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  • Abordagem familiar e instrumentos para profissionais da Ateno Primria Sade

    Carmen Luiza Correa Fernandes e Lda Chaves Dias Curra Mdicas de Famlia e Comunidade / Terapeutas de Famlia e Casais Porto Alegre - 2011

    5

  • O que o ciclo de vida familiar?

    So as etapas de evoluo da vida que todos passamos.

    Situaes de vida com problemas previsveis e que precisamos resolver

    para evoluirmos como pessoas. A resposta adequada a esses problemas

    resulta no bem-estar individual e familiar.

  • As etapas do ciclo de vida podem ser:

    Previsveis (chamadas crises evolutivas) Nascimento Casamento!

  • No-Previsveis (chamadas crises acidentais)

    Ex: desemprego, doena, morte acidental!!!

  • O ciclo de vida familiar (o desenvolvimento da famlia) fornece um modelo para acessar rapidamente as preocupaes do

    desenvolvimento do paciente e da famlia.

  • Os estgios do ciclo de vida da famlia refletem as funes biolgicas do crescimento das crianas.

  • Os estgios sofrem modificaes conforme a variao tnica e cultural da famlia.

  • Ao longo de sua trajetria, a famlia passa por vrios estgios que se caracterizam por etapas que,

    necessariamente, provocam mudanas na organizao do sistema familiar.

    So considerados estgios previsveis as situaes esperadas no desenvolvimento da vida familiar e

    imprevisveis os fatos inesperados que alteram o tempo e as funes da famlia, de forma a modificar o seu

    ciclo.

  • As distintas etapas do ciclo de vida familiar so marcadas por eventos que se referem s mudanas

    estruturais da famlia.

    A cada fase do ciclo da vida, a famlia pode enfrentar uma situao nova (associada a um evento), que desafie as antigas modalidades de funcionamento,

    ocorrendo, neste momento, a necessidade de uma nova ordem familiar.

  • As diferentes etapas do ciclo da vida exigem da famlia uma srie de ajustamentos para que esta possa cumprir

    sua funo e permitir que seus membros cresam livres e autnomos.

    Quando uma famlia no consegue realizar esses ajustes, bloqueia uma etapa do ciclo vital, interrompe a

    evoluo e podem surgir problemas e perturbaes, expressando uma disfuno momentnea pela

    dificuldade de enfrentar o evento.

  • Por que conhecer o Ciclo Vital ?

    O profissional de sade utiliza o conhecimento do ciclo vital como uma ferramenta para entender a pessoa, sua famlia e seu contexto ao longo do

    tempo.

  • Por que conhecer o Ciclo Vital ? Identificar a fase da famlia em um dado

    momento, avali-la atravs da longitudinalidade, observar a mudana e a reorganizao na passagem de uma fase a

    outra, oferecendo ajuda, se necessrio.

  • ampliar a capacidade de resolver situaes conflituosas (crises) e de desenvolvimento do

    sistema. Detectar situaes disfuncionais.

    OBJETIVOS:

  • Fortalecer papis e funes. Promover resilincia.

    Melhorar canais de comunicao.

    OBJETIVOS:

  • O que possvel conhecer atravs do ciclo vital?

    Histria

  • Crises...

    O que possvel conhecer atravs do ciclo vital?

  • Projetos, expectativas e recursos

    O que possvel conhecer atravs do ciclo vital?

  • Adaptabilidade Funcionalidade

    Resilincia Fatores de risco

    e de Proteo

    O que possvel conhecer atravs do ciclo vital?

  • Ciclo de vida da classe mdia: 1- Saindo de casa / adulto independente;

    2- Novo casal;

    3- Famlias com filhos pequenos;

    4- Famlias com adolescentes;

    5- Lanando os filhos e seguindo em frente;

    6- Famlias no estgio tardio da vida.

    Ciclo de vida da classe popular: 1- Jovem adulto sozinho;

    2- Famlias com filhos;

    3- Fase da av.

  • Estgio Processo emocional Mudanas necessrias

    1. Saindo de casa: jovens solteiros Aceitar a responsabilidade emocional e financeira (eu).

    a) Diferenciar-se da famlia; b) Desenvolver relacionamentos ntimos com

    adultos iguais; c) Estabelecer-se financeiramente.

    2. O novo casal Comprometimento com o novo sistema. a) Formar sistema marital; b) Realinhar relacionamentos, incluir cnjuge.

    3. Famlias com filhos pequenos Aceitar novos membros no sistema. a) Ajustar o sistema conjugal para criar espao para os filhos;

    b) Unir-se nas tarefas de educao dos filhos , financeiras e domsticas;

    c) Incluir papis de pais e avs.

    4. Famlias com adolescentes Aumentar a flexibilidade das fronteiras familiares para incluir a independncia dos filhos e fragilidade dos avs.

    a) Modificar o relacionamento com os filhos; b) Procurar novo foco nas questes conjugais

    e profissionais; c) Comear a mudana no sentido de cuidar a

    gerao mais velha.

