ANLISE DA RELA‡ƒO ENTRE AS INSPE‡•ES ROTINEIRAS EM .2.3 AS PATOLOGIAS EM...

download ANLISE DA RELA‡ƒO ENTRE AS INSPE‡•ES ROTINEIRAS EM .2.3 AS PATOLOGIAS EM PONTES As patologias

of 24

  • date post

    09-Dec-2018
  • Category

    Documents

  • view

    215
  • download

    0

Embed Size (px)

Transcript of ANLISE DA RELA‡ƒO ENTRE AS INSPE‡•ES ROTINEIRAS EM .2.3 AS PATOLOGIAS EM...

Anais do 14 Encontro Cientfico Cultural Interinstitucional - 2016 1

ISSN 1980-7406

ANLISE DA RELAO ENTRE AS INSPEES ROTINEIRAS EM PONTES DE

CONCRETO ARMADO E A QUEDA DE UMA PONTE

VOLPATTO, Vincius Eugnio.1

SALGADO, Lincoln.2

RESUMO

Obras de arte especiais so estruturas de grande porte, tais como pontes, viadutos e tuneis, sendo estas estruturas to

singulares no contexto econmico e social de uma nao, as mesmas merecem adequado emprego de medidas que

venham a dar-lhes longevidade e principalmente segurana, devido a esta importncia destacada, a aplicao de

mtodos de conservao e manuteno vem essencialmente garantir esta longevidade. Objetivando verificar se os

mtodos de inspeo rotineira de obras de arte especiais fornecem subsidio suficiente para que aes preventivas e

corretivas possam ser aplicadas, foram comparados os dados da ltima inspeo rotineira de uma ponte localizada em

uma estrada rural do oeste do Paran e que veio a ruptura, com os pareceres tcnicos inerentes a esta ruptura, afim de

verificar se os elementos apontados na inspeo rotineira estavam relacionados com a ruptura da estrutura. Foi possvel

determinar que a inspeo rotineira, apontou diversas patologias significativas em elementos estruturais de expressiva

importncia, por exemplo, oxidao da armadura dos chumbadores e eflorescncias em diversos locais. Os pareceres

tcnicos elaborados aps a ruptura da ponte, indicaram principalmente como possvel fator de queda a presso da gua

sobre a cabeceira do aterro e sobrecarga na estrutura fragilizada pela oxidao da armadura, portanto pode-se afirmar

que os resultados oriundos das inspees rotineiras, fornecem o subsidio necessrio para que se garanta a maior vida til

e serventia destas pontes, pode-se observar tambm que as aes indicativas da inspeo realizada no foram

executadas o que certamente contribuiu para a ruina da estrutura. A ineficiente ou precria poltica e estratgia de

manuteno na construo civil ocasionam graves consequncias com referncia aos riscos aos usurios finais das

obras. A administrao pblica deve garantir ao usurio de uma obra de arte especial princpios de acessibilidade e

segurana, por fora de um direito primrio constitucional, o direito de ir e vir, portanto, pode-se afirmar com a

realizao deste estudo, que uma maneira muito eficiente de se garantir isso, atravs dos empregos dos mtodos de

conservao e manuteno que so auxiliados pelos laudos de inspees rotineiras.

.

PALAVRAS-CHAVE: Ruptura, Ponte, Patologias, Inspeo Rotineira.

1. INTRODUO

De acordo com a norma DNIT 010/2004 PRO, pontes so estruturas que incluem apoios

edificados sobre uma obstruo ou uma depresso que sustenta uma pista para passagem de

veculos e tambm outras cargas mveis, alm de possurem um vo livre que medido ao longo do

eixo da rodovia superior a seis metros.

1Vincius Eugnio Volpatto. E-mail:vini.volpatto@hotmail.com 2Lincoln Salgado. E-mail:salgadozout@hotmail.com

2 Anais do 14 Encontro Cientfico Cultural Interinstitucional 2016

ISSN 1980-7406

Segundo Oliveira (1999) citado por Laner (2001), pontes e viadutos so elementos de

fundamental importncia para o transporte de cargas em rodovias, alm de serem indispensveis

para o escoamento da produo do Brasil. Ademais, so responsveis por fazerem a conexo nos

pontos de difcil acesso das estradas, garantindo uma trajetria ininterrupta.

J Loureno (2009) diz que pontes e viadutos so obras de arte especiais que esto sujeitas

ao de diversas patologias da construo, em funo do seu uso constante e tambm pela falta de

programas preventivos de manuteno em grande parte dos casos. O autor ainda cita que a

ocorrncia de problemas patolgicos um fenmeno regular dentre as pontes e viadutos em todo

mundo e que os procedimentos de inspeo constituem uma etapa indispensvel na manuteno de

uma estrutura e devem levar em considerao as particularidades da construo.

