Abnt - Nbr 13968 - Embalagem Rigida Vazia de Agrotoxico - Procedimentos de Lavagens

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Copyright © 1997, ABNT–Associação Brasileira de Normas Técnicas Printed in Brazil/ Impresso no Brasil Todos os direitos reservados Sede: Rio de Janeiro Av. Treze de Maio, 13 - 28º andar CEP 20003-900 - Caixa Postal 1680 Rio de Janeiro - RJ Tel.: PABX (021) 210 -3122 Fax: (021) 240-8249/532-2143 Endereço Telegráfico: NORMATÉCNICA ABNT-Associação Brasileira de Normas Técnicas Palavras-chave: Lavagem de embalagem. Agrotóxico 8 páginas NBR 13968 SET 1997 Embalagem rígida vazia de agrotóxico - Procedimentos de lavagem Origem: Projeto 23:001.08-001:1996 CB-23 - Comitê Brasileiro de Embalagem e Acondicionamento CE-23:001.08 - Comissão de Estudo de Embalagem Vazia de Agrotóxico NBR 13968 - Rinsing procedures of rigid empty pesticide containers Descriptors: Key words. Container rinsing. Pesticide Válida a partir de 30.10.1997 Sumário Prefácio Introdução 1 Objetivo 2 Definições 3 Requisitos ANEXOS A Lavagem de embalagens rígidas vazias que conti- veram formulações de agrotóxicos miscíveis ou disper- síveis em água - Procedimentos laboratoriais B Lavagem de embalagens rígidas vazias que conti- veram formulações de agrotóxicos miscíveis ou disper- síveis em água - Procedimentos no campo Prefácio A ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas - é o Fórum Nacional de Normalização. As Normas Brasi- leiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (CB) e dos Organismos de Normalização Setorial (ONS), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros). Os Projetos de Norma Brasileira, elaborados no âmbito dos CB e ONS, circulam para Votação Nacional entre os associados da ABNT e demais interessados. Os anexos A e B desta Norma são de caráter normativo. Introdução A lavagem das embalagens vazias, por reduzir consi- deravelmente os resíduos de agrotóxicos nelas contidos, é uma prática absolutamente indispensável para a sua destinação final, correta e segura. A lavagem, tríplice ou sob pressão, prática extremamente simples, já é normalizada na maior parte dos países desenvolvidos, está amplamente divulgada no meio rural de praticamente todos os estados brasileiros e já faz parte de algumas legislações estaduais sobre a destinação final das embalagens vazias de agrotóxicos. Países da Comunidade Européia já acordaram, através de protocolos, que as embalagens de produtos agro- químicos submetidos à tríplice lavagem, que apresentem um resíduo remanescente na água da última lavagem, abaixo de 0,01% - 100 ppm 1) , são consideradas rejeitos comuns, podendo ser descartadas como rejeito não- perigoso. Metodologia padronizada para avaliação de resíduos de agrotóxicos remanescentes nas embalagens vazias após a tríplice lavagem já é disponível e, quando praticada em laboratórios oficiais do país, comprovou que esses níveis de resíduos situam-se na faixa de poucas partes por milhão - ppm - ou frações de ppm, o que caracteriza uma condição de segurança para as atividades posteriores de manuseio, transporte e armazenagem das embalagens assim lavadas. 1) ppm = parte por milhão.

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ABNT-AssociaçãoBrasileira deNormas Técnicas

Palavras-chave: Lavagem de embalagem. Agrotóxico 8 páginas

NBR 13968SET 1997

Embalagem rígida vazia de agrotóxico -Procedimentos de lavagem

Origem: Projeto 23:001.08-001:1996CB-23 - Comitê Brasileiro de Embalagem e AcondicionamentoCE-23:001.08 - Comissão de Estudo de Embalagem Vazia de AgrotóxicoNBR 13968 - Rinsing procedures of rigid empty pesticide containersDescriptors: Key words. Container rinsing. PesticideVálida a partir de 30.10.1997

SumárioPrefácioIntrodução1 Objetivo2 Definições3 RequisitosANEXOSA Lavagem de embalagens rígidas vazias que conti-

veram formulações de agrotóxicos miscíveis ou disper-síveis em água - Procedimentos laboratoriais

B Lavagem de embalagens rígidas vazias que conti-veram formulações de agrotóxicos miscíveis ou disper-síveis em água - Procedimentos no campo

Prefácio

A ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas - éo Fórum Nacional de Normalização. As Normas Brasi-leiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos ComitêsBrasileiros (CB) e dos Organismos de NormalizaçãoSetorial (ONS), são elaboradas por Comissões de Estudo(CE), formadas por representantes dos setores envolvidos,delas fazendo parte: produtores, consumidores e neutros(universidades, laboratórios e outros).

