A reabilitação - reabilitacao sistemas de... · PDF fileé resistente...

Click here to load reader

  • date post

    02-Dec-2018
  • Category

    Documents

  • view

    213
  • download

    0

Embed Size (px)

Transcript of A reabilitação - reabilitacao sistemas de... · PDF fileé resistente...

  • Lusomapei S.A. - Business Parque Tejo XXI - EN 1 - km 29 2600-659 Castanheira do Ribatejo

    Tel. 263 860 360 - Fax. 263 860 369 - www.mapei.pt - [email protected]

    MK

    7029

    60 (P

    ) 2/1

    7

    A reabilitao dos sistemas de saneamento

    ADESIVOS IMPERMEABILIZANTES PRODUTOS QUMICOS PARA A CONSTRUO

  • |1

    A reabilitao dos sistemas de saneamento

    ndice

    1| Introduo 2

    2| As causas da degradao dos sistemas de saneamento 3

    3| Produtos para a reabilitao dos sistemas de saneamento 7 3.1| Produtos da linha SEWAMENT 8 3.1.1| Betumao dos revestimento com SEWAMENT 2 9 3.1.2| Preparao do suporte com SEWAMENT 3 PRIMER 10 3.1.3| Reabilitao com SEWAMENT 10 11 3.1.4| Reabilitao com SEWAMENT 40 12 3.1.5| Reabilitao com SEWAMENT 100 14 3.2| Produtos da linha MAPEGROUT 18 3.2.1| Reabilitao de caixas de visita, tampas e pavimentos de condutas com MAPEGROUT SV 18 3.2.2| Reabilitao de caixas de visita, tampas e pavimentos de condutas com MAPEGROUT SV FIBER 20 3.3| MAPE-ASPHALT REPAIR 0/8 22

  • 2|

    1| Introduo

    Os sistemas de saneamento so certamente uma das infraestruturas mais antigas das

    cidades. O tempo e o ambiente tm forte influncia na sua durabilidade, entendida como

    capacidade de uma estrutura resistir aos ataques dos agentes agressivos de diferente

    natureza, mantendo inalteradas as caractersticas mecnicas e funcionais.

    As guas que circulam no interior dos sistemas de saneamento so definidas como guas residuais

    e dividem-se da seguinte forma:

    guas residuais domsticas: qualquer tipo de descarga que provem de urbanizaes;

    guas residuais industriais: qualquer tipo de descarga que provm de zonas industriais;

    guas residuais urbanas: so o conjunto das guas residuais domsticas, urbanas e da

    chuva.

    Em todas as guas residuais esto presentes vrios tipos de substncias, flutuantes,

    suspensas ou dissolvidas e os materiais biolgicos representados pelos organismos

    animais e vegetais presentes nas guas.

    foto 1

  • |3

    A reabilitao dos sistemas de saneamento

    2| As causas da degradao dos sistemas de saneamento

    Uma das causas da degradao dos sistemas de saneamento a formao, no interior

    da conduta, de cido que dissolve os minerais da argamassa cimentcia. Este cido corri

    os minerais cimentcios at provocar a sua rotura. Por consequncia, os canos devem ser

    construdos ou reparados com materiais adequados, capazes de resistir ao ataque dos cidos.

    O processo de formao o seguinte:

    1) Processo anaerbico

    - Formao de CIDO SULFDRICO (H2S)

    O cido sulfdrico ou hidrognio sulfurado cria-se mediante metabolismo de bactrias anaerbicas

    sulfato-redutores (Desulfovibrio, Desulfobacter e Desulforomonas) presentes no esgoto.

    Este tipo de cido, por si mesmo, no agressivo para o beto, at que se transforma em

    cido sulfrico no processo aerbico.

    2) Processo aerbico

    - Oxidao do H2S em anidrite sulfuroso (SO2)

    - Oxidao do SO2 em anidrite sulfrica (SO3)

    - SO3 + H2O ---- H2SO4 [CIDO SULFRICO]

    Figura 1Esboo simplificado da formao de cido sulfrico num sistema de saneamento

    Estrada

    Terreno

    Beto

    Corroso do beto por causa do cido sulfrico

    Condiesaerbicas

    Condiesanaerbicas

    Conduta em betoEsgoto

    Esgoto

    Sedimentos

    Conduta em beto SO4

    ProtenasSulfuretos

    H2SO

    4

    cido sulfdrico H2S

    Processo deoxidao

    Sedimentos

  • 4|

    Os cidos, por causa da sua elevada agressividade, misturados com gua, retiram material

    da superfcie, deixando os agregados do beto expostos.

    Para testar a resistncia das argamassas ao ataque do cido sulfrico, existem dois mtodos:

    1) Contacto direto

    2) Simulao

    foto 2Mquina para o ensaio

    do contacto direto

    foto 3Mquina para o ensaio

    da simulao

  • |5

    A reabilitao dos sistemas de saneamento

    O primeiro, contacto direto, consiste em imergir amostras de argamassa no cido mantendo

    constante o pH a 0 ou 1. Aps a imerso, para avaliar a argamassa, mede-se a resistncia

    compresso residual em comparao com uma argamassa de referncia tratada da mesma

    forma e preparada como se segue:

    - 1 parte de CEM I 42,5 resistente aos sulfatos (C3A < 3%)

    - 3 partes de areia normal

    - Relao a/c 0,45

    O ensaio deve dar como resultado uma resistncia compresso residual de cerca de 65%

    com pH 0 e de cerca 75% com pH 1. O mtodo no reproduz exatamente as condies

    ambientais que podem existir num sistema de saneamento, uma vez que no laboratrio

    h uma contnua reproduo do cido, enquanto na realidade o seu desenvolvimento

    depende das condies ambientais. Atravs deste mtodo porm, possvel estudar o

    comportamento da argamassa com o cido duma maneira muito rpida.

