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CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

CENTRO DE FORMAO E APREFEIOAMENTO DE PRAAS

Apostila CONCURSO 2008

PREVENO E COMBATE A INCNDIO

Apostila do CONCURSO/2008 Preveno e Combate a Incndio

SUMRIO CAPTULO 1 HISTRICO DO FOGO CAPTULO 2 COMBUSTO 2.1 Tringulo do Fogo 2.1.1 Combustvel 2.1.2 Fonte de Calor 2.1.3 Comburente (O2) 2.2 Tetraedro do Fogo 2.3 Produtos da Combusto 2.4 Pontos Notveis da Combusto CAPTULO 3 INCNDIO 3.1 Classes de Incndio 3.2 Propores de Incndio 3.3 Causas de Incndio 3.4 Principais Causas de Incndio 3.5 Propagao do Incndio 3.6 Mtodos de Extino 3.7 Agentes Extintores CAPTULO 4 APARELHOS EXTINTORES 4.1 Aparelho Extintor Tipo gua 4.1.1 Extintor de Incndio Porttil de gua-gs (AG) 4.1.2 Extintor de Inc. Porttil de gua Pressurizada (AP) 4.2 Aparelho Extintor Tipo Espuma 4.2.1 Extintor de Inc. Porttil de Espuma Qumica 4.2.2 Extintor de Inc. Porttil de Espuma Mecnica 4.3 Aparelho Extintor Tipo CO2 4.4 Aparelho Extintor Tipo P Qumico Seco (PQS) 4.4.1 Extintor de Incndio Porttil de PQS a Pressurizar 4.4.2 Extintor de Incndio Porttil de PQS Pressurizado CAPTULO 5 PREVENAO 5.1 Cdigo de Segurana Contra Incndio e Pnico 5.2 Sistema Preventivo 5.3 Sistema de Proteo Contra Descargas Atmosfricas (Praraios) 5.4 Escada Enclausurada Prova de Fumaa 5.5 Operao de Preveno Contra Incndio CAPTULO 6 MANEABILIDADE COM MANGUEIRAS 6.1 Material de Estabelecimento 6.1.1 Esguichos 6.1.2 Mangueira 6.1.3 Chave de Mangueira 6.1.4 Divisor 6.2 Estabelecimento do Material no Plano Horizontal 6.2.1 Maneabilidade com Mangueiras 6.2.2 Enrolar 6.2.3 Transportar 6.2.4 Desenrolar 6.2.5 Conectar / Desconectar Pg. Pg. Pg. Pg. Pg. Pg. Pg. Pg. Pg. Pg. Pg. Pg. Pg. Pg. Pg. Pg. Pg. Pg. Pg. Pg. Pg. Pg. Pg. Pg. Pg. Pg. Pg. Pg. Pg. Pg. Pg. Pg. Pg. Pg. Pg. Pg. Pg. Pg. Pg. Pg. Pg. Pg. Pg. Pg. Pg. Pg. 03 04 04 05 07 10 10 12 13 14 14 15 16 17 22 23 24 27 28 28 29 30 30 31 31 32 32 33 34 34 34 38 38 38 39 39 39 41 41 41 42 42 42 42 43 44 1

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6.2.6 Armar Linha de Mangueira 6.2.7 Desarmar Linha de Mangueira 6.2.8 Escoar a gua da Mangueira REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS

Pg. Pg. Pg. Pg.

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CAPTULO 1 HISTRICO DO FOGOO nosso planeta j foi uma massa incandescente, que passou por um processo de resfriamento, at chegar formao que conhecemos. Dessa forma, o fogo existe desde o incio da formao da Terra, passando a coexistir com o homem depois do seu aparecimento. Presume-se que os primeiros contatos, que os primitivos habitantes tiveram com o fogo, foram atravs de manifestaes naturais como os raios que provocam grandes incndios florestais. Na sua evoluo, o homem primitivo passou a utilizar o fogo como parte integrante da sua vida. O fogo colhido dos eventos naturais e, mais da tarde, obtido de intencionalmente sua comida. Nesse perodo, o homem dominava, plenamente, as tcnicas de obteno do fogo tendo-o, porm, como um fenmeno sobrenatural. O clebre filsofo e cientista Arquimedes, nos estudos sobre os elementos fundamentais do planeta, ressaltou a importncia do fogo, concluindo que eram quatro os elementos: o ar, a gua, a terra e o fogo. No sculo XVIII, um clebre cientista francs, Antoine Lawrence Lavoisier, descobriu as bases cientficas do fogo. A principal experincia que forneceu a chave do enigma foi colocar uma certa quantidade de mercrio (Hg - o nico metal que normalmente j lquido) dentro de um recipiente fechado, aquecendo-o. Quando a temperatura chegou a 300C, ao observar o interior do frasco, encontrou um p vermelho que pesava mais que o lquido original. O cientista notou, ainda, que a quantidade de ar que havia no recipiente diminura de 1/5, e que esse mesmo ar possua o poder de apagar qualquer chama e matar. Concluiu que a queima do mercrio absorveu a parte do ar que nos permite respirar (essa mesma parte que faz um combustvel queimar: o oxignio). Os 4/5 restantes eram nitrognio (gs que no queima), e o p vermelho 3 atravs frico

pedras, foi utilizado na iluminao e aquecimento das cavernas e no cozimento da

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era o xido de mercrio, ou seja, o resultado da reao do oxignio com o combustvel. Os seus estudos imutveis, at os dias atuais, possibilitaram o surgimento de estudos avanados no campo da Preveno e Combate a Incndio.

