APOSTILA BRIGADA DE INCENDIO

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BRIGADA DE COMBATE DE EMERGNCIA

NDICE

Apresentao Introduo Teoria do fogo Combustveis Oxignio Calor Pontos de temperatura Mtodos de transmisso de calor Mtodos de extino de incndios Classificao dos incndios Aparelhos extintores Mangueiras de incndio Transporte e manuseio Cuidados com as mangueiras Hidrante Esguichos Sistema de segurana Tabela padro dos extintores

02 03 05 05 05 06 06 07 08 09 10 12 12 13 13 14 15 17

Conceito de pronto socorrismo Protocolo suporte bsico da vida Anlise primria Parada respiratria Parada cardaca Estado de choque Hemorragias Fraturas Queimaduras

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BRIGADA DE COMBATE DE EMERGNCIA

APRESENTAOEste manual contm informaes bsicas

necessrias preveno e extino ao princpio de incndio, direcionada a todos aqueles que exercem atividades em qualquer tipo de instalao, tanto industrial quanto comercial, ou a qualquer outra modalidade de servios at mesmo residencial. Situaes que atinjam grandes propores devem ser administradas e resolvidas pelo Corpo de Bombeiros, pois exigem a aplicao de tcnicas especiais sendo necessrio inclusive, um plano de abandono de rea.

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BRIGADA DE COMBATE DE EMERGNCIA

INTRODUOA fim de primar pela segurana, a proteo geral contra fogo divide-se em duas partes: a) A Preveno de Incndios; b) O Combate Eficaz. A Preveno o ato de evitar que ocorra o incndio e o sucesso se d quando a organizao e a educao em todos os setores de atividades atuam em conjunto. O conhecimento das noes bsicas de preveno, praticadas por todos, o nico caminho para evitar acidentes como, por exemplo: Obedincia aos avisos colocados nos locais de perigo; Uso dos locais prprios para as pontas de cigarros e s estopas sujas de leo; Extenses eltricas em condies livres de emendas, de

improvisaes, sem isolao e com pinos prprios; Guarda de lquidos inflamveis em recipientes adequados, e quando vazios armazenados em locais estratgicos para evitar o

derramamento de sobras em locais imprprios; Ordem e limpeza nos locais de trabalho; Escadas, corredores e sadas de emergncia no utilizada como depsitos de materiais. Quando, apesar da preveno, ocorre um princpio de incndio, importante que ele seja combatido de forma eficiente e segura para que sejam minimizadas suas conseqncias. A fim de que esse combate seja eficaz, deve-se ainda: Conhecer os agentes extintores; Saber utilizar os equipamentos de combate a incndio; Saber avaliar o quadro: Incndio ou Princpio de Incndio; Conhecer a melhor atitude a ser tomada.

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BRIGADA DE COMBATE DE EMERGNCIA

TEORIA DO FOGOA QUMICA DO FOGO Lavoisier, um cientista francs, afirmou e demonstrou que o fogo resultado de uma reao Qumica entre o combustvel e o oxignio. A essa reao qumica deu o nome de COMBUSTO. Mas o que reao qumica? Em linguagem bem simples: quando duas substncias diferentes so misturadas e dessa mistura surgem outras substncias totalmente diferentes, a temos a reao qumica. FOGO: uma reao qumica denominada combusto, onde ocorre a decomposio de uma substncia slida, lquida ou gasosa, em presena de um gs comburente (oxignio), liberando energia em forma de luz e calor.

importante no se esquecer que o fogo resultado de uma REACO QUMICA entre combustvel e o oxignio, com a participao do calor.

COMBUSTVELO COMBUSTVEL SLIDO queima-se em sua superfcIe e em sua profundidade, ou seja a queima acontece por fora e por dentro do material. Quando todo o combustvel for consumido, restaro resduos (cinzas). O COMBUSTVEL LQUIDO a combusto s acontece na superfcie. Assim se

O TETRAEDRO DO FOGO

colocarmos fogo num copo contendo lcool ou outro lquido combustvel qualquer, o fogo ir consumindo o lquido, de cima para baixo, at que o combustvel se acabe. Dentro do copo no sobrar nenhum resduo.

LCOOL

A reao qumica COMBUSTO representada por um TETRAEDRO. Cada lado do tetraedro representa um elemento indispensvel para que haja a combusto: O COMBUSTVEL; O COMBURENTE; O CALOR; A REAO EM CADEIA. TETRAEDRO DO FOGO

O GS INFLAMVEL que se encontrar suspenso no ar, em finssimas gotculas, na forma de nvoa, tambm est sujeito a entrar em combusto ao simples contato com uma fagulha e tambm de maneira explosiva.

CARBURENTE (AR)

OXIGNIOCALOR

COMBUSTVEL

REAO EM CADEIA

Mas lembre-se que o tetraedro apenas uma figura didtica que usada para facilitar a compreenso do fenmeno. O

O Oxignio o gs COMBURENTE que d vida chama. Com maior quantidade de oxignio a combusto tambm ser maior, isto , mais intensa, havendo o consumo mais rpido do combustvel e mais quente ser a chama. 4

BRIGADA DE COMBATE DE EMERGNCIAPara nosso estudo consideraremos apenas a seguinte composio do ar, em nmeros redondos: * Nitrognio.......................78,00 % * Oxignio.........................21,00 % * Outros Gases.....................1,00 % total = 100,00 % OBS: Estudos demonstram que o Nitrognio no participa da combusto e que o oxignio o gs que reage quimicamente com o gs emanado do combustvel. No Ponto de Fulgor o combustvel j est produzindo vapores inflamveis, mas a quantidade ainda insuficiente para sustentar a combusto. Ao aproximarmos uma chama junto ao combustvel ele queima-se momentaneamente e, logo a seguir, a chama do combustvel se apaga, por falta do vapor inflamvel.