    O ensaio que est mais perto da realidade o da simulao, que permite medir a perda em

    peso de amostras de argamassa, introduzidas numa cmara onde se forma o cido mediante

    um processo anaerbico. Desta forma, simulam-se as condies agressivas que existem

    num sistema de saneamento. A resistncia das amostras avalia-se com base na perda de

    peso relacionado com o tempo de incubao.

    Aos fatores de degradao j mencionados, adiciona-se tambm o fator biolgico causado

    pela ao do fouling. O termo pode-se traduzir literalmente com a palavra sujidade ou

    incrustao e refere-se aos problemas gerados pela acumulao de organismos vivos,

    animais ou vegetais (biofouling) ou de outros materiais nas superfcies, em particular aquelas

    que esto submersas em gua. O fouling pode criar condies anaerbicas ou de areao

    diferenciada, no mbito das quais originam-se cidos orgnicos, que afetam as armaduras,

    promovendo a corroso e por consequncia a degradao da estrutura.

    No interior dos sistemas de saneamento um outro problema pode ser causado pela

    presena de sulfatos nas guas residuais. O io sulfato transportado para o interior da

    matriz cimentcia da gua reage com o hidrxido de cal e forma gesso. Este reage por sua

    vez com os aluminados de clcio hidratados (C-A-H) formando etringite secundria que,

    aumentando de volume, cria fortes presses interiores, provocando delaminao, fissuraes

    e destacamentos na superfcie (o ataque do sulfato s estruturas em beto amplamente

    tratado no caderno tcnico intitulado A degradao do beto).

    Alm das causas tratadas, a degradao manifesta-se quando as estruturas sofrem uma

    diminuio das suas prestaes mecnicas. A idade, a ligao de novas condutas ou as

    alteraes do trfego nas redes virias sobrejacentes, enfraquecem as estruturas e criam

    solicitaes que podem provocar roturas, fissuraes, destacamentos ou, nos casos mais

    graves, o seu colapso.

  • 6|

    figura 2Esboo simplificado da rotura

    por fadiga de uma conduta

    Estrada

    Terreno

    Beto

    Corroso do beto por causa do cido sulfrico

    Condiesaerbicas

    Condiesanaerbicas

    Conduta em betoEsgoto

    Esgoto

    Sedimentos

    Conduta em beto SO4

    ProtenasSulfuretos

    H2SO

    4

    cido sulfdrico H2S

    Processo deoxidao

    Sedimentos

  • |7

    A reabilitao dos sistemas de saneamento

    Argamassas Mapei para a reabilitao dos sistemas de saneamento

    SEW

    AMEN

    T 1

    SEW

    AMEN

    T 2

    SEW

    AMEN

    T 10

    SEW

    AMEN

    T 40

    SEW

    AMEN

    T 10

    0

    MAP

    EGRO

    UT

    FMR

    + F

    IBRE

    FF

    MAP

    EGRO

    UT S

    V

    MAP

    EGRO

    UT S

    V FI

    BRE

    + F

    IBRE

    R38

    MAP

    E-AS

    PHAL

    T RE

    PAIR

    0/8

    Reabilitao de esgotos

    Reabilitao de caixas de visita e tampas

    Tixotrpica

    Fluda

    De presa normal

    De presa rpida

    Barramento

    Adesivo

    Betumao juntas

    Resistente ao ataque dos cidos

    Classificao segundo 1504R4

    EN (1504-3)R4

    EN (1504-3)R4

    EN (1504-3)

    Aplicao

    colher de pedreiro/esptula

    projeo

    via seca

    via hmida

    3| Produtos para a reabilitao dos sistemas de saneamento

    SEWAMENT 1

    SEWAMENT 2

    SEWAMENT 3 PRIMER

    SEWAMENT 10

    SEWAMENT 40

    SEWAMENT 100

    MAPEGROUT FMR

    MAPEGROUT SV

    MAPEGROUT SV FIBER

    MAPE-ASPHALT REPAIR 0/8

    tabela 1

  • 8|

    3.1| Produtos da linha SEWAMENT COLAGEM DOS REVESTIMENTOS COM SEWAMENT 1

    Descrio: adesivo cimentcio de elevadas prestaes, de presa rpida,

    deslizamento nulo e elevada resistncia qumica, para o assentamento de

    revestimentos cermicos em estaes de tratamento e esgotos.

    Particularmente indicado para: o assentamento de revestimentos em grs

    porcelnico, cermica, clinker e tijolos em esgotos realizados em beto vazado em

    obra ou prefabricado.

    SEWAMENT 1 est classificado segundo a EN 12004 como adesivo cimentcio (C) melhorado (2)

    com deslizamento vertical nulo (T) de presa rpida (F), da classe C2FT.

    SEWAMENT 1 um p cinzento composto por ligantes hidrulicos especiais, inertes

    selecionados em curva granulomtrica, resinas sintticas e aditivos. Misturado com gua,

    transforma-se num adesivo de consistncia plstica, fcil de trabalhar com esptula dentada.

    Pode ser utilizado para camadas de assentamento de 3 a 15 mm. Graas sua composio

    resistente agresso qumica produzida pelo cido sulfrico provocada pela oxidao