CAPTULO 2 COMBUSTOCombusto uma reao qumica, na qual uma substncia combustvel reage com o oxignio, ativada pelo calor (elevao de temperatura), emitindo energia luminosa (fogo), mais calor e outros produtos. A combusto pode ser classificada em: a) Combusto Lenta: Ocorre quando a oxidao de uma determinada substncia no provoca liberao de energia luminosa nem aumento de temperatura. Ex: ferrugem, respirao, etc. b) Combusto Viva: Ocorre quando a reao qumica de oxidao libera energia luminosa e calor sem aumento significativo de presso no ambiente. Ex: Queima de materiais comuns diversos. c) Combusto Muito Viva: Ocorre quando a reao qumica de oxidao libera energia e calor numa velocidade muito rpida com elevado aumento de presso no ambiente. Ex: Exploses de gs de cozinha, Dinamite, etc. Para fins didticos, nesse curso, adotar-se- o tringulo do fogo como elemento de estudo da combusto, atribuindo-se, a cada lado, um dos elementos essenciais combusto.

2.1 TRINGULO DO FOGOO Tringulo do Fogo uma forma didtica, criada para melhor ilustrar a reao qumica da combusto onde cada ponta do tringulo representa um elemento participante desta reao. Para que exista Fogo, 3 elementos so necessrios: o combustvel, o comburente (Oxignio) e a Fonte de Calor (Temperatura de Ignio).

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2.1.1 Combustvel toda substncia capaz de queimar, servindo de campo de propagao do fogo. Para efeito prtico as substncias foram divididas em combustveis e incombustveis, sendo a temperatura de 1000C para essa diviso, ou seja, os combustveis queimam abaixo de 1000C, e os incombustveis acima de 1000C, isto se deve ao fato de, teoricamente, todas as substncias poderem entrar em combusto (queimar). Os materiais combustveis maus condutores de calor, madeira por exemplo, queimam com mais facilidade que os materiais bons condutores de calor como os metais. Esse fato se deve a acumulao de calor em uma pequena zona, no caso dos materiais maus condutores, fazendo com que a temperatura local se eleve mais facilmente, j nos bons condutores, o calor distribudo por todo material, fazendo com que a temperatura se eleve mais lentamente. Os combustveis podem estar no estado slido, liquido e gasoso, sendo que a grande maioria precisa passar para o estado gasoso, para ento se combinarem o comburente e gerar uma combusto. Os combustveis apresentam caractersticas conforme o seu estado fsico, conforme vemos abaixo: Slidos Lquidos Gasosos Ex: Madeira, Tecido, Papel, Mato, etc. Ex: Gasolina, lcool Etlico, Acetona, etc. Ex: Acetileno, GLP, Hidrognio, etc.

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Combustveis

slidos

-

A

maioria

dos

combustveis no queima no estado slido, sendo necessrio transformar-se em vapores, para ento reagir com o comburente, ou ainda transformar-se em lquido para posteriormente em gases, para ento queimarem. Como exceo podemos citar o enxofre e os metais alcalinos (potssio, magnsio, clcio, etc...), que queimam diretamente no seu estado slido e merecem ateno especial como veremos mais a frente. Combustveis lquidos - Os combustveis lquidos, chamados de lquidos inflamveis, tm caractersticas particulares, como: No tem forma prpria, assumindo a forma Se derramados, escorrem e se acumulam A maioria dos lquidos inflamveis mais Os lquidos derivados de petrleo tm Na sua grande maioria so volteis (liberam vapores a temperatura do recipiente que as contem; nas partes mais baixas; leves que a gua, sendo assim flutuam sobre ela; pouca solubilidade em gua; menores que 20C). Combustveis gasosos - Os gases no tm volume definido, tendendo, rapidamente, a ocupar todo o recipiente em que est contido. Para que haja a combusto, a mistura com o comburente deve ser uma mistura ideal, isto , no pode conter combustvel demasiado (mistura rica) e nem quantidade insuficiente do mesmo (mistura pobre).

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Defini-se ento para cada combustvel os limite da sua mistura ideal, chamados de limites de inflamabilidade, que esto dispostos a seguir: Limite inferior de inflamabilidade (LII) a concentrao mnima de Limite superior de inflamabilidade (LSI) a concentrao mxima de

uma mistura onde pode ocorrer a combusto. uma mistura onde pode haver a combusto. O limite de inflamabilidade varia conforme a substncia, como podemos ver no quadro abaixo: COMBUSTVEL Hidrognio Monxido de carbono Propano Acetileno Gasolina (vapor) ter (vapor) lcool (vapor) 2.1.2 Fonte de Calor Calor uma forma de energia que eleva a temperatura, gerada da transformao de outra energia, atravs de processo fsico ou qumico. Pode ser descrito como uma condio da matria em movimento, isto , movimentao ou vibrao das molculas que compem a matria. A energia de ativao serve como condio favorvel para que haja a reao de combusto, elevando a temperatura ambiente ou de forma pontual, proporcionando com que o combustvel reaja com o comburente em uma reao exotrmica. A energia de ativao pode provir de vrias origens, como por exemplo: Origem nuclear. Ex.: Fisso nuclear Origem qumica. Ex.: Reao qumica(limalha de ferro + leo) Origem eltrica. Ex.: Resistncia(aquecedor eltrico) Origem mecnica. Ex.: Atrito 7 LIMITES DE INFLAMABILIDADE LII (%) 4,0 12,5 2,1 2,5 1,4 1,7 3,3 LSI (%) 75,0 74,0 9,5 82,0 7,6 48,0 19,0

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Calor uma forma de ener