a prxima escala. Que ser montada a partir do padro TT St TTT St

Comearemos pelo Sol, mas para que esse padro seja obedecido necessrio que um sustenido seja acrescentado ao F.

Temos ento o primeiro acidente da armadura de sustenido.

ESCALAS MAIORES COM BEMOL

Usamos como modelo a escala de D maior

Divide os tetracordes, o primeiro tetracorde da escala atual, ser o segundo tetracorde da prxima escala, que ser montada a partir do padro TT St TTT St.

Completaremos com as quatro notas anteriores e aplicamos a frmula, com isso vemos que necessrio diminuir meio tom no si, por isso colocamos um bemol. Ai est o primeiro acidente da armadura de bemol.LEITURA DE ARMADURA

Quando a armadura de #, para descobrir qual a tonalidade maior, olhamos qual o nome do ultimo sustenido e jogamos uma nota acima. Logo depois s conferir se ela j esta presente na armadura como acidente. Exemplo:Sustenidos que esto na armadura => fa, do, sol, re, la, mi e siEnto o ultimo acidente o si, a prxima nota na sequencia seria o D. Ai conferimos na armadura se ele j foi marcado como acidente. J, ento a tonalidade de D#maior.

Quando a armadura for de