Os Projetos de Norma Brasileira, elaborados no âmbitodos CB e ONS, circulam para Votação Nacional entre osassociados da ABNT e demais interessados.

Os anexos A e B desta Norma são de caráter normativo.

Introdução

A lavagem das embalagens vazias, por reduzir consi-deravelmente os resíduos de agrotóxicos nelas contidos,é uma prática absolutamente indispensável para a suadestinação final, correta e segura.

A lavagem, tríplice ou sob pressão, prática extremamentesimples, já é normalizada na maior parte dos paísesdesenvolvidos, está amplamente divulgada no meio ruralde praticamente todos os estados brasileiros e já faz partede algumas legislações estaduais sobre a destinaçãofinal das embalagens vazias de agrotóxicos.

Países da Comunidade Européia já acordaram, atravésde protocolos, que as embalagens de produtos agro-químicos submetidos à tríplice lavagem, que apresentemum resíduo remanescente na água da última lavagem,abaixo de 0,01% - 100 ppm1), são consideradas rejeitoscomuns, podendo ser descartadas como rejeito não-perigoso.

Metodologia padronizada para avaliação de resíduos deagrotóxicos remanescentes nas embalagens vazias apósa tríplice lavagem já é disponível e, quando praticada emlaboratórios oficiais do país, comprovou que esses níveisde resíduos situam-se na faixa de poucas partes por milhão- ppm - ou frações de ppm, o que caracteriza uma condiçãode segurança para as atividades posteriores de manuseio,transporte e armazenagem das embalagens assimlavadas.

1) ppm = parte por milhão.

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2 NBR 13968:1997

Entretanto a NBR 11564:1991 - Embalagem de produtosperigosos - Classe 1,3,4,5,6 e 8 - considera que os recipi-entes vazios mas não limpos, que contiveram substânciasperigosas, devem ser considerados potencialmenteperigosos.

De outra parte, a Lei 1797, de 25.01.1996, dispõe no item1.2.1.2.2 da “Classificação dos Pesticidas” que as prepa-rações contendo a substância ativa em concentraçõesinferiores às indicadas nas colunas correspondentes aoGrupo de Embalagem III não são consideradas perigosase, portanto, também, suas embalagens.

A classificação das embalagens vazias lavadas deagrotóxicos como não-perigosas tem por objetivos prin-cipais agilizar o transporte e a armazenagem dessasembalagens desde o usuário final até o destinatário finalda embalagem, responsável final pela sua destinaçãocorreta e segura.

Mas o objetivo principal desta Norma é alavancar proce-dimentos tecnológicos mais complexos para a norma-lização da retirada dessas embalagens do meio rural ondenas condições atuais representam um risco para a saúdee para o ambiente em que vive a população rural do país.

1 Objetivo

Esta Norma estabelece os procedimentos para a ade-quada lavagem de embalagens rígidas vazias de agro-tóxicos que contiveram formulações miscíveis ou disper-síveis em água, classificadas como embalagens não-perigosas, para fins de manuseio, transporte e armaze-nagem.

2 Definições

Para os efeitos desta Norma, aplicam-se as seguintesdefinições.

2.1 adequada lavagem: Procedimentos estabelecidosnos anexos A e B para a tríplice lavagem ou para a lava-gem sob pressão, realizados imediatamente após oesvaziamento da embalagem, de maneira a reduzir signi-ficativamente a quantidade de agrotóxicos remanes-centes na embalagem.