No mesmo sentido, Giovannetti (2014) entende que pontes e viadutos so conhecidos como

obras de arte especiais, sendo constantemente danificados por diversos fatores que podem

influenciar em sua estrutura, assim como ocorre com qualquer outra construo. Por isso, visando

corrigir e evitar manifestaes patolgicas, fundamental a realizao de vistorias sistemticas para

investigar a capacidade e o desempenho das obras de arte, conter ou impedir sua deteriorao, a

ocorrncia de graves acidentes e at mesmo o colapso da estrutura (GIOVANNETTI, 2014).

Outros autores tambm citam a importncia de programas preventivos de manuteno de

pontes e viadutos, como no caso de Laner (2001) que diz que a ao preventiva tem uma vital

importncia para que se possa monitorar as condies de obra e evitar, atravs da manuteno, que

os problemas existentes evoluam, conservando dessa forma o enorme capital representado pelas

obras de arte.

A falta de estratgias focadas para a conservao de obras pblicas por parte dos governos,

em todas as esferas, faz com que os responsveis por tais obras se empenhem apenas com a sua

execuo, deixando de lado qualquer questo voltada sua conservao e manuteno. O exemplo

mais notrio so as pontes e viadutos que fazem parte da malha rodoviria brasileira (VITRIO,

2006).

A ineficiente ou precria poltica e estratgia de manuteno na construo civil ocasionam

graves consequncias com referncia aos riscos aos usurios finais das obras, sendo o Brasil a maior

prova disso, principalmente nos grandes centros, onde pontes e viadutos esto em pssimas

Anais do 14 Encontro Cientfico Cultural Interinstitucional - 2016 3

ISSN 1980-7406

condies, pois no existe nenhum acompanhamento ou manuteno das estruturas, alm do uso

imprprio agravar ainda mais a situao (VEIGA, 2007).

2. REFEERNCIAL TERICO OU FUNDAMENTAO TERICA

2.1 A ESTRUTURA DE PONTES

De acordo com o manual 709 do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte

(DNIT), que aborda as inspees de pontes rodovirias, a grande maioria das pontes possuem

apenas trs componentes bsicos, conforme descritos a seguir.

2.1.1 O Estrado

O estrado possui uma funo estrutural de transferncia de cargas, sejam elas, permanentes ou

mveis, para outros componentes da ponte, sendo composto por lajes e um sistema estrutural

secundrio capaz de permitir um trfego seguro e fluente. Os materiais utilizados para a construo

de um estrado de ponte podem ser de madeira, concreto ou ao.

2.1.2 A Superestrutura

o componente da ponte que sustenta o estrado e possui funo estrutural de transmitir a

carga proveniente do estrado ao longo dos vos e apoios. Suas cargas podem ser transmitidas para

os apoios por compresso, trao ou flexo, podendo tambm ocorrer dos trs modos ao mesmo

tempo.

Seguindo essa caracterizao, ainda se podem agrupar as pontes em trs grupos bsicos, que

so abaixo discriminados.

2.1.2.1 As Pontes em Vigas

Leonhardt (1979) as classifica como pontes com vigas sobre dois apoios simples, vigas bi

4 Anais do 14 Encontro Cientfico Cultural Interinstitucional 2016

ISSN 1980-7406

apoiadas com balanos ou vigas contnuas, sendo que a primeira isosttica, organizando-se em um

vo apenas ou em uma srie, enquanto a segunda semelhante a primeira, mas com diferencial na

maneira da distribuio dos esforos de momento, que so ao longo da estrutura em funo do

balano.

2.1.2.2 As Pontes em Arco

As pontes em arco transferem as cargas por solicitaes inclinadas de compresso, sendo o

material de construo em madeira, concreto ou ao. A execuo deste tipo de estrutura permite o

emprego de concreto armado convencional em vos com grandes comprimentos, alm de reduzir o

consumo do material (IPR, 2004).

2.1.2.3 As Pontes Pnsil e Estaiadas

Configuram-se quando as solicitaes de trao dos cabos de suspenso so transferidas s

ancoragens na infraestrutura, aps terem provocado nas torres intermedirias solicitaes de

compresso (IPR, 2004).

So estruturas que acomodam maiores vos livres entre os apoios, sendo compostas por um

tabuleiro contnuo, mantido por cabos metlicos chamados de pendurais que, por sua vez, so

ligados ao cabo metlico principal (VASCONCELOS, 1993).

2.1.3 A Infraestrutura

A infraestrutura da ponte o elemento que envolve todos os componentes que sustentam a

superestrutura da ponte. Sua funo a de transferncia das cargas de superestrutura e tambm de

sua prpria carga para a fundao (IPR, 2004).

2.2 A CLASSIFICAO DE PONTES POR MATERIAL DA SUPERESTRUTURA

Anais do 14 Encontro Cientfico Cultural Interinstitucional - 2016 5

ISSN 1980-7406

2.2.1 As Pontes de Madeira

De modo geral, as pontes de madeira seguem o mesmo sistema estrutural de outros materiais,

porm so muito mais versteis e leves. Devido a esse fato, existem solues nicas para

determinadas situaes (CALIL, 2006).

2.2.2 As Pontes de Alvenaria

As pontes de alvenaria possuem uma vida muito longa, tanto que inmeras esto em

funcionamento h sculos, devido a sua forma e aos materiais empre