    5. Lanando os filhos e seguindo em frente

    Aceitar vrias sadas e entradas no sistema familiar.

    a) Renegociar o sistema conjugal como dade; b) Desenvolver relacionamento dos adultos e

    destes com os filhos; c) Realinhamento dos relacionamentos para

    incluir parentes por afinidade e netos; d) Lidar com a incapacidade e morte dos pais

    (avs).

    6. Famlias no estgio tardio da vida Aceitar a mudana dos papis em cada gerao. a) Manter o funcionamento e interesses prprios e/ou do casal em face do declnio biolgico;

    b) Apoiar um papel mais central da gerao do meio;

    c) Abrir espao para a sabedoria dos idosos, apoiando-a sem superfuncionar por ela;

    d) Lidar com as perdas.

    Tabela adaptada de: Mnica McGoldrick

  • CICLO VITAL DA CLASSE POPULAR

    Famlia em constituio, com filhos pequenos. Famlia com filhos adolescentes. Famlia no estgio tardio.

  • Caractersticas das famlias de baixa renda que devem ser consideradas para leitura do

    genograma Relaes de curta durao. Nascimentos sem planejamento. Alto ndice de morbi-mortalidade (deficincia da rede de apoio e de infra-estrutura).

    Morte precoce e doenas incapacitantes.

    Instabilidade e violncia familiar. Maior incidncia de sofrimento

    psquico.

  • Consanguinidade o lao mais importante. Os papis so assumidos precocemente, independente da capacidade de

    autonomia. Famlias ampliadas chefiadas por uma av geralmente. O ciclo familiar abreviado. Disputa e conflito entre a me e a pessoa que tem direito de disciplinar a

    criana tambm. Problemas com a propriedade e habitao. Existe uma relao inversamente proporcional entre pobreza e capacidade de

    cuidar dos seus membros.

  • As crianas da classe popular e seu contexto

    Insegurana e menos-valia fazem parte da sua representao simblica.

    Modelos parentais freqentemente esto fora da famlia.

    A criana propriedade do adulto.

    A manuteno obrigao exclusiva do pai biolgico.

    Quebra precoce dos vnculos e troca de papis sociais sem demarcao/ rito de passagem.

  • A responsabilidade pela criao das crianas pode no ser exclusiva dos pais, freqentemente ela feita pela pessoa que tem mais condies num determinado momento.

    A escolaridade no constitui uma

    alternativa para a vida adulta. A ausncia de um dos progenitores

    menos importante do que a qualidade da relao com o progenitor presente.

    A ausncia da figura marido/pai ocorre em

    25%das famlias, no mnimo.

  • Os bens materiais pertencem ao homem e tem valor simblico como veculo de sua autoridade. Os relacionamentos homem-mulher so inerentemente instveis, sem normas claras de convivncia e comportamento, com papeis confusos e mal estruturados, promovendo uma freqente troca de parceiros e uma inadequada interao intra e extra familiar.

  • Depresso( em mulheres 3x maior e o impacto negativo acumulado produz desesperana crnica, o que as torna mais vulnerveis depresso frente a novas perdas).

    Desemprego e despreparo para o mercado de trabalho. Dependncia de lcool e outras substncias qumicas. Delinqncia. Dependncia de estruturas governamentais.

  • BIBLIOGRAFIA Andolfi, Maurizio. Manual de Psicologia Relacional. Corporacin Andolfi Gonzalez, 2003. Carter B,Mc Goldrick M. As mudanas no ciclo de vida familiar.Porto Alegre:

    ARTEMED;1999. Education for General Practice. Volume 9, Number 2, Pages 165-290. Falceto O, Fernandes C, Wartchow E. O mdico, o paciente e sua famlia .In:Duncan B.

    Medicina Ambulatorial. Porto Alegre: ARTEMED;2004. P 115/24 FERNANDES, Carmen Luiza C; CURRA, Lda C.D. FERRAMENTAS DE ABORDAGEM DA

    FAMLIA. In: Sistema de Educao Mdica Continuada a Distncia. PROMEF. Ciclo 1, Mdulo 3. Organizado pela Sociedade Brasileira de Medicina de Famlia e Comunidade. Porto Alegre: Artmed/Panamericana Editora, 2006. p. 11 41.

    McWhinney. A textbook of Family Medicine. Second Edition. Oxford. 1997. Minuchin P, Colapinto J, MinuchiS.Trabalhando com famlias pobres. Porto Alegre:

    ARTEMED;1999. Nichols, Michael P.; Schwartz, Richard C. Terapia Familiar / Conceitos e Mtodos. Artmed,

    1998. Prado LC. Famlias e teraputas construindo caminhos. Porto Alegre:ARTEMED; 1996. Psicoterapia - abordagens atuais.Porto Alegre: ARTEMED;1998.p.171/85.

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