2.2 embalagem rígida vazia não-perigosa: Embalagensque contiveram formulações de agrotóxicos utilizáveisdiluídas em água e que, submetidas aos adequadosprocedimentos de lavagem interna, apresentem na águade lavagem final uma concentração, em ingrediente ativo,do produto originalmente acondicionado, menor que100 ppm .

2.3 tríplice lavagem: Lavagem interna da embalagempor três vezes consecutivas, vertendo o líquido gerado,no tanque do pulverizador.

2.4 lavagem sob pressão: Lavagem interna das embala-gens com equipamento especial de admissão de águasob pressão, no interior da embalagem, sendo o líquidogerado coletado no tanque do pulverizador.

2.5 central de recebimento: Edificação, aprovada pelosórgãos ambientais competentes, destinada a receber asembalagens vazias lavadas de agrotóxicos para seremencaminhadas à destinação final.

2.6 fonte de fornecedor: Propriedade rural de ondeprovêm as embalagens vazias de agrotóxicos.

2.7 fornecedor: Proprietário rural que detenha a possedas embalagens vazias de agrotóxicos.

3 Requisitos

3.1 Procedimento

3.1.1 A determinação do teor de resíduo de agrotóxicosremanescentes nas águas de lavagem da embalagemdeve ser feita de acordo com os procedimentos labora-toriais descritos no anexo A.

3.1.2 Para reduzir a quantidade de resíduo de agrotóxicosremanescentes no interior da embalagem, devem seradotados os procedimentos no campo descritos no ane-xo B.

3.2 Precauções de segurança

Para a execução dos procedimentos descritos nos anexosA e B, devem ser utilizados os equipamentos de proteçãoindividual adequados recomendados nos rótulos dasembalagens.

3.3 Identificação da embalagem

As embalagens submetidas aos procedimentos descritosno anexo B devem ser entregues à central de recebimentoacompanhadas de um documento garantindo que foramadequadamente lavadas e identificadas pela fonte defornecimento e com a identificação dessa fonte.

/ANEXO A

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NBR 13968:1997 3

Anexo A (normativo)Lavagem de embalagens rígidas vazias que contiveram formulações de agrotóxicos miscíveis ou

dispersíveis em água - Procedimentos laboratoriais

O propósito desta Norma é descrever os procedimentosde maneira a determinar o teor de resíduo de agrotóxicosremanescentes nas águas de lavagem, em embalagenscomerciais, com capacidade de até 20 L inclusive, lava-das pelos métodos tríplice ou sob pressão.

A.1 Comentários gerais e instruções

A.1.1 Seleção de embalagens

Para o agrotóxico selecionado, retirar do estoque trêsembalagens seladas do mesmo número de lote deprodução.

A.1.2 Dispositivo para lavagem sob pressão

Bico metálico perfurante, conectado por mangueira fle-xível à linha de abastecimento de água que serve olaboratório, provido de gatilho que permita liberar ou inter-romper o fluxo de água sob pressão.

A.1.3 Vasilhames de coleta

Vasilhames limpos e descontaminados devem estar dis-poníveis para acondicionar a formulação contida naembalagem e as águas resultantes das lavagens, paraas análises.

A.1.4 Água

A fonte de água para as lavagens da embalagem não érestrita, podendo ser a fornecida pela administraçãopública, de poço ou qualquer água comumente utilizável,desde que considerada potável.

A água deve estar livre do agrotóxico que está sendoanalisado ou o teor desse agrotóxico na água deve sertotalmente conhecido, de modo a assegurar que os re-sultados dos ensaios não sejam mascarados, devido àpresença do produto químico específico na fonte de ondeé retirada a água para lavagem. A análise da água precisaser realizada anteriormente ao ensaio. Não é necessárioque a água seja analisada cada vez que uma amostradessa água for retirada.

A.1.5 Temperatura da água

A água para a lavagem deve estar à temperatura de 23°C ± 3°C no momento do ensaio.

A.1.6 Temperatura das amostras

As amostras das águas de lavagem devem estar àtemperatura de 23°C ± 3°C no momento do ensaio.