CALORO calor responsvel pela produo de vapores inflamveis nos corpos combustveis. A temperatura que vai provocar a produo dos vapores inflamveis varia de um combustvel para outro. Maneiras com a qual se adquire o calor: Atrito; Reao qumica; Energia eltrica; Radioatividade.

PONTO DE COMBUSTO No Ponto de Combusto o combustvel est produzindo vapores inflamveis em quantidade suficiente para sustentar a combusto. Ao aproximarmos uma chama junto ao combustvel ele queima-se continuamente, mesmo que retiremos a chama inicial.

O calor o componente que serve para dar incio ao fogo; que mantm e que incentiva a propagao. Os combustveis em geral, precisam ser transformados em gases para queimar, e a quantidade de calor necessrio para vaporiza-los varia de um corpo para corpo. Assim, a gasolina vaporiza a temperatura bem baixa, enquanto que a madeira, o carvo, etc..., exigem mais calor, e assim sucessivamente. Variando o calor, podemos vaporizar quase todos os combustveis. Por outro lado, a temperatura de vaporizao do combustvel no suficiente para queimalo, pois, para isto, precisamos aps a vaporizao, continuar a aquec-los at determinada temperatura varivel para cada corpo.

PONTO DE AUTO-IGNIO Neste ponto o combustvel est produzindo vapores inflamveis e esses vapores esto to aquecidos que, ao simples contato com o oxignio do ar entram em combusto, sem necessidade da chama inicial. (Ex: fsforo branco).

PONTO DE IGNIO DOS COMBUSTVEIS SLIDOS: PONTO DE IGNIO 267 C 218 C 240 C 5

PONTOS DE TEMPERATURAPONTO DE FULGOR

SUBSTNCIAS ALGODO/ABSORVENTE FIBRAS DE MADEIRA FUMO (TABACO)

BRIGADA DE COMBATE DE EMERGNCIAPAPEL DE JORNAL PAPEL SULFITE CARVO DE MADEIRA 235 C 360 C 140/200 C CONVECO: uma forma caracterstica dos fludos. Pelo aquecimento, as molculas expandem-se e tendem a elevar-se, criando correntes ascendentes a essas molculas e corrente descendente s molculas mais frias.POO DO ELEVADOR

Outro conhecimento, indiscutivelmente importante para fazer preveno ou combate a incndios, conhecer as formas de TRANSMISSO DE CALOR.

MTODOS DE TRANSMISSO DE CALORIRRADIAO:

JANELA ABERTA

a transmisso de calor por meio de ondas. Todo corpo quente emite radiaes que vo atingir os corpos frios. O calor do sol transmitido por esse processo. So radiaes de calor as que as pessoas sentem quando se aproximam de um forno quente. Ondas calorficas que se transmitem atravs do espao.

INCNDIO PRIMRIO

INCNDIO SECUNDRIO

SOL

um fenmeno bastante comum em edifcios, pois atravs de aberturas, como janelas, poos de elevadores, vos de escadas, podem ser atingidos andares superiores. Este fenmeno pode ocorrer tanto no plano vertical como no plano horizontal. o processo de transmisso de calor, que se faz atravs da circulao de um meio transmissor, gs ou lquido. o caso da transmisso do calor, atravs da massa de ar ou gases quentes, que se deslocam do local do fogo, podendo provocar incndios em locais distantes do mesmo. A proteo contra incndios, decorrentes de calor transmitido por conveco feita de forma a no deixar acumular ar ou gases quentes em locais que possuam combustveis, principalmente os de baixos pontos de ignio. REAO EM CADEIA O fenmeno qumico do fogo uma reao que se processa em cadeia. Aps a partida inicial mantida pelo calor produzido durante o processamento da reao. Assim na combusto do Carbono (C) para a formao de Dixido de Carbono (CO2), temos a seguinte reao: A cadeia de reao formada durante o fogo, propicia a formao de produtos intermedirios instveis, principalmente 6

LUPA PAPEL

CONDUO: A propagao do calor feita de molcula para molcula do corpo, por movimento vibratrio. A taxa de conduo do calor vai depender basicamente da condutividade trmica do material, bem como de sua superfcie e espessura. importante destacar a necessidade da existncia de um meio fsico.

ALGODO METAL

MATERIAL ISOLANTE

BRIGADA DE COMBATE DE EMERGNCIAradicais livres, prontos para combinarem com outros elementos, dando origem a novos radicais, ou finalmente a corpos estveis. Conseqentemente nas reas de fogo, sempre temos radicais livres, a quem cabe a responsabilidade de transferncia de energia qumica em calorfica, decompondo as molculas ainda intactas e, desta maneira, provocando a propagao do fogo, numa verdadeira reao. Conhecido o "TETRAEDRO DO FOGO", conclumos que so 4 as condies para que haja fogo. Portanto, basta retirar um dos lados do tetraedro do fogo e ele se extinguir. Portanto so 04 (