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  • Boletim de Risco Ano V . Nº 47. Setembro/2017

    Cenário

    Nota: a data de corte das informações é 31/08/2017. Para mais detalhes sobre os indicadores, ver Notas Metodológicas na penúltima página. Notas de Referência na última página.

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    Risco de Mercado Risco de Liquidez Apetite pelo Risco Risco Macro Risco de Crédito

    Mapa de Riscos - Evolução Fonte: Bloomberg; CVM. Elaboração: ASA/CVM. Nota: Variações nos cenários representados pelo mapa são calculadas a partir de indicadores selecionados deste "Boletim"; pontos

    mais distantes do centro significam maiores riscos ou maior apetite pelo risco. Para uma descrição dos critérios utilizados para a construçãodo mapa, ver a seção "Notas Metodológicas".

    Na comparação com o mês de julho, nosso Mapa de Riscos sinalizou em agosto uma baixa no indicador de risco de mercado e uma alta relevante no indicador de apetite pelo risco. A queda do indicador de risco de mercado pode ser atribuída à sua subcomponente de renda variável (vide gráficos 2.1 e 2.2), num contexto de recuperação dos índices de renda variável e queda de sua volatilidade após o estresse provocado pelo choque do dia 18/5, este último de ordem política. De maneira relacionada, a alta no indicador de apetite pelo risco também pode ser atribuída á componente de renda variável (vide gráfico 4.1), por razões análogas.

    Com relação aos efeitos do choque do dia 18/5 sobre alguns indicadores macroeconômicos, tendo como corte a data de 31/8, pode-se afirmar que todos eles já mostram reversão total ou praticamente total. O Gráfico 1.3 mostra que o efeito do choque sobre o CDS soberano já havia se exaurido (o mesmo encontrava-se 10 pontos base abaixo do momento pré-choque); o Gráfico 1.2 mostra que o efeito do choque sobre um índice de títulos soberanos nacionais já havia sido superado (taxas de juros associadas ao índice encontram-se 29 pontos base abaixo do momento pré-choque); o Gráfico 1.1, finalmente, faz o mesmo para o câmbio, mostrando que a cotação da moeda nacional encontrava-se desvalorizada em torno de apenas 0,25% em relação ao patamar pré- choque. Por fim, o índice IBOVESPA retrocedeu totalmente no mês de agosto em relação ao choque, com valorização acumulada de 4,9% desde então[1].

    O contexto no qual o Mapa de Riscos operou no mês de agosto foi novamente um no qual os índices acionários no Brasil acumularam retornos positivos (vide gráfico 2.1), bem como mantiveram sua volatilidade em patamares relativamente estáveis (vide gráfico 2.2). Uma análise dos retornos das ações que compuseram o índice IBOVESPA no mês, por exemplo, mostra que apenas 7 das 58 ações mostraram contribuições negativas ao índice, demonstrando que o avanço tendeu a ser generalizado.

    A despeito dos patamares nominais elevados dos índices de renda variável no Brasil e no exterior, ressalta-se que certas métricas de valuation de renda variável encontram-se mais próximas de suas máximas históricas nas economias emergentes do que nas economias avançadas (vide gráfico 4.1), tendência que foi exacerbada no mês. Acrescenta-se também que o movimento dos indicadores de câmbio (estabilidade) e juros (estabilidade) (vide gráficos 1.1 e 1.2) foi benigno do ponto de vista do controle inflacionário e do controle do déficit público, refletindo na estabilidade do indicador de CDS soberano (vide gráfico 1.3) e do spread entre títulos soberanos brasileiros e dos EUA (vide gráfico 4.2), ainda que a

    questão fiscal permaneça um risco relevante de médio e longo prazo, a depender da evolução da agenda de reformas.

    Por fim, em linha com as análises dos Boletins anteriores, que procuraram realizar comparativos tomando como referência os choques observados no dia 18/05, este Boletim traz como ponto positivo o fato de que os indicadores financeiros citados anteriormente, inclusive o IBOVESPA, já se recuperaram totalmente dos efeitos provocados pelo cenário político sensível do mês de maio. Assim sendo, conforme mostram os indicadores, um exacerbado apetite ao risco passa a ser monitorado mais cuidadosamente.

  • 1. Riscos Macroeconômicos

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    India Indonesia Africa do Sul Brasil Turquia

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    800 1.4. CDS Soberanos ( p.b.) - EUA e Europa (2 jan. 2010 - 31 ago.2017)

    Reino Unido Alemanha França Itália Espanha EUA Portugal (Dir)

    Fonte: Bloomberg

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    1.1. Desempenho de moedas selecionadas contra o dólar - (2 jan. 2010 - 31 ago. 2017)

    Brasil Índia Indonésia África do Sul Turquia

    Fonte: Bloomberg

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    1.3. CDS Soberanos ( p.b.) - Emergentes (2 jan. 2010 - 31 ago. 2017)

    África do Sul Indonésia Brasil Turquia

    Fonte: Bloomberg

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    1.5. Investimento Estrangeiro em Bolsa (U$ bilhões) - (jan. 2010 - ago. 2017)

    Mensal (E) Acumulado 12M (D) Fonte: BM&FBovespa

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    1.6. Investimento Estrangeiro em Carteira (U$ bilhões) - (jan. 2010 - jun. 2017)

    Mensal (E) Acumulado 12 M (D) Fonte: CVM

  • 2. Risco de Mercado

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    2.1. Índices de ações (MSCI) - últimos 12 meses (em dólar)

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    2.2. Índices de ações (MSCI) - volatilidade anualizada % (30d)

    Emergentes Brasil Avançadas

    Fonte: Bloomberg

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