A.1.7 Agitação da embalagem

Durante o processo de lavagem, a embalagem deve seragitada manualmente e nenhum dispositivo mecânicodeve ser utilizado. A embalagem deve ser agitada porum tempo total de 30 s para cada lavagem. O movimentopara agitá-la deve ser o seguinte: começar por segurar aembalagem no plano horizontal, com a tampa ou a partesuperior da embalagem sendo segura pela mão es-querda. Agitar a embalagem para frente e para trás,durante os primeiros 10 s, mantendo-a paralela ao chão.

Agitar numa média de dois impulsos por segundo e numadistância de 10 cm a 15 cm. Após 10 s, e mantendo ummovimento contínuo, girar a embalagem por 90°, demaneira que a tampa ou a parte superior da embalagemfique em direção ao solo. Continuar agitando com osmesmos impulsos por mais 10 s e girar a embalagem demaneira que a tampa ou a parte superior da embalagemfique voltada para cima. Continuar agitando até completaros 30 s.

A.1.8 Posição da embalagem durante o esvaziamento

A embalagem deve ser invertida durante o esvaziamento.A palavra “invertida” deve ser interpretada da seguinteforma: a embalagem deve ser mantida em uma posiçãoque maximize a quantidade de líquido que deve fluir emum período mínimo de tempo.

A.1.9 Drenando a embalagem

O esvaziamento correto é feito deixando-se a embalagemdrenando por 30 s após remover o conteúdo original ou aágua de lavagem da embalagem. Este período de 30 scomeça a ser contado depois que o fluxo do líquido dobocal da embalagem não mais puder ser descrito comoum fluxo contínuo. As embalagens com alça nãobloqueada devem ser posicionadas conforme as figu-ras A.1 a A.6.

Para as embalagens fabricadas com alça na lateral (figu-ra A.1), posicionar a embalagem de maneira que o ladoda abertura esteja paralelo ao solo e a alça esteja aolado esquerdo e perpendicular ao solo, olhando-se paraa embalagem.

Para as embalagens fabricadas com alça na partesuperior, posicionar a embalagem de maneira que o ladoda abertura esteja paralelo ao solo (figura A.2). Olhando-se para a embalagem, a abertura deve estar do ladodireito, com a alça direcionada paralelamente ao solo.

Passados 5 s do início do período de esvaziamento, girara embalagem por 90° no sentido horário, de maneira queo lado da abertura da embalagem fique perpendicular aosolo.

Para as embalagens fabricadas com alça na lateral (figu-ra A.3), a alça deve ficar paralela ao solo e na superfíciesuperior da embalagem.

Para as embalagens com alça na parte superior (figu-ra A.4), a alça deve ficar do lado esquerdo e perpendicularao solo.

Manter a embalagem nessa posição por 5 s e então girarde volta à posição original de esvaziamento (figuras A.1e A.2).

Aos 15 s do início do esvaziamento, girar a embalagemde maneira que o lado da abertura esteja perpendicularao solo (figuras A.3 e A.4).

Aos 20 s do início do período de esvaziamento, girar aembalagem de volta novamente à posição original deesvaziamento (figuras A.1 e A.2).

Para as embalagens sem alça (figura A.5) ou com alçabloqueada (figura A.6), manter o lado da abertura daembalagem paralelo ao solo, no início do período deesvaziamento.

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Figura A.1 - Embalagem com alça na lateral

Figura A.2 - Embalagem com alça na parte superior

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Figura A.6 - Embalagem com alça bloqueadaFigura A.5 - Embalagem sem alça

Figura A.3 - Embalagem com alça na lateral

Figura A.4 - Embalagem com alça na parte superior

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A.1.10 Água de lavagem

É necessário conhecer o volume de água para as lava-gens que é adicionado ou coletado das embalagens. Ovolume pode ser determinado por procedimentos volu-métricos ou gravimétricos e deve ter precisão de ± 0,1%.

A.1.11 Programa de amostragem

No programa de amostragem são oferecidos três níveisdiferentes:

a) o nível classificado como “aceitável”, que indica omenor esforço analítico exigido por esta Norma;

b) o nível classificado como “bom”, que oferece maisinformações sobre a lavagem;

c) o nível classificado como “preferencial”, que au-menta substancialmente o esforço de análise, masresulta na melhor visão da eficácia do processo delavagem.

Pode ser utilizado qualquer um dos três níveis do progra-ma de amostragem.

