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UFAL 2011 2 ANO 1

Nome: Inscrio:

Identidade: rgo Expedidor:

Assinatura:

COMISSO DE PROCESSOS SELETIVOS E TREINAMENTOS

LEIA COM ATENO

2o ANO DO ENSINO MDIO

01. S abra este caderno aps ler todas as instrues e quando for autorizado pelos fiscais da sala. 02. Preencha os dados pessoais. 03. O Caderno de Prova consiste de 40 questes de mltipla escolha e 4 Questes Abertas (Discursivas).

Caso no esteja completo, solicite outro ao fiscal da sala. No sero aceitas reclamaes posteriores.

04. No coloque o seu nmero, nome ou assinatura em qualquer local da FOLHA DE RESPOSTAS. Isto o(a) identificar e, consequentemente, anular sua Prova.

05. Assinale a resposta de cada questo no corpo da prova e, s depois, transfira os resultados para a FOLHA DE RESPOSTAS.

06. No sero consideradas as Questes Abertas (Discursivas) respondidas fora do espao destinado a cada questo.

07. Para marcar a folha de respostas, utilize apenas caneta esferogrfica azul ou preta e faa as marcas de acordo com o modelo . A marcao da folha de respostas definitiva, no admitindo rasuras.

08. No risque, no amasse, no dobre e no suje a folha de respostas, pois isto poder prejudic-lo. 09. No ser permitida qualquer espcie de consulta. Os fiscais no esto autorizados a emitir opinio nem

a prestar esclarecimentos sobre o contedo das provas. Cabe nica e exclusivamente ao candidato interpretar e decidir.

10. A durao desta Prova de 03 (trs) horas e 40 (quarenta) minutos, tempo para responder todas as questes e transferir os resultados para a FOLHA DE RESPOSTAS.

11. A correo da prova ser efetuada levando-se em conta EXCLUSIVAMENTE o contedo das FOLHAS DE RESPOSTAS.

12. Ao trmino da Prova, devolva mesa de fiscalizao este Caderno de Provas, juntamente com a FOLHA DE RESPOSTAS, e assine a Lista de Presena. No separe a FOLHA DE RESPOSTAS das Questes de Mltipla Escolha da FOLHA DE RESPOSTAS das Questes Abertas (Discursivas).

13. Se a Comisso verificar que a resposta de uma questo dbia ou inexistente, a questo ser posteriormente anulada, e os pontos, a ela correspondentes, atribudos a todos os candidatos.

Pr-Reitoria de Graduao PROGRAD Comisso Permanente do Vestibular - COPEVE

PROCESSO SELETIVO 2011

UFAL 2011 2 ANO 2

Portugus/Literatura

TEXTO 1

Sujeito, interao e sentidos Ao longo das ltimas dcadas, os estudiosos da linguagem verbal passaram a considerar fundamental entend-la como uma prtica social humana, que envolve interao entre sujeitos. A palavra prtica, aqui, indica uma ao que feita com regularidade. J a palavra sujeito remete a um indivduo marcado por uma histria, por crenas, valores, conhecimentos. A palavra interao indica ao que se realiza na relao com um outro. Pois bem: os sujeitos em interao produzem linguagem e, ao mesmo tempo, so constitudos por ela. O que isso significa?

Mais do que a simples expresso do pensamento ou instrumento de comunicao, a linguagem expressa e cria a identidade dos falantes. (...)

A linguagem, portanto, no pode ser separada dos sujeitos, e vice-versa. Ela est inserida no universo das relaes humanas, no embate entre sujeitos, que, a todo momento, reavaliam posies, ideias, emoes e intenes.

Interao viva entre sujeitos em constante transformao, a linguagem cria sentidos e, at mesmo, sentidos pouco previsveis. Por isso, insuficiente aquele esquema tradicional dos Elementos da Comunicao, segundo o qual um remetente emite uma mensagem pronta, uma espcie de pacote a ser recebido por um destinatrio, como se esses sujeitos no se modificassem durante a interao, e os sentidos daquilo que eles dizem j estivessem prontos.

Assim, em vez de remetentes e destinatrios, falemos em interlocutores, ou seja, em sujeitos constitudos na interao pela linguagem, sujeitos que produzem efeitos de sentido em um contexto social e histrico especfico. Alm disso, admitamos uma linguagem que se vai fazendo nesses contextos sociais de interao.

Em suma, a linguagem que est sempre em movimento e constituindo-se uma prtica social humana de interao entre sujeitos. Por meio dela os interlocutores constroem e expressam sua identidade, em situaes de uso ocorridas em contextos scio-histricos determinados.

(Ricardo Gonalves Barreto. Portugus ser protagonista. So Paulo: Edies, 2010, p. 217. Adaptado).

01. A anlise dos componentes lingusticos do Texto 1 palavras e constituintes morfossintticos nos permite chegar a algumas concluses. Por exemplo:

1) em: a linguagem expressa e cria a identidade dos falantes, pode-se admitir mais de uma funo para a linguagem; a conjuno e autoriza essa interpretao.