A.2 Ensaios

A.2.1 Tríplice lavagem

A.2.1.1 Preparação da embalagem

Escolher uma embalagem cheia e abri-la com os devidoscuidados. Inverter a embalagem no vasilhame se-lecionado para a coleta do conteúdo da embalagem eaguardar que o conteúdo se esgote por 30 s. Fechar aembalagem com a tampa para evitar que os solventesvoláteis evaporem. A lavagem deve ser iniciadaimediatamente após o esvaziamento da embalagem. Alavagem não deve ser realizada, em hipótese alguma, sea embalagem esvaziada ficar fechada e parada por maisde 30 min.

A.2.1.2 Procedimento

O volume da água para a lavagem deve ser equivalentea 25% da capacidade do volume da embalagem paracada ciclo de lavagem. Colocar a água limpa de lavagemna embalagem esvaziada. Anotar o volume de água limpaque foi adicionada à embalagem. Colocar a tampa daembalagem e agitá-la vigorosamente de um lado paraoutro e de cima para baixo durante 30 s.

A.2.1.3 Tempo de esvaziamento

Retirar a tampa da embalagem, invertê-la sobre ovasilhame limpo e esvaziá-la por 30 s. Esse período de30 s deve ser contado a partir do momento em que o flu-xo vertendo através da abertura da embalagem não puderser descrito como um fluxo contínuo. Repetir este pro-cedimento com água limpa para a lavagem da em-balagem e vasilhames limpos de coleta por mais trêsvezes. Medir e anotar os volumes das águas resultantesdas diversas lavagens retiradas da embalagem.

Depois da primeira lavagem, a tampa da embalagem eas ranhuras da rosca do gargalo da embalagem devemser limpas. Se for possível a substituição da tampa poroutra tampa limpa, esta pode ser usada ao invés da ori-ginal. Este procedimento deve ser repetido com todas aslavagens adicionais.

A.2.1.4 Amostragem

No programa de amostragem de nível “aceitável”, a quartaágua resultante da lavagem deve ser coletada e anali-sada.

No programa de amostragem de nível “bom”, a terceira ea quarta águas resultantes das lavagens devem ser cole-tadas e analisadas individualmente.

No programa de amostragem de nível “preferencial”, asegunda, a terceira, a quarta e a quinta águas resultantesdas lavagens devem ser coletadas e analisadas indivi-dualmente.

Todas as águas resultantes das diversas lavagens devemser analisadas em laboratórios adequados às boaspráticas laboratoriais (BPL)2) . É importante assegurar quequaisquer resíduos de agrotóxicos sejam mantidos emsuspensão durante todo o processo de ensaio.

A.2.1.5 Análise das amostras

Analisar as amostras das águas de lavagem porprocedimentos analíticos de identificação aprovados eadequados para a análise de resíduo do produto en-saiado, diluído em água. Se a água utilizada na lavagemnecessitar de tratamento físico e/ou químico para asse-gurar a estabilidade de seus componentes antes daanálise, anotar esse dado no relatório. Se a água for ana-lisada diretamente, isto é, não for utilizado qualquer pro-cedimento de extração ou concentração, o método ado-tado deve ter um nível de sensibilidade igual ou abaixode 0,5 ppm.

Devem-se indicar, no relatório, a sensibilidade e o limitede detecção do procedimento. Se as amostras de águaforem extraídas, anotar esse fato no relatório. Para cadaproduto e formulação há metodologia específica.

A.2.1.6 Relatório de ensaio

Os resultados do ensaio devem ser expressos comosegue:

Concentração final de ingrediente ativo da água de lavagem (mg/mL) = A

Concentração original de ingrediente ativo (mg/mL)

(1,0 - A) x 100 = Porcentagem de remoção

A.2.1.7 Descarte dos produtos

A água de lavagem e as sobras da formulação concen-trada remanescentes coletadas neste ensaio devem serdescartadas, seguindo-se procedimentos aprovados dedisposição final, de acordo com a legislação específicado órgão responsável pelo meio ambiente.

2) BPL - Princípios das Boas Práticas de Laboratório - INMETRO - CTLE 06, vol.1, 1995, 48 p.

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A.2.2 Lavagem sob pressão

A.2.2.1 Preparação da embalagem

Escolher uma embalagem cheia e abri-la com os devidoscuidados. Inverter a embalagem no vasilhame sele-cionado para a coleta do conteúdo da embalagem eaguardar que o conteúdo se esgote por 30 s. Fechar aembalagem com a tampa para evitar que os solventesvoláteis evaporem. A lavagem deve ser iniciada imedia-tamente após o esvaziamento da embalagem. A lava-gem não deve ser realizada, em hipótese alguma, se aembalagem esvaziada ficar fechada e parada por maisde 30 min.

A.2.2.2 Procedimento

A pressão da água na linha de abastecimentoque serve o laboratório deve ser ajustada para281 kPa ± 14 kPa (40 ± 2 libras por polegada quadrada).

Com a finalidade de fazer um completo registro de dados,medir e anotar a quantidade de água descarregada pelodispositivo de lavagem sob pressão durante os temposde 10 s, 20 s e 30 s de descarga.

Remover a tampa da embalagem e invertê-la sobre ovasilhame coletor que tenha volume suficiente para coletar60 s de vazão do fluxo. Deve haver espaço suficiente en-tre a embalagem e o vasilhame para permitir a amostra-gem segura da água de lavagem.

Com a ponta do dispositivo de lavagem sob pressão,perfurar a embalagem em um ponto, na parte mais altada embalagem, de modo a maximizar a lavagem dassuperfícies internas da embalagem. Uma vez inserido naembalagem e acionado o gatilho para a liberação daágua no interior da embalagem, a ponta do dispositivodeve ser movida para todos os lados, para assegurarque todas as superfícies internas da embalagem recebamjatos diretos de água sob pressão. Antes de acionar ogatilho para a liberação do jato, lavar a face interna daabertura e as ranhuras da rosca do gargalo da emba-lagem.

Lavar a embalagem, internamente, por 30 s.

Coletar na boca da embalagem a água de lavagem geradadurante os dois últimos segundos (29º segundo e30º segundo). Medir e registrar o volume total da águade lavagem coletada. Medir e registrar o volume dasamostras coletadas durante os dois últimos segundos(29º segundo e 30º segundo).

A.2.2.3 Amostragem

No programa de amostragem de nível “aceitável”, aságuas de lavagem geradas nos dois últimos segundos(29º segundo e 30º segundo) devem ser amostradas ecoletadas.

No programa de amostragem de nível “bom”, amostraras águas de lavagem geradas e coletadas nos intervalosdo 19º segundo e 20º segundo e no intervalo do29º segundo e 30º segundo. Medir e registrar os volumesdas águas de lavagem coletadas.

No programa de amostragem de nível “preferencial”,amostrar as águas de lavagem nos intervalos do9º segundo e 10º segundo, do 19º segundo e 20º segundo,de 29º segundo e 30º segundo e do 39º segundo e40º segundo. Medir e registrar os volumes das águas delavagem coletadas.

As águas de lavagem devem ser analisadas adotando-se boas práticas laboratoriais (BPL). É importante asse-gurar que qualquer resíduo de agrotóxico seja mantidoem suspensão durante todo o processo de ensaio.

A.2.2.4 Análise das amostras

Analisar as amostras das águas de lavagem porprocedimentos analíticos de identificação aprovados eadequados para a análise de resíduo do produto en-saiado, diluído em água. Se a água da lavagem necessitarde tratamento físico e/ou químico para assegurar a esta-bilidade de seus componentes antes da análise, anotaresse dado no relatório. Se a água for analisada direta-mente, isto é, não for utilizado qualquer procedimento deextração ou concentração, o método adotado deve terum nível de sensibilidade igual ou abaixo de 0,5 ppm.

Devem-se indicar, no relatório, a sensibilidade e o limitede detecção do procedimento. Se as amostras de águaforem extraídas, anotar esse fato no relatório.