2) no trecho: em vez de remetentes e destinatrios, falemos em interlocutores, e com base na expresso sublinhada, percebe-se a proposta de uma outra concepo do fenmeno em anlise.

3) a partir do trecho: os sujeitos em interao produzem linguagem e, ao mesmo tempo, so constitudos por ela, pode-se dizer que a linguagem se realiza em um movimento simultneo de dupla direo.

4) os travesses usados em: a linguagem que est sempre em movimento e constituindo-se

uma prtica social humana separam um trecho explicativo.

5) o trecho O que isso significa? tem uma funo, de fato, interrogativa, uma vez que a resposta esperada desconhecida pelo autor e essencial para a compreenso do texto.

Esto corretas:

A) 1, 2, 3, 4 e 5 B) 1, 2, 3 e 4 apenas C) 2, 3, 4 e 5 apenas D) 1 e 5 apenas E) 2, 3 e 5 apenas

Resposta: B

Justificativa:

A) Correta. De fato, a presena da conjuno e autoriza a interpretao de que a linguagem tem mais de uma funo.

B) Correta. A palavra interlocutores j indica que a concepo de linguagem em foco supera os esquemas da mera transmisso mecnica de informaes.

C) Correta. A expresso ao mesmo tempo uma pista para a interpretao de que a linguagem se realiza em um movimento simultneo; a conjuno e autoriza a concluso de que ela se realiza em uma dupla direo.

D) Correta. A funo dos travesses usados no trecho a de separar um trecho explicativo.

E) Incorreta. A interrogao em questo constitui apenas uma estratgia retrica de aguar o interesse do leitor.

02. A compreenso de um texto deriva, sobretudo, de sua insero em um contexto social de interao. Isso no significa que seja irrelevante o material lingustico que o constitui. Assim, articulando os elementos contextuais e o material lingustico do Texto 1, podemos afirmar que:

1) o discurso indireto , neste caso, mais adequado ao tipo e ao gnero de texto escolhido do que o discurso direto, por exemplo.

2) existem na palavra interlocutores marcas morfolgicas que expressam a compreenso da linguagem como uma atividade social.

3) a palavra interao, que uma palavra chave para a coerncia do texto, pode ser vista como resultado de uma prefixao.

4) o termo sujeito, conforme a concepo expressa no texto, designa um ser homogneo, unvoco, inteiramente autnomo.

5) uma espcie de movimentos contrrios pode ser vista nas palavras sublinhadas no seguinte trecho: Por meio dela (da linguagem) os interlocutores constroem e expressam sua identidade.

Esto corretas:

A) 1, 2, 3 e 5 apenas B) 2, 3 e 4 apenas C) 3 e 5, apenas D) 1, 2 e 4, apenas E) 1, 2, 3, 4 e 5

Resposta: A

Justificativa:

A) Correto. Realmente, o discurso indireto , neste

UFAL 2011 2 ANO 3

caso, mais adequado ao tipo e ao gnero de texto escolhido do que o discurso direto, que seria mais apropriado, por exemplo, em um texto narrativo ou numa entrevista.

B) Correto. Tanto o prefixo presente na palavra quanto o sinal de plural indiciam a compreenso de que a linguagem uma atividade social.

C) Correto. A palavra interao constitui uma palavra chave para a coerncia desse texto. Alm disso, ela pode ser vista como resultado de uma prefixao (inter+ao)

D) Incorreto. O sujeito pensado para a viso conceitual em apreo aquela de um sujeito que produze efeitos de sentido em um contexto social e histrico especfico. Logo, ele no homogeneo nem tampouco autnomo.

E) Correto. De fato, construir e expresar implicam movimentos contrrios: o que est indicado nos sentidos dos prprios prefixos.

03. Segundo o texto, o esquema tradicional dos Elementos da Comunicao insuficiente, porque:

A) no permite a percepo da linguagem como algo dinmico e incompleto.

B) privilegia apenas o destinatrio na criao dos sentidos expressos na mensagem.

C) permite a criao de novos sentidos, por vezes, sentidos imprevisveis.

D) compromete a recepo de mensagens que se deseja sejam entendidas sem modificao.

E) concebe as mensagens como algo que se pode modificar durante a sua transmisso.

Resposta: A

Justificativa:

A) Correto. De fato, a insuficincia do tradicional esquema da comunicao deriva do fato de ele no permitir a percepo da linguagem como algo dinmico e incompleto.

B) Incorreto. No esquema em questo, o destinatrio no contemplado na criao de novos sentidos.

C) Incorreto. A inflexibilidade na criao de novos sentidos exatamente a maior insuficincia do esquema em anlise.

D) Incorreto. A recepo de mensagens que se prev neste esquema aquela da transmisso exata.

E) Incorreto. Como j foi apontado, a flexibilidade na transmisso da mensagem no prevista neste esquema.

04. Com base na coerncia lingustica requerida para os enunciados seguintes, identifique aquele em que as exigncias da regncia verbo-nominal foram observadas.

A) O meio o qual cada indivduo constri e expressa sua identidade a linguagem.