A.2.2.5 Relatório de ensaio

Os resultados do ensaio devem ser expressos comosegue:

Concentração final de ingrediente ativo da água de lavagem (mg/mL) = A

Concentração original de ingrediente ativo (mg/mL)

(1,0 - A) x 100 = Porcentagem de remoção

A.2.2.6 Descarte de produtos

As águas de lavagem e as sobras da formulação con-centrada remanescentes coletadas neste ensaio devemser descartadas, seguindo-se procedimentos aprovadosde disposição final de acordo com a legislação específicado órgão responsável pelo meio ambiente.

/ANEXO B

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Anexo B (normativo)Lavagem de embalagens rígidas vazias que contiveram formulações de agrotóxicos miscíveis

ou dispersíveis em água - Procedimentos no campo

B.1 Embalagem com capacidade até 20 L

B.1.1 Tríplice lavagem

B.1.1.1 Imediatamente após o esvaziamento da embala-gem, mantê-la invertida sobre a boca do tanque dopulverizador, em posição vertical, durante 30 s, até que ogotejamento fique bastante espaçado.

B.1.1.2 Voltar a embalagem à posição normal e colocarágua limpa no seu interior, em volume correspondente a25% da capacidade da embalagem.

B.1.1.3 Fechar a embalagem com a tampa original e aper-tá-la o suficiente para evitar vazamento durante a agitação.

B.1.1.4 Agitar a embalagem em todos os sentidos, durante30 s.

B.1.1.5 Abrir a embalagem e verter a água de lavagem notanque do pulverizador aguardando por 30 s, até que ogotejamento fique bastante espaçado.

B.1.1.6 Repetir os procedimentos referidos em B.1.1.2 aB.1.1.5 por mais duas vezes.

B.1.2 Lavagem sob pressão

B.1.2.1 Com equipamento independente

B.1.2.1.1 Imediatamente após o esvaziamento do con-teúdo original da embalagem, mantê-la invertida sobre aboca do tanque do pulverizador, em posição vertical, du-rante 30 s, até que o gotejamento fique bastante espa-çado.

B.1.2.1.2 Manter a embalagem nessa posição, introduzira ponta do equipamento de lavagem sob pressão na partesuperior da embalagem e acionar o gatilho para liberaçãode água do equipamento por 30 s, movimentando a pontado equipamento de modo que o jato atinja todas as partesda superfície interna da embalagem. Toda a água delavagem deve ser conduzida diretamente para o tanquedo pulverizador.

B.1.2.2 Com equipamento montado sobre trator

Imediatamente após o esvaziamento do conteúdo da em-balagem, emborcá-la sobre o dispositivo automático delavagem e acionar, por 30 s, a válvula de liberação do

jato de lavagem. A água de lavagem gerada é auto-maticamente conduzida para o interior do tanque dopulverizador.

B.2 Embalagem com capacidade maior que 20L

B.2.1 Tríplice lavagem

B.2.1.1 No caso de embalagens com volume maior que20 L, após adicionar a água de lavagem em volumeadequado (25% da capacidade da embalagem), colocara tampa, apertar adequadamente para evitar vazamentose rolá-la no chão durante aproximadamente 30 s.

B.2.1.2 Completar a agitação, elevando, alternadamente,as extremidades da embalagem, apoiando uma delas nosolo; esta operação deve durar 30 s.

B.2.1.3 A retirada da água de lavagem da embalagemdeve ser feita da mesma maneira utilizada para a retiradado produto para colocá-la no tanque do pulverizador(tratorizado ou de aeronave).

B.2.1.4 Repetir as operações de lavagem por mais duasvezes. Na última, esvaziar totalmente a embalagem emvasilhame adicional, colocando sempre as águas delavagem no tanque do pulverizador.

B.2.2 Lavagem sob pressão

A lavagem sob pressão de médias e grandes emba-lagens, pode complementar o processo da tríplice lava-gem na admissão de água no interior da embalagem,mas não substitui os procedimentos estabelecidos emB.2.1.1 a B.2.1.4.

B.2.3 Inutilização da embalagem

Quaisquer que tenham sido os procedimentos para a la-vagem das embalagens vazias e para evitar a suareutilização, devem as mesmas ser inutilizadas, furandoo fundo das embalagens metálicas e plásticas, masmantendo intactos os seus rótulos e quebrando as emba-lagens de vidro diretamente em um recipiente destinadoa